Paul Bryan escreveu um artigo no UX Matters que fala sobre os ingredientes necessários para que uma estratégia de experiência do usuário seja efetiva. Paul é especialista em comércio eletrônico e já atendeu clientes como Coca-Cola, SAP, Delta Air Lines, Philips, Macy’s, Bloomingdale’s, Cox, e GE.
Recentemente ele fez uma pesquisa sobre o comportamento de compra das pessoas em variados canais de comunicação.
Tentei resumir um pouco o que o Bryan fala em cada um dos 7 ingredientes. Você pode passar lá no post original e conferir na íntegra tudo que ele escreveu.
Os sete ingredientes discutidos no texto são:
1. Estratégias de negócio
2. Benchmarking competitivo
3. Web analytics
4. Comportamento do usuário, personas e cenários de uso
5. Modelos de interação
6. Priorização de novos recursos e funcionalidades
7. Social, mobile e local
1. Estratégias de negócio
Descobrir os objetivos principais de negócios é o ponto de partida para qualquer construção de uma boa relação digital, seja ela através de um website ou aplicativo. É neste momento que o estrategista de UX irá imergir na empresa para tentar buscar uma direção para o projeto. Ninguém mais investe dinheiro em algo que não trará retorno.
2. Benchmarking competitivo
É importante saber o que o seu concorrente está fazendo para que você possa aproveitar oportunidades de serviços e funcionalidades que ainda não existem no seu site. O bench deve ser feito periodicamente. É simples de fazer. Basta navegar pelo site do concorrente e dar alguns prints da tela e anotar os pontos positivos e negativos encontrados.
3. Web analytics
Acompanhar como as pessoas estão navegando no seu site é essencial para que você possa fazer correções imediatas e saber o que está dando certo. Você não precisa ser nenhum mestre em matemática para interpretar os dados gerados pelo Analytics. E está cada vez mais fácil devido à disponibilidade de ferramentas de análise remoto. O Google mesmo disponibilizou recentemente uma opção com vídeo ao vivo que mostra uma pessoa navegando pelo site.
4. Comportamento do usuário, personas e cenários de uso
Segmentar e entender quem são os seus usuários é talvez a pimenta que vai fazer a diferença na sua receita. E para facilitar o entendimento é necessário criar personas que vão guiar o desenvolvimento do projeto do início ao fim. Os personas serão a sua consciência. Será que o que estou criando vai ser útil para o João ou Maria?
Os personas são criados com base em dados reais sobre os potenciais clientes para qual o projeto se destina. Eles são acompanhados de foto, nome, dados pessoais, objetivos, necessidades e frustrações.
5. Modelos de interação
Entender como as pessoas interagem com aquela determina marca durante um processo de tomada de decisão de uma compra, por exemplo, é fundamental. Vale a pena investir um tempo para saber se o modelo de interação que você está pensando está condizente com o modelo mental do seu usuário.
6. Priorização de novos recursos e funcionalidades
Você precisa entender a razão para incluir um novo recurso de interface e como isso será priorizado para que as pessoas consigam usufruir.
7. Social, mobile e local
Como Designers, precisamos entender as necessidades e desejos das pessoas para que possamos planejar experiências sociais e móveis. Como as pessoas vão usar o design em movimento ou como e porque elas vão compartilhar, são perguntas chaves para isso acontecer?