Entender os usuários no momento que estamos desenvolvendo uma estratégia mobile é um trabalho que necessita de uma atenção especial. Shanshan Ma, Analita de Usabilidade Sênior na BusinessOnLine, escreveu um artigo no site UX Matters sobre as três camadas da experiência do usuário mobile.
Hardware
A forma como os usuários interagem com o hardware é o começo de tudo. Temos uma infinidade de aparelhos com diferentes funções: tamanho de tela, cores, velocidade na resposta, sensibilidade no touchscreen, tamanho do teclado, entre outras coisas. Tudo isso faz muita diferença no momento que o usuário está interagindo com o aparelho.
Nokia, RIM, Apple, HTC e Motorola são os principais fabricantes. Os aparelhos são criados de acordo com as características do mercado que pretende ser atingido. Claro que tudo é feito através de uma ampla pesquisa.
Os celulares são utilizados normalmente em três situações:
Uso repetitivo
O usuário tem o hábito de ver a mesma informação várias vezes ao dia como temperatura, cotação e mensagens, por exemplo.
Matar o tempo
As pessoas também usam o aparelho para matar o tempo. Usam enquanto esperam para ser atendidos no médido ou durante uma viagem de metrô ou ônibus.
Urgência
E por último, usam para ver uma informação urgente como um preço de algum produto ou endereço de um local.
Sistema operacional
A segunda camada da experiência do usuário mobile engloba o sistema operacional do dispositivo e como o usuário interage com cada um. A capacidade das principais aplicações é o que diferencia a interação com o usuário de sistema para sistema. Suporte ao flash, modo de armazenamento, copiar, colar e busca universal são coisas que se diferenciam.
Enquanto a Apple direciona o usuário para o uso de aplicativos da Apple Store, o Google busca a utilização dos seus principais produtos, incluindo a busca e o gmail.

Aplicativos e sites mobile
A terceira e última camada leva em consideração as aplicações nativas que rodam em um dispositivo ou como o website será desenhado para um determinado tipo de aparelho.
O aplicativo possui um volume bem menor de informação e a navegação é extremamente direcionada ao tipo de hardware e sistema operacional. Normalmente o aplicativo é projetado para um uso mais frequente do que web site.
Nem sempre a arquitetura de informação pensada para o seu web site servirá para a versão web mobile. São mundos completamente diferentes.