Posts com a Tag ‘Tecnologia’

A usabilidade não existe somente para Internet

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Via Bruno Scartozzoni

Veja o que acontece em um cruzamento agitado de Nova York.

O samba da arquitetura de informação

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Robson Santos publicou em sua conta no Youtube um vídeo muito engraçado sobre a arquitetura de informação.

O vídeo trata-se uma paródia feita em cima da música Eu bebo sim, de Luis Antonio, e consagrado na voz de Elizeth Cardoso.

“Eu faço AI e vou vivendo/tem gente que é de TI e tá sofrendo”

Vale a pena conferir.

Steve Jobs e a experiência do usuário

quinta-feira, 8 de abril de 2010

cabeca-de-steve-jobsQuem não gostaria de saber o que passa e o que sempre passou na cabeça do empresário Steve Jobs. Leander Kahney, escreveu o livro “A cabeça de Steve Jobs”, onde lista as principais lições de um dos maiores revolucionários da indústria da tecnologia.

É fato que ele não é uma grande pessoa, mas é inegável o sucesso dos produtos criados pela sua empresa, a Apple. Todos os produtos lançados têm um pouco das suas características. Ele não apenas tem o papel de Presidente, mas participa bastante da concepção, dando os seus pitacos aos designers e programadores.

Excelência, design, facilidade de uso e marketing são os pontos marcantes na personalidade de Steve Jobs. Jobs considera muitos profissionais imbecis, mas tem o hábito de criar produtos que podem ser usados por qualquer pessoa.

O segredo do sucesso de Steve e da Apple está representado no objetivo de criar algo simples e que tenha muita utilidade. Os testes de usos são realizados pelo próprio Steve, já que ele considera que os usuários dos produtos Apple têm o seu perfil.

O empresário acredita que é preciso inovar para que as pessoas possam participar das mudanças. Só não adianta mudar se não for para melhorar a experiência dos usuários.

Apesar da personalidade forte, o Presidente da Apple costuma elogiar quando o trabalho é bem feito, mas critica fortemente quando não gosta do resultado. Isso faz com que seus funcionários sempre busquem pela excelência.

Algumas lições de Steve sobre inovação

Não perca o consumidor de vista.
Estude o mercado e o setor.
Não pense conscientemente sobre inovação.
Roube. Não tenha vergonha de roubas grandes ideias dos outros.
Conecte.
Estude.
Seja flexível.
Faça protótipos.

Impressões sobre o 14º EDTED

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ocorreu no último sábado o 14º EDTED – Encontro de Design e Tecnologia Digital, antigo encontro de Webdesign. Estive presente no evento parar tentar tirar algo de proveitoso das palestras que consegui acompanhar no espaço design. O evento foi divido em três espaços. Design, tecnologia e oficinas.

Tive a oportunidade de conhecer de perto o lendário Maujor, autor de vários livros clássicos sobre CSS e dono de um site que me ajudou muito quando fui interface.

Não gostei muito do que vi pela manhã. Achei as palestras bem fracas. A primeira apresentação foi feita pelo Roberto Cassano da Agência Frog, onde ele falou das experiências práticas dos trabalhos realizados em redes sociais. Veja abaixo a apresentação do Roberto.

eted_roberto

Depois tive o privilégio de ver a palestra com a participação do meu amigo Hozielt, que está fazendo parte da grande equipe de três pessoas da EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, antiga Radiobrás. A equipe apresentou o case do portal que estará no ar no dia 7 de setembro e focou na tecnologia de vídeo que estão usando para o portal que vai transmitir vídeos ao vivo.

eted_ebc

A parte da tarde foi bem mais produtiva. A palestra do Gil Giardelli me surpreendeu e foi a mais bacana do dia. Ele mostrou n exemplos de como podemos ganhar dinheiro com esse treco chamado internet. Foi motivação pura para quem deseja novamente se tornar um empreendedor. Comentou que devemos colocar nossas idéias em prática e deixar de reclamar que não temos tempo. Devemos ser sim multiplicadores de conteúdo e participarmos mais da rede como produtores de conteúdo e menos como expectadores.

O dia foi fechado com a boa palestra do Nandico. Ele começou contando um pouco da sua trajetória pessoal e profissional, e fiquei orgulhoso quando ele falou que já foi ceilandense. É sinal que já saiu alguma coisa boa da CEI.

Usando alguns dos seus belos trocadilhos, o Nandico falou um pouco das diferenças ao trabalhar em agência, cliente, fábrica de software e produtora.

Infelizmente tive que sair um pouco mais cedo, por isso não consegui acompanhar a mesa redonda que aconteceu no fechamento do evento. Só sei que iriam falar sobre o mercado de trabalho em agências digitais. No geral valeu pelo networking, por algumas coisas motivadoras que ouvi por lá e pelas interessantes conversas que tive com a Renata Aspin e o Fábio, que está adentrando nesse mercado.

Entrevista com Ale Nahra, arquiteta de informação da Agência Salve

terça-feira, 3 de março de 2009

Ale Nahra é arquiteta de informação e editora de conteúdo com atuação independente. Atualmente trabalha como gerente de arquitetura de informação na Agência Salve e como consultora para a UNESCO no acompanhamento do projeto de reformulação do portal do Ministério da Educação – MEC. Escreve regularmente sobre arquitetura de informação e a vida em geral no blog www.typewriter.com.br

alenahra1

O que é Arquitetura de Informação pra você?

Quando tenho que explicar para quem não conhece, digo que é a atividade de organizar a informação que será apresentada em um ambiente digital de acordo com as necessidades do cliente ou do produto (o dono do site), de maneira que faça o máximo de sentido para o usuário.

Vejo a arquitetura de informação como um dos elementos, ou disciplinas, capazes de fazer a ligação entre o planejamento e o produto final, no âmbito de projetos digitais. Como bem disse a Carla Martins em um post no blog dela, “a AI é a ponte entre estratégia e interface”. O conhecimento tanto do negócio do cliente quanto do usuário, que é fundamental na maioria dos projetos digitais, dá ao AI elementos para uma atuação mais ampla no planejamento de ações, presença e experiência digital. Meu trabalho especificamente tem um forte viés de estratégia, é essa visão que eu procuro trazer para os projetos que participo.

Como Arquitetura de Informação entrou na sua vida e como foi o início nesse trabalho?

Eu sou jornalista, e em 2000 fui chamada para ser editora do site de uma das revistas da Editora Três (que publica Istoé, Dinheiro, Gente, e a revista que eu era editora, Planeta). Cheguei lá e o site não existia. Comecei a planejar as seções, tomando decisões editoriais, e a desenhar a estrutura da home page, duplando com o diretor de arte. Mais tarde descobri que isso que eu estava fazendo se chamava arquitetura de informação e descobri também que eu nasci pra isso!

A arquitetura de informação combina muito com a minha personalidade… Em 2003 fui fazer parte de uma equipe que estava organizando a reformulação de um site do governo. Coube a mim a reflexão sobre a estrutura proposta para o site e a comunicação com a equipe de TI. Então comecei a estudar, pesquisar, aprender. Mas considero que aprendi mesmo mais tarde, completamente na prática. Nos meus primeiros projetos especificamente de AI, eu era freela e trabalhava sozinha. Não foi nada fácil, mas fui aprendendo com livros, blogs de arquitetos mais experientes, e com meus próprios erros. Com isso acabei adaptando as metodologias existentes e criei um método “pessoal” que tenho aplicado, com variações, em todos os projetos desde então.

E as maiores dificuldades no trabalho diário?

Conseguir que o cliente se disponha a gastar mais e ter paciência para realizar testes com usuários. Especificamente em agência, a discussão do lugar da AI: no planejamento ou na criação? Como fazer com que o diagnóstico e o planejamento sejam úteis, e não limitantes, para a criação? Fazer com que a equipe criativa acredite no diagnóstico/planejamento também pode ser um problema às vezes.

Quais ferramentas você recomenda para a entrega dos projetos?

Eu gosto de prototipar o máximo possível, e pra isso, tanto na agência quanto nos meus projetos de consultoria, utilizo o Axure. Prototipar evita muito retrabalho. Quando possível, gosto de usar o protótipo para testes informais internos ou com usuários. Para a equipe interna também é uma ótima forma de comunicar decisões de interação e elementos de interface. Para wireframes simples gosto de usar o Illustrator. Faço sitemaps e fluxogramas no OMNIGRAFFLE (para Mac). E não dispenso o bom e velho Excel para webcontent e inventários de conteúdo. E como boa parte do meu trabalho é diagnóstico, análise, planejamento, tendo a abusar do Word – às vezes até demais.

Como você vê o mercado atual e como ele deverá evoluir?

Atualmente, o principal problema é decorrente da falta de parâmetros digamos, “oficiais”, para avaliar um arquiteto de informação, o que faz com que as empresas muitas vezes não saibam (e não consigam) contratar bem. O resultado disso é a falta de valorização e conseqüente má remuneração. Mas acho que de maneira geral o futuro é positivo. Já está estabelecida a importância da arquitetura de informações em projetos digitais, e isso ao mesmo tempo abre postos de trabalho e cria a necessidade de especialização cada vez maior.

E o futuro de um profissional especializado em Arquitetura de Informação?

Um profissional de AI tem muitos caminhos, inclusive em disciplinas que transcendem a arquitetura de informação. Acho que o conhecimento de um AI o habilita a trabalhar em variadas atividades. Mas é importante que o AI procure seu nicho. A atuação da AI é muito ampla, e é estressante pensar que devemos ser bons em todas as atividades que fazem parte da AI. Eu, por exemplo, não tenho muita afinidade com design, por isso meu ponto forte não é o desenho das interações na interface – um caminho que pode ser seguido por quem veio do webdesign.

AIs que vieram da biblioteconomia podem se especializar na criação de taxonomias e gerenciamento de folksonomias. Já o AI com inclinação estratégica tende a se aproximar cada vez mais do planejamento. Claro que estou pensando em um mercado maduro, com equipes formadas por vários profissionais. Atualmente a realidade do mercado brasileiro ainda não comporta esse tipo de especialização. Pelo contrário, muitos vezes os AIs têm que planejar, pintar, desenvolver, cuidar do SEO, mexer em código, fritar ovo e cantar.

De qualquer maneira, acredito que o profissional de AI deve procurar ter uma visão estratégica, e assim tende a ocupar cargos cada vez mais decisores.

Onde busca referências criativas para o seu trabalho?

No dia-a-dia digital: Twitter, links ao acaso, blogs de amigos e desconhecidos, redes sociais, sites consagrados como Boxes and Arrows, revista Wired, as listas de discussão do Information Architecture Institute e IxDA. Na vida off-line: observando interações de pessoas com objetos físicos e digitais, e interações de pessoas com outras (o que chamamos de relacionamentos).

Em viagens, na corrida, em leituras de revistas e livros (técnicos e literatura), no cinema, em boa comida e café, em conversas com amigos, palestras, cursos, arte, família e animais.

Acredito que o repertório de um bom profissional, independente de qual sua ocupação, é grandemente formado por experiências interessantes e uma vida rica em interações e reflexões.

Gostaria de deixar uma dica para quem está iniciando na área?

Se você está no começo da vida profissional, procure um estágio. Nada melhor que ver como os outros fazem. Procure informação para ser uma pessoa inteligente e interessante – independente de ser um AI ou um contador. Leia bastante para aprender a escrever e formar repertório sobre o mundo. Assine as listas de discussão internacionais e siga links e dicas de leitura. Se possível, vá a algum evento internacional. Converse com outros AIs e aprenda como as outras pessoas fazem.