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A lógica do consumo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

logica_consumo2Baseado na maior pesquisa de neuromarketing já realizada, A lógica do consumo releva verdades surpreendentes sobre o que atrai a atenção dos consumidores no momento de decisão de uma compra, pois conhecer a cabeça do consumidor é um desafio para todos que trabalham com marcas e produtos.

Martin Lindstrom, um investigador de primeira e um dos mais respeitados gurus do marketing mundial, escreveu o livro “A lógica do consumo – Verdades e mentiras sobre porque compramos”. O livro nasceu de um grande investimento em pesquisas durante três anos.

As pesquisas revelaram que não somos atraídos na compra de um produto só porque existe uma mulher linda e sensual no comercial. A sensualidade de uma mulher na propaganda acaba camuflando o conhecimento sobre o produto que está sendo divulgado.

A nossa mente é estimulada quando alguém compra algum produto. É o que o autor chama de neurónios-espelho. A alegria de ver alguém com algum produto faz com que queiramos fazer parte daquele seleto grupo. Um vídeo colocado no Youtube, mostrando o contentamento de uma pessoa abrindo sua caixa do Wii, é um exemplo que deve ter estimulado milhões de pessoas no Mundo.

As mensagens subliminares estão sempre presentes na publicidade e a pesquisa comprovou que elas são efetivas quando utilizadas dentro de um contexto que faça sentido.

As religiões, os rituais e a superstição são grandes influenciadores no momento da decisão de uma compra. Muitas vezes compramos algo por imaginar que aquilo vai trazer algum benefício espiritual.

O livro traz ainda um apanhado de mitos que são quebrados com a utilização de testes realizados no cérebro dos consumidores. É o que estão chamando Neuromarketing. Vale à pena a leitura.

Não me faça pensar novamente

terça-feira, 28 de abril de 2009

naofacapensarSteve Krug escreveu a primeira versão em 2000, em 2006 tive a oportunidade ler o “Não faça pensar – Uma abordagem de bom senso à usabilidade na web”, o mais didático e bem escrito de tudo que já vi sobre usabilidade. O único problema é o que a maioria dos sites citados já não estavam mais no ar.

Em 2005, Steve escreveu a segunda versão, atualizando a maioria dos exemplos citados com novos sites, além de acrescentar 3 novos capítulos. Cheguei a ler o início do livro para ver essas diferenças. Krug continua tratando a usabilidade de maneira bem simples, fazendo com que até os mais leigos possam entender.

Tive a ideia de fazer esse post falando sobre os 3 novos capítulos, já que não tenho tempo suficiente de lê-lo novamente. Quem ainda não leu, não perca a oportunidade e compre um livro que vai ajudar você projetar e desenvolver sites que sejam mais úteis aos usuários.

Usabilidade como fator comum

O autor cita um exemplo de frustração ao entrar em um site e não conseguir encontrar nenhuma informação que fale sobre a greve de uma empresa aérea. A Greve é algo de mais quente que está acontecendo com a empresa no momento, e as pessoas que estão com passagens compradas precisam saber o que fazer.

Os usuários possuem um reservatório de boa vontade que pode se esgotar rapidamente. Cada vez que entramos em um site, começamos com uma reserva de boa vontade, ela vai se esgotando conforme a experiência negativa. Isso faz com que tenhamos a vontade ir rapidamente para o concorrente. Ganha quem se preocupa com os usuários verdadeiramente.

Outra coisa que faz diminuir a boa vontade é esconder informações dos usuários. O mais comum é esconder o número do telefone, evitando com que os usuários liguem na empresa. Ajudar o público-alvo com a formatação e diagramação das informações é um fator que facilita e muito a vida. Exemplo: Separar de 4 em 4 dígitos um número de cartão de crédito ou um código de bônus de celular, entre outros exemplos.

Solicitar informações que a empresa não precisa é outro fator negativo. O usuário não é nenhum idiota e ele se pergunta por que está inserindo determinados dados em um formulário.

O livro oferece uma lista de coisas que aumentam a boa vontade do usuário, que prefiro falar em outros posts. Saber o que a maioria das pessoas querem fazer no seu site e deixá-las a vontade, dizer-me o que quero saber, entre outros.

Acessibilidade, Cascading Style Sheets e você

Steve comenta a respeito de um estudo realizado com 16 usuários deficientes visuais sobre o comportamento de navegação e uso dos leitores de telas.

O CSS e o HTML precisam de uma formatação lógica e bem estruturada para que os usuários com algum tipo de deficiência consiga ter acesso aos conteúdos disponíveis para as pessoais normais.

Acho que isso já evoluiu bastante desde 2005. Krug até pensa em retirar esse capítulo do livro na terceira versão vai será escrita em 2010.

Os projetistas e desenvolvedores possuem alguns medos em relação a acessibilidade. A acessibilidade pode gerar mais trabalho, tendo que adaptar um cronograma impossível ao projeto é uma delas.

As Cascading Style Sheets são agora bem suportadas pela maioria dos navegadores. Veja algumas vantagens.

Controle infinitamente maior sobre a formação;
Flexibilidade;
Consistência entre navegadores;
Serializar seu conteúdo;
Permitir que seu texto mude de tamanho.

Socorro! Meu chefe quer eu _______________.

O último capítulo do livro também trata de um assunto importante. Como justificar para o seu chefe, cliente e gerente de marketing que uma introdução em Flash não tem o menor sentido para o projeto que está sendo feito?

O especialista apresenta dois modelos de e-mail para você enviar para o pessoal responsável pelo projeto, fazendo uma defesa de porque solicitar dados demais é perigoso para a empresa, por exemplo.

Enfim, recomendo a leitura, pois com esse livro você consegue obter muito conhecimento no que diz respeito à usabilidade.