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Livros de arquitetura de informação

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Recebi um e-mail do Lucas Sandoval pedindo a indicação de livros de arquitetura de informação.

O blog de AI, do Fabrício Teixeira, já tem uma lista recomenda por ele. Vou fazer uma lista dos livros que já li e dos que estão na fila. Talvez eu não consiga listar todos, mas serve para começar.

Já li

Information Architecture for the World Wide Web
Infelizmente não tem em Português. Este livro é o conhecimento básico para quem está interessado em trabalhar com arquitetura de informação. Ele trabalha os quatro conceitos que um profissional precisa dominar. Organização, classificação, navegação e busca.

Ergodesign e Arquitetura de Informação: Trabalhando com o Usuário
A linguagem do livro é bastante voltada para estudantes. Foi escrito por Luiz Agner e é a única publicação básica sobre arquitetura de informação em português que conheço.

Não me Faça Pensar
O livro é simples e direto. Fala sobre os problemas de usabilidade do dia a dia em sites e aplicativos e tem uma linguagem bastante acessível. Recomendo também para os clientes.

Design para a Internet: Projetando a Experiência Perfeita
O livro foi escrito por Felipe Memória, Diretor de Design da Huge, e fala um pouco sobre as mudanças que ocorreram no processo de trabalho desde os tempos vindouros do Webmaster aos dias atuais.

Design de Navegação Web – Otimizando a Experiência do Usuário
Este livro tem o propósito de mostrar de forma mais aprofundada como funciona todas as formas de navegação em um site ou aplicativo.

As Leis da Simplicidade
Esta publicação não fala especificamente sobre AI, mas o assunto é bastante pertinente para quem projeta interfaces. O objetivo aqui é visualizar como podemos fazer coisas boas e ao mesmo tempo com alta carga de simplicidade. Menos é mais.

O Design do Dia a Dia
Se você é design e ainda não leu este livro está cometendo um grande pecado. Donald Norman é um cara bastante polêmico e fala com propriedade sobre os problemas de design que estão ao nosso redor. O usuário nunca tem culpa por não saber usar algo.

Cultura da Interface
Veja como a história da interface tem grande influência no que fazemos atualmente.

Ansiedade da Informação 2
Saber como controlar o volume de informações que é produzido diariamente é o desafio para qualquer Arquiteto de Informação. Richard Saul Wurman é o pai da área. Ele é do tempo que trabalhava com organização da informação em ambientes reais.

Quero ler

Pervasive Information Architecture
A Practical Guide to Information Architecture
Mental Models: Aligning Design Strategy with Human Behavior
Neuro Web Design: What Makes Them Click?
Communicating Design: Developing Web Site Documentation for Design and Planning

A Interação substituindo a arquitetura de informação

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Jonathan Duhig escreveu um post muito interessante no site UX Magazine. O título do post é projetando para o amanhã. Uma parte do texto me chamou bastante atenção e gostaria de compartilhar aqui. O designer aborda as mudanças que ocorreram ao longo do tempo na criação de websites ou aplicativos.

Há muitos anos atrás a preocupação com a organização da informação era muito maior, pois as interações eram bastante limitadas. O trabalho de arquitetura de informação se resumia praticamente em organizar o conteúdo e a navegação não ultrapassava o limite de acontecer tela a tela. O Flash era o único recurso que proporcionava interações mais ricas.

Hoje em dia o trabalho do arquiteto informação ou designer de interação é mais intenso no que diz respeito às possibilidades de pequenas interações em uma tela. O momento agora é de projetar com uma organização mais simples com interfaces cada vez mais ricas.

‘Don’t think in terms of screens but instead in terms of interactive objects within screens.”

O título do texto deve ter deixado muitas pessoas assustadas. Em minha opinião a arquitetura de informação nunca vai acabar. As informações sempre terão que estar organizadas. É evidente que temos que dar mais atenção as interfaces a cada dia que a tecnologia permite soltar o braço.

10 Lições aprendidas com a 37signals

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Já tinha passado o olho por alguns capítulos do livro Caindo na Real em inglês escrito pelo pessoal da 37signals. Mas somente agora tomei coragem e li a versão traduzida para o português.

O livro tem muitas lições para quem trabalha com criação de aplicações web. A postura da empresa é o que deve ser destacado como grande diferencial. Eles têm clareza, transparência e objetividade em tudo que fazem. Essa atitude acaba respigando em suas aplicações.

Então vamos à lista.

1. Faça menos que o seu concorrente
Não crie uma ferramenta de gerência de projetos com mais funcionalidade que o Project. Faça algo simples e que o uso seja mais prazeroso. Resolva problemas simples.

2. Comece resolvendo os seus problemas
Pense em uma solução que será útil para você ou sua empresa. Começando assim, você vai conseguir fazer algo que outras pessoas, que tem o mesmo problema que o seu, possam usar com eficiência.

3. Seja pequeno e faça algo grande
Contratar as pessoas certas é a chave do sucesso da empresa. Tenha poucas pessoas na equipe. É mais difícil controlar quando a empresa é muito grande, pois o processo de mudança é sempre mais lento.

4. Diga sim a comunicação
A comunicação durante o desenvolvimento faz com que as decisões sejam tomadas de forma rápida e eficaz. Assim a empresa não fica amarrada em documentos burocráticos que nem serão usados.

5. Diga não as reuniões
As reuniões desnecessárias são simplesmente ignoradas por eles. Só fazem reuniões quando a equipe considera de suma importância.

6. Aplicações simples
Diga não para as infinitas funcionalidades de uma nova ferramenta. Eles vão contra o que pregam grandes empresas de desenvolvimento de software. Menos é mais.

7. Desenhe antes de programar
As mudanças no desenho são mais flexíveis e rápidas. Rabisque, prototipe e faça o HTML para poder testar soluções de interface com os usuários.

8. Desenhe de dentro pra fora
O design de epicentro é a ideia que um site ou aplicação deve ser iniciado pela interface mais importante. A página do produto é o que mais interessa em um comércio eletrônico, por exemplo.

9. Ignore os detalhes logo no começo
Não comece uma aplicação já se preocupando como será a paginação. Trabalhe do grande para o pequeno. Os detalhes vêm depois. Claro que a chave do sucesso de um projeto também está nos detalhes, mas se preocupar com isso no momento errado só encontrará estagnação, desacordo, reuniões e atrasos.

10. Seja transparente com o usuário
Informe os problemas que estão acontecendo com a aplicação e corrija o quanto antes. Receba o feedback dos usuários e pense bem antes de lançar qualquer nova funcionalidade sugerida. Aprenda a dizer não.

O designer de interação deve se responsabilizar pela acessibilidade

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Mauro Pinheiro publicou um artigo em seu site que fala da preocupação que o designer de interação deve ter ao projetar um sistema que seja totalmente acessível.

Muitos arquitetos de informação e designers acham que a acessibilidade é apenas um desafio para quem vai implementar o website. A boa experiência de uso de um sistema deve-se ao fato da informação ser totalmente acessível em um browser específico ou dispositivo como celular, IPAD e etc.

Se ainda temos problemas com sites que não são totalmente acessíveis nos browsers disponíveis no mercado, imagina agora com a infinidade de celulares que são lançados todos os dias. Conhecer as possibilidades tecnológicas é um desafio para todos nós que projetamos websites.

Mauro fala que desenvolver em camadas em uma solução para que as informações estejam mais acessíveis. Conteúdo, apresentação e comportamento são as três camadas que devem ser tratadas com muito cuidado.

Conteúdo
O conteúdo deve ser trabalhado de forma hierárquica. Esse trabalho já é bem natural no design gráfico. É importante separar bem texto, subtítulos, negritos, legendas e notas de rodapé. Um site com uma hierarquia clara entre seus elementos será mais facilmente compreendido, não só pelo usuário, mas pelos diferentes ambientes que vão interpretar o site ― navegadores, ledores de tela, celulares etc.

Apresentação
Essa etapa sempre recebe atenção especial dos designers. Esse é o momento de definir a melhor paleta de cores e a família tipográfica. O problema é que os designers não se atentam aos problemas de implementação e deixam na mão dos desenvolvedores essas responsabilidades.

Comportamento
Com as infinitas possibilidades do Ajax, hoje é possível pensar livremente como será o comportamento de navegação de uma informação. É importante se atentar para não utilizar recursos desnecessários. O recurso tecnológico deve ser usado para facilitar o acesso e tornar a experiência rica.

O problema é que muitas pessoas ainda não conseguem visualizar a informação da forma que você pensou porque o computador não possui o recurso javascript.

Vale a pena a leitura completa do artigo. Dá uma passada e confere de forma mais detalhadas tudo que escrevi aqui.

Mito #25: Estética não é importante se a usabilidade é boa

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O site UX Myths tem o objetivo levantar alguns dos maiores mitos sobre usabilidade e design de interação. Já falei de alguns mitos aqui no blog em outro post.

Empresas e clientes dizerem que a estética não é importante desde que o site tenha uma boa usabilidade não passa de um mito. A Universidade de Stanford conduziu uma pesquisa com mais de 2.500 participantes para descobrirem como um website consegue credibilidade. 46,1% responderam que a credibilidade de um site está no design visual, incluindo layout, tipografia, tamanho de fonte e paleta de cores.

Proporcionar boa experiência ao usuário não diz respeito apenas ao arquiteto de informação. O designer tem um papel muito importante na construção de todos os elementos presentes em um layout.

Problemas com o design visual mal estruturado faz com o que o usuário não sinta motivação de descobrir novas possibilidades de interação. Os elementos atrativos em um website são fundamentais para seduzir e manter o visitante.

Um estudo sobre o papel da estética mostra que as pessoas são atraídas pelos detalhes das coisas. Se o website tem o visual agradável, os usuários ficam mais relaxados e tendem a dar mais credibilidade e usam com facilidade. A primeira impressão é a que fica.