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O designer precisa pensar além do briefing

quarta-feira, 7 de março de 2012

O vídeo abaixo foi postado no Facebook por um amigo designer e um dos comentários me chamou bastante a atenção. O comentário falava que o designer precisa parar se considerar apenas um graphic solutioner e tentar trabalhar além do briefing.

Good design can inform attitudes.
But attitudes don’t necessarily change behavior.

Not just defining the form of products.
Not just creating a user experience.
Not just communicating brand values.
Not just trying to inform and shape attitudes.

We should firt focus on positive outcomes.

O vídeo é bem inspirador e serve de autocrítica. Será que estamos entregando além do que o cliente está nos pedindo? É um assunto para se pensar.

Como recrutar um UX Designer

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Matthew Ogston, criador do site JobPage.com, convidou alguns profissionais de UX para falar um pouco sobre as dificuldades e segredos na hora de atrair, recrutar e manter um talento em um UX Designer.

Foram elaboradas 10 questões que foram respondidas por alguns especialistas no assunto.

As questões

1. Como você aprendeu a contratar?
2. Você contrata com a cabeça ou com o coração?
3. Em uma frase, o que faz uma pessoa ser um grande UX Designer?
4. Como você divulga as vagas em sua empresa?
5. Qual é a pergunta que não pode faltar para qualquer candidato?
6. Você tem um método particular de avaliar candidatos?
7. Você contrata baseado na experiência ou portfolio?
8. Como você mantém um talento?
9. Que tipo de cultura você tenta criar?
10. Quais habilidades os UX Designers deveriam ter como obrigação?

1. Como você aprendeu a contratar?

Quase todos os profissionais entrevistados responderam que o ciclo de aprendizado no momento de contratar não se encerra. Você aprende a cada contratação e é muito importante confiar na intuição.

2. Você contrata com a cabeça ou com o coração?

Logicamente que é necessário usar a cabeça para saber se o candidato tem as habilidades necessárias para a vaga. Depois é confiar no coração para fazer a melhor escolha.

Stu and Odette: “It’s a balance of finding a person with the right attitude and personality, twinned with skills needed to do the actual job.”

3. O que faz uma pessoa ser um grande UX Designer?

Segundo Martin Belam os designers precisam ter a capacidade de interpretar e criar empatia com o usuário para simplificar um processo e executar uma ótima solução de design.

Stu and Odette: “Someone with the passion and curiosity to constantly learn more about how people interact with digital products.”

4. Como você divulga as vagas em sua empresa?

Não existe uma regra clara da melhor forma de divulgar uma vaga. Muitos ainda usam o site da empresa.

Peter Merholz usa um modelo que já estamos acostumados aqui no Brasil. Costuma divulgar as vagas no blog da Adaptivepath.com, Twitter, Linkedin e listas tradicionais de UX.

5. Qual é a pergunta que não pode faltar para qualquer candidato?

Martin Belam pede para o candidato tentar descrever um projeto que deu completamente errado e pergunta o que ele aprendeu de positivo na situação.

Justin Cooke pergunta ao designer o que viu de interessante no último mês para descobrir se ele está antenado. Segundo Justin é importante saber isso para ver se a pessoa tem paixão pelo design.

6. Você tem um método particular de avaliar candidatos?

Verificar se o candidato está adequado a vaga é uma das tarefas mais difíceis no momento de contratar.

Uma das alternativas é dar um problema para o designer resolver e observar como ele consegue encontrar uma solução.

Outros acreditam que o Designer precisa ter uma preseça digital como requisito básico. Não concordo totalmente, pois já conheci ótimos profissionais de UX que não possuem nem conta no Twitter. Claro que são casos raros.

7. Você contrata baseado na experiência ou portfolio?

Martin Belam acha importante mesclar o time com designers mais jovens e profissionais que possuem muita bagagem no mercado de UX.

No entanto, Stu e Odette falam que não adianta muito um profissional com mais de 10 anos de experiência se ainda não criou um grande trabalho.

8. Como você mantém um talento?

Oportunidade, autonomia, auto-realização e desenvolvimento profissional são os principais fatores que ajudam manter um talento em uma empresa.

9. Que tipo de cultura você tenta criar?

Justin Cooker tenta criar a cultura de um time apaixonado pelo o trabalho bem feito e comprometido em melhorar o mundo digital para que as pessoas possam viver melhor.

10. Quais habilidades os UX Designers deveriam ter como obrigação?

Pensamento estratégico, habilidade de investigação e facilitação são as principais habilidades apontadas pelos profissionais entrevistados.

Conclusão

A lista mostra a difícil missão dos gestores em UX no momento de contratar e manter um bom profissional.

Não existe uma fórmula mágica e a intuição conta muito na hora de tomar a melhor decisão. É importante que ambos tenham certeza do próximo passo.

Fabrício Teixeira escreveu um post no blog Arquitetura de Informação sobre as 5 coisas que um recrutador busca em um profissional de UX.

Relevância e velocidade

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Google sempre se preocupou com a relevância e a velocidade da busca desde que o produto foi lançado em 1996.

A empresa lançou um vídeo que conta a evolução do serviço e o que eles pensam para o futuro. Pode não parecer, mas eles fazem, em média, 500 melhorias por ano. É uma preocupação constante com a experiência que o usuário vai ter ao utilizar a busca.

Eu me sinto um palhaço

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Atender o cliente bem é o mínimo que as empresas deveriam fazer para se diferenciarem no mercado. Ainda mais porque não existe mais aquela história de fidelidade de marca. Você só é fiel a quem te proporciona uma experiência que seja memorável. Eu disse memorável. Mas o fato é que isso não acontece e as grandes empresas, em especial no Brasil, não sabem como tratar as pessoas de forma adequada e acabam apelando para as promoções enganosas, contratos de fidelidade e muito dinheiro investido em propaganda. Tem-se muita grana para investir em publicidade e falta para realizar um bom serviço.

Estou contando essa estória porque nos últimos dois ou três meses tive algumas experiências desagradáveis com algumas empresas que gostaria de compartilhar.

Mudei de casa e tive que solicitar alteração de endereço de alguns serviços. GVT para Internet e Via Embratel para TV a cabo. A mudança de endereço da GVT foi bem tranquila. Liguei no sábado a tarde e na terça-feira estava funcionando tudo diretinho. Não tenho o que reclamar. Sempre prestaram o serviço acordado e nunca deixaram de me atender rapidamente. Claro que ninguém fica feliz por não conseguir comprar pelo site deles ou mesmo por ter que esperar 20 ou 30 minutos para ser atendido pelo 0800 que insiste em ser o mais robotizado possível. Paciência, pois nem tudo é perfeito.

E no meio desse período tive outra experiência que me deixou impressionado positivamente por não estar acostumado. Claro que a empresa não é brasileira e infelizmente nem lembro o nome dela agora. Fiz uma assinatura gratuita de 30 dias utilizando o meu cartão de crédito, usei o serviço durante um mês e esqueci de cancelar. Mesmo assim consegui encerrar a conta quase dois meses depois usando apenas e-mail. Perfeito. Tive a sensação que a empresa não existe para ficar tomando o meu dinheiro.

Estou muito decepcionado com as fornecedoras de TV por assinatura. Primeiro a Embratel demorou mais de 2 semanas para me responder se iria fazer a mudança de endereço porque o Fulano que estava comigo ao telefone não podia abrir o site dos Correios e pesquisar o meu CEP, já que eu estava longe de um computador. Lamentável. Alguns dias depois liguei pedindo para eles cancelarem minha conta, pois eu iria procurar outra alternativa. Fui mal atendido e duas semanas depois um Gerente de Relacionamento me liga implorando para eu voltar. Tarde demais. Parecia mais uma namorada arrependida depois da traição.

Tentei a Sky e não obtive sucesso. Parecia que os caras estavam me fazendo um favor ao fornecer o serviço. Então fui para a Net e consegui fechar com eles um pacote que tinha disponível todos os jogos do Campeonato Brasileiro e mais um Campeonato Estadual que você pode escolher. Até esse momento tudo bem. No último Sábado solicitei que incluíssem dois canais do meu interesse e o atendente falou que seria fácil resolver o meu problema. Isso aumentaria dez reais. Fiquei feliz e não sabia que mudando estaria perdendo o PFC, algo que eu mais uso. A pessoa que me atendeu simplesmente não me informou qual seria a mudança eu acabei sendo prejudicado, porque agora eles querem que eu pague dez reais a mais do que eu vinha pagando e mais cinquenta reais para ter o pacote de volta. Só faltou o vendedor ter falado a seguinte frase: Perdeu playboy, agora não tem mais volta.

O atendimento prestado pelas empresas brasileiras precisa evoluir muito e talvez isso demore mais uma ou duas décadas. É nessas horas que sinto vontade de sair correndo do país que tanto gosto. Desculpe pelo desabafo.

O poder da personalidade no design

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aarron Walter, designer responsável por criar o MailChimp, escreveu um livro chamado Design for Emotion e na última terça-feira fez um post no site A List Apart falando sobre o poder da personalidade no design. Walter apresenta alguns exemplos de como podemos tornar as interfaces mais humanas.

Ele acha que muitas vezes tratamos o design de interface de uma maneira muito mais técnica e menos humana. Quando está projetando algo, trabalha duro para tornar a experiência de interface mais próxima das pessoas, pois sente que tem um ser humano do outro lado, não um computador.

E para criar um design personalizado é preciso conhecer quem irá usar. A pesquisa é o que auxilia nesse trabalho. Após conhecer as motivações das pessoas é hora de criar as personas, pois são elas que vão orientar o trabalho que será feito. As personas devem ficar visíveis para todos do início ao fim do projeto.

Aarron mostra três exemplos de design personalizado que tem a função de auxiliar e engajar as pessoas durante o uso.

O Tapbots tem um aplicativo de controle de peso que se preocupa a todo o momento deixar as pessoas motivadas no objetivo final que é emagrecer.

O Carbonmade tenta ser o mais descolado possível para falar a linguagem do público e estabelecer uma relação de confiança com uma pessoa que deseja usar a ferramenta para criar um portfólio.

O site Housing Works tem a missão de ajudar pessoas que estão infectadas com vírus e HIV e sem teto. Usam fotos grandes na página inicial do site para estampar o resultado que as pessoas ajudadas tiveram. Isso é mostrar o resultado de algo de uma forma mais humana.

Vale a leitura do texto na íntegra.