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Como as pessoas olham as redes sociais

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma empresa americana chamada EyeTrackShop realizou um estudo de Eye Track que mostra como as pessoas navegam nas principais redes sociais da atualidade.

Para quem não sabe Eye Track é uma forma de observar como um usuário olha uma interface. Todo o movimento do olho é gravado por uma pequena câmera e assim é possível sabermos o que chama mais atenção em uma tela.

A pesquisa foi realizada com 30 participantes e as redes sociais usadas foram o Facebook, Google+, LinkedIn, Flickr, YouTube, Klout, Reddit, Digg, Tumblr, Twitter, StumbleUpon e Pinterest com intervalos de 10 segundos para cada filmagem.

Resultados da pesquisa

A foto do perfil foi o recurso que mais atraiu o olhar das pessoas no Facebook, por exemplo.

O cargo teve mais atenção do que a foto do perfil no LinkedIn.

É interessante observar nestes dois resultados que o comportamento das pessoas se adapta ao contexto e tudo depende do que você pretende fazer em uma rede social.

O poder da personalidade no design

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aarron Walter, designer responsável por criar o MailChimp, escreveu um livro chamado Design for Emotion e na última terça-feira fez um post no site A List Apart falando sobre o poder da personalidade no design. Walter apresenta alguns exemplos de como podemos tornar as interfaces mais humanas.

Ele acha que muitas vezes tratamos o design de interface de uma maneira muito mais técnica e menos humana. Quando está projetando algo, trabalha duro para tornar a experiência de interface mais próxima das pessoas, pois sente que tem um ser humano do outro lado, não um computador.

E para criar um design personalizado é preciso conhecer quem irá usar. A pesquisa é o que auxilia nesse trabalho. Após conhecer as motivações das pessoas é hora de criar as personas, pois são elas que vão orientar o trabalho que será feito. As personas devem ficar visíveis para todos do início ao fim do projeto.

Aarron mostra três exemplos de design personalizado que tem a função de auxiliar e engajar as pessoas durante o uso.

O Tapbots tem um aplicativo de controle de peso que se preocupa a todo o momento deixar as pessoas motivadas no objetivo final que é emagrecer.

O Carbonmade tenta ser o mais descolado possível para falar a linguagem do público e estabelecer uma relação de confiança com uma pessoa que deseja usar a ferramenta para criar um portfólio.

O site Housing Works tem a missão de ajudar pessoas que estão infectadas com vírus e HIV e sem teto. Usam fotos grandes na página inicial do site para estampar o resultado que as pessoas ajudadas tiveram. Isso é mostrar o resultado de algo de uma forma mais humana.

Vale a leitura do texto na íntegra.

Arquitetura de informação da nova home do iG

domingo, 25 de setembro de 2011

Entrevistei Renan Manço, Arquiteto de Informação do IG e um dos responsáveis pela criação da nova página inicial do portal.

A ideia da entrevista é compartilhar um pouco de como funciona o processo de trabalho de um arquiteto de informação em um projeto de grandes proporções.

Você poderia falar um pouco sobre a estratégia adotada na arquitetura de informação da nova home?

O iG tinha uma homepage que estava no ar há mais de um ano e meio e ela precisava ser reformulada, pois novas funcionalidades e padrões estavam sendo adotados nos sites afora. Tivemos acesso a todos os heatmaps e dados da página inicial antiga que foram fundamentais para as decisões que precisávamos tomar.

No primeiro momento foi feita uma análise heurística, onde toda equipe de arquitetura de informação mergulhou na home atual, definindo níveis de gravidade dos problemas que estavam no ar. Com base nesses apontamentos, junto às métricas existentes, partimos para etapa de desenvolvimento da interface, com um pensamento muito focado em cada detalhe da home, padrões de hover, consistência de botões, corte das imagens e vídeos, abertura de menu, aumento significativo do tamanho das fontes e imagens, novos formatos de publicidade, rodapé otimizado com foco em navegação/SEO e principalmente ferramentas interativas de consulta direto na página.

Como é desenvolver uma boa experiência ao usuário em um site do tamanho do iG que tem uma grande quantidade de Banners?

Realmente é um grande desafio, a interface do iG é desenvolvida em cima de grids que facilitam a navegação e organização dos conteúdos. A homepage antiga era alvo de críticas pela quantidade de publicidade e desde que viramos a versão nova os comentários a respeito disso caíram significativamente. Não diminuímos o número de anúncios, muito pelo contrário, hoje conseguimos entregar mais formatos com tamanhos maiores do que na homepage antiga, fizemos uma reorganização delas na homepage atual e sugerimos alguns formatos novos dentro da nova estrutura de navegação dando muito mais respiro entre publicidade/conteúdo.

Vocês ouviram os usuários após as primeiras soluções?

Sempre, hoje conseguimos mapear todos os pontos que estão dando certo ou não nas nossas interfaces. Muitos usuários comentaram sobre determinamos pontos críticos na nova homepage e alguns desses pontos já foram levados em consideração dentro do iG ocasionando mudanças significativas. Vale ressaltar que o acompanhamento deste trabalho é constante e estamos muito focados em melhorar sempre a navegação do iG trazendo a melhor experiência possível para nossos usuários.

Quero também mencionar toda equipe de UX que participou deste processo: Tatiane Godoy, Ligia Kizirian, Juliana Uemura e Jonas Felipe, a equipe de Design e Tecnologia do Portal iG.
Dêem suas sugestões, opiniões, fiquem à vontade!

renanmanco@gmail.com

Teste de usabilidade remoto, em laboratório ou no ambiente do usuário?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

No post anterior falei como recrutar pessoas para um teste de usabilidade. Hoje vou escrever sobre a experiência de fazer testes de usabilidade nos contextos citados no título deste texto.

Teste de usabilidade remoto

Natale Bolt e Tony Tulathimutte escreveram o livro Remote Reserch. A publicação está em inglês e ensina tudo que você precisa saber para conduzir uma pesquisa remota. O site, que também tem o nome de Remote Research, criou uma lista bem concisa sobre as ferramentas que você pode usar para executar o trabalho.

As ferramentas estão divididas por necessidades. Tem as que você usa para moderar um teste ao vivo, onde você consegue visualizar tudo que o usuário está fazendo durante a tarefa. Eu já usei o GotoMeeting e o Skype.

E também tem uma boa lista de ferramentas que fazem a verificação automática e o analista de usabilidade faz um estudo detalhado dos resultados em um segundo momento. Eu recomendo o Usabilla, Chalmark, ClickTale, UserFocus e o CrazyEgg.

Vantagens de realizar um teste remoto
Você consegue fazer o teste com a pessoa em qualquer lugar.
Os usuários se sentem mais a vontade por estarem onde normalmente utilizam o computador.
Redução de custos.

Desvantagens
O acesso a banda larga no Brasil ainda não é favorável, portanto você corre o risco da internet do usuário falhar no momento do teste.
Nem todos os usuários possuem facilidades de instalar uma ferramenta em seus computadores.

Teste de usabilidade em laboratório

O teste de usabilidade em laboratório é o mais comum. Normalmente O laboratório é composto de duas salas: uma sala de teste e outra de audiência e controle com vidro espelho para que outras pessoas possam observar o usuário no momento do teste.

A dificuldade é fazer com que público-alvo tenha disponibilidade de se locomover.

Vantagens
Ambiente tranquilo e confortável.
Qualidade dos equipamentos. Microfone, fone de ouvido e webcam.

Desvantagens
Fica mais difícil para o usuário ir até o laboratório.
O custo do teste é elevado.
O usuário pode não se sentir tão confortável por não estar em seu ambiente normal de uso.

Teste de usabilidade no ambiente do usuário

Nunca havia feito um teste de usabilidade no local do usuário. É uma experiência bem rica e que até o momento mostrou mais vantagens do que desvantagens.

No início do mês tive que viajar até Santa Catarina para fazer testes de usabilidade em algumas empresas. E o cliente foi fundamental no momento de recrutar os usuários que precisávamos. É interessante perceber como o ambiente de trabalho interfere bastante na forma como as pessoas consomem as informações. Talvez tenhamos um mundo ideal no dia que projetarmos um site que tenha um formato diferente de acordo com o ambiente do usuário.

Foi simples de fazer, bastou um notebook com um Camtasia Studio instalado para que o trabalho pudesse ser feito.

Vantagens
O usuário fica muito a vontade por estar no seu habitat.
O contexto é o mais real possível.
Papeis, caneta e telefone tornam o teste muito real. Aconteceu uma situação bem interessante nesse trabalho. O usuário pegou o telefone e tentou ligar na empresa para tentar resolver o seu problema. Logicamente que ele não conseguiu e ficou bastante frustrado.

Desvantagens
Talvez o usuário não conheça todas as teclas do computador do analista de usabilidade.

Abro o espaço para que outras pessoas comentem sobre essas possibilidades.

Entrevistas com usuários

domingo, 3 de julho de 2011

Comecei trabalhar em um projeto neste final de semana que tem um público-alvo bastante atípico. Conhecer quem são os usuários que vão usar o produto que estou desenhando é fundamental para que o cliente consiga alcançar os objetivos de negócio.

Como tenho pouca noção de como essas pessoas usam a Internet, resolvi fazer entrevistas com usuários para levantar comportamentos, sentimentos e experiências com mídias digitais.

Não basta ter boa vontade para realizar um trabalho assim. É preciso saber fazer a pergunta certa e conduzir o método de forma apropriada para que os resultados sejam suficientes para o restante do projeto.

Liz Danzico fez um workshop no UX London do ano passo sobre técnicas de entrevistas com usuários. O conteúdo é bastante rico.