Posts com a Tag ‘Projetos’

O Guarda-chuva que diferencia UX de UI

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Entra ano e sai ano e ainda existe muita confusão a tudo que está relacionado aos termos UX (User Experience) e UI (User Interface). E muitas pessoas usam essas siglas mágicas em reuniões para tentar valorizar um trabalho que não teve um pingo de pensamento focado no usuário.

UX é uma maneira intangível de estratégia de design para se chegar em uma solução. Engloba toda experiência que um usuário tem usando um produto. E grande parte acontece atravês do design de interface do usuário.

A imagem do guarda-chuva acima define bem UX (User Experience). Perceba que cada fatia é essencial para que uma boa experiência seja construída. No Brasil, muitas vezes o arquiteto de informação assume as atividades de interaction design, usabilty e research. Tudo depende da estrutura criada pela empresa que oferece o trabalho de UX. E infelizmente a estratégia de conteúdo ainda engatinha em grande parte do mercado.

A interface do usuário é o resultado de um trabalho bem realizado, inicialmente, pelas fatias do guarda-chuva.

Colocaria também uma fatia para a fase de desenvolvimento de interface (HTML, CSS, JAVASCRIPT). Acredito muito que esse momento seja de fundamental importância para que todo trabalho pensando anteriormente continue no caminho certo.

Então quando for atualizar o seu Linkedin ou mesmo falar sobre o assunto, tome cuidado como você vai tratar essa salada de frutas de termos que englobam o mundo do design. O importante é que você saiba aonde se encaixa e faça o máximo para que os usuários tenham realmente boas experiências.

Estratégia digital como deve ser

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Pensar a presença digital de qualquer empresa vai muito além do que apenas fazer um site em dois ou três meses. É importante que haja um entendimento profundo sobre o negócio para que a agência você consiga desenhar um produto que vai fazer diferença na vida dos consumidores.

No vídeo abaixo, Felipe Memória, Sócio-Diretor da Huge, destaca que a fase de pesquisa é bastante forte na empresa. Costumam entender o negócio, os consumidores, os stakeholders e até se tornam consumidores dos clientes da agência.

Memória cita que o processo de trabalho da Huge pode ser dividido em três etapas. Visão, execução e feedback.

Ter uma visão holística sobre todo negócio é a parte inicial para que a execução seja bastante embasada e resolvida da melhor forma possível para os usuários. Depois é medir através de feedbacks e melhorar o que for necessário.

Felipe diz que o tempo médio de execução de um projeto é de 6 meses. No caso do redesenho do Target.com, tudo foi feito em dois anos devido a complexidade. Isso mostra que não adianta as empresas ficarem apressadas em colocar o site o no ar. Se não houver uma fase de entendimento bem feita, fatalmente o problema não será resolvido.

Coloque um ponto inicial no projeto

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Receber um briefing de qualidade talvez seja uma das coisas mais raras de acontecer em um projeto digital. Parece que o briefing serve apenas para colocar volume nos modelos de documentação das empresas. Pensando nesse problema, vou compartilhar algumas experiências que podem ajudar bastante.

Priorize os objetivos do cliente

É interessante estabelecer alguns objetivos antes de colocar a mão na massa. Temos que começar pensando em funcionalidades que podem ajudar alcançar as metas que a empresa precisa atingir. Não precisa fazer o cliente preencher um briefing gigante. Apenas tente envolvê-lo para que ele passe essa informação. Liste os objetivos do projeto em um papel e depois priorize cada um.

Defina o público-alvo e suas necessidades

Crie uma lista de necessidades da audiência que vai acessar o site. Você vai obter essa informação em pesquisas, análise de acessos, testes de usabilidade e comportamento em redes sociais. Comece criando personas e cenários de uso e imagine tarefas que esses usuários irão realizar. É assim que funciona, as pessoas entram nos sites para fazer ações específicas. Esse é o momento de casar as necessidades dos usuários com os objetivos do cliente.

Rabisque sem medo

Agora é hora de pensar em interfaces. Chame todos que estão envolvidos no projeto e comece a rabiscar as principais ideias. Escolha a melhor e vá para o protótipo. Assim você verá o produto nascendo e todos os envolvidos estarão cientes do que está acontecendo, inclusive o cliente. Isso é o pouco que aprendi trabalhando alguns anos como arquiteto de informação em algumas agências e como freela. Talvez sirva para você também.

Como vender projetos de pesquisa em UX

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mostrar para as pessoas a vantagem de vender pesquisa em UX ainda é um grande desafio. Infelizmente algumas empresas não conseguem enxergar as vantagens de ver como consumidores se comportam diante do seu produto.

O livro It’s Our Research fornece algumas técnicas para que pesquisadores em UX possam influenciar os stakeholders sobre a importância da pesquisa.

O site sobre o livro tem uma série de entrevistas em vídeo com especialistas da área dando opinião sobre os desafios de vender pesquisa em UX para equipes e clientes. O livro apresenta uma séries de casos de estudos.

Criar empatia com os stakeholders é o assunto mais citado nas entrevistas. E o importante mesmo é conseguir mostrar e exemplificar os benefícios que uma pesquisa pode dar para uma empresa.

O designer precisa pensar além do briefing

quarta-feira, 7 de março de 2012

O vídeo abaixo foi postado no Facebook por um amigo designer e um dos comentários me chamou bastante a atenção. O comentário falava que o designer precisa parar se considerar apenas um graphic solutioner e tentar trabalhar além do briefing.

Good design can inform attitudes.
But attitudes don’t necessarily change behavior.

Not just defining the form of products.
Not just creating a user experience.
Not just communicating brand values.
Not just trying to inform and shape attitudes.

We should firt focus on positive outcomes.

O vídeo é bem inspirador e serve de autocrítica. Será que estamos entregando além do que o cliente está nos pedindo? É um assunto para se pensar.