Posts com a Tag ‘design’

Escolha o palestrante e a palestra do Interaction South America 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Não fui ao Interaction South America 2011, mas ouvi falar muito bem sobre o evento, que ano passado, foi realizado em Minas Gerais.

Este ano o Interaction será realizado na cidade de São Paulo e todos podem indicar palestrantes e palestras. Basta clicar aqui e sugerir.

No dia 22 de fevereiro, os organizadores do IxDA SP vão divulgar a lista dos mais votados. A partir da votação eles vão cuidar de trazer as pessoas sugeridas.

Como escrever um bom briefing

domingo, 6 de novembro de 2011

Um documento de briefing é fundamental para o sucesso de um projeto. É neste momento que o cliente fala tudo que for necessário para que um site ou aplicativo atinja seus objetivos. O problema é que muitas vezes os envolvidos (cliente e agência) não dão a importância que deveriam dar para não haver desperdício de tempo e dinheiro de ambos.

Vou listar abaixo o que um bom briefing deve conter. Lembrando que é a minha opinião e você pode discordar na caixa de comentários abaixo.

1. Histórico da empresa
2. Objetivos claros do projeto
3. Usuários
4. Qual é o investimento disponível?

1. Histórico da empresa

O designer precisa conhecer o papal da empresa no mercado. Quem são os seus concorrentes e como a empresa deseja atuar. As pessoas só conhecem bem uma marca quando se trata de multinacionais como o Google, Apple ou Coca-Cola.

As perguntas chaves são:
O que a organização faz
Tempo de mercado e tamanho da empresa
Nicho de atuação e setor

2. Objetivos claros do projeto

O briefing não tem a função de lidar com a estética ou formato do design. Esse trabalho é de responsabilidade de quem vai projetar. Nada de usar termos como layout clean ou futurístico. Esta é a hora de o cliente ser o mais sincero possível e falar somente sobre os seus problemas e o que ele precisa solucionar com o novo produto. É hora de entregar a dificuldade e deixar a solução para agência. Você acha que não sendo sincero com o médico ele vai te receitar o melhor remédio para o seu problema?

Exemplos de objetivos para um projeto são:
Gerar mais vendas
Diminuir o número de ligações no 0800
Sensibilizar o público para um novo conceito
Educar pessoas sobre um novo assunto

3. Usuários

Não me venha com aquela história que o seu público é classe AA e pessoas de 20 a 80 anos. Se a sua empresa não tem nenhum tipo de pesquisa e não conhece exatamente quem deseja atingir, fale a verdade. Assim a agência sabe que precisa conhecer bem que irá utilizar o novo website ou aplicativo através de uma pesquisa. Seja sincero.

4. Qual é o investimento disponível?

Conhecer o orçamento disponível do projeto é fundamental para que a agência trabalhe em uma solução que está dentro da verba disponível. Ninguém pode colocar no ar uma Ferrari se o cliente só pode pagar por um Fusca.

O poder da personalidade no design

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Aarron Walter, designer responsável por criar o MailChimp, escreveu um livro chamado Design for Emotion e na última terça-feira fez um post no site A List Apart falando sobre o poder da personalidade no design. Walter apresenta alguns exemplos de como podemos tornar as interfaces mais humanas.

Ele acha que muitas vezes tratamos o design de interface de uma maneira muito mais técnica e menos humana. Quando está projetando algo, trabalha duro para tornar a experiência de interface mais próxima das pessoas, pois sente que tem um ser humano do outro lado, não um computador.

E para criar um design personalizado é preciso conhecer quem irá usar. A pesquisa é o que auxilia nesse trabalho. Após conhecer as motivações das pessoas é hora de criar as personas, pois são elas que vão orientar o trabalho que será feito. As personas devem ficar visíveis para todos do início ao fim do projeto.

Aarron mostra três exemplos de design personalizado que tem a função de auxiliar e engajar as pessoas durante o uso.

O Tapbots tem um aplicativo de controle de peso que se preocupa a todo o momento deixar as pessoas motivadas no objetivo final que é emagrecer.

O Carbonmade tenta ser o mais descolado possível para falar a linguagem do público e estabelecer uma relação de confiança com uma pessoa que deseja usar a ferramenta para criar um portfólio.

O site Housing Works tem a missão de ajudar pessoas que estão infectadas com vírus e HIV e sem teto. Usam fotos grandes na página inicial do site para estampar o resultado que as pessoas ajudadas tiveram. Isso é mostrar o resultado de algo de uma forma mais humana.

Vale a leitura do texto na íntegra.

Estratégia, rabiscos e wireframes com o conteúdo real

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Não tenho dúvidas que muitos profissionais ainda trabalham no modelo tradicional de desenvolvimento de sites e aplicativos. Nunca entendi porque um projeto começa pela página inicial se o objetivo final de um usuário está em alguma página muito importante para realizar uma tarefa.

Se pararmos para pensar um pouco, a capa de uma revista ou jornal tem a finalidade de retratar o que leitor vai encontrar no miolo. É como pensar que a capa será feita antes de todas as matérias que vão compor a publicação.

Confesso que mesmo acreditando em um processo de desenvolvimento diferente, poucas vezes consegui colocar em prática um método de trabalho mais inteligente. E pra isso acontecer você precisa ter a companhia de um estrategista de conteúdo ao lado. E pode ficar melhor quando você tem dois.

A metodologia utilizada que estamos todos cansados de ver e que não funciona

O arquiteto de informação recebe o escopo, organiza as informações e desenha as principais interfaces. E sempre começa pela home no puro achômetro do conteúdo que vai existir.

O designer recebe todos os wireframes e desenha a linha visual do site.

O conteudista tem que se virar para transformar lorem ipsum em conteúdo de verdade.

Vimos que o principal do projeto foi feito somente no ciclo final de concepção. Os usuários não entram em um site em busca simplesmente de uma boa usabilidade ou design gráfico bonito. O conteúdo tem que vir antes de tudo.

A metodologia que estou colocando em prática no momento e recomendo

O arquiteto de informação, o redator e um designer definem as páginas que vão gerar valor para a marca e o usuário. O novo trio de criação senta e pensa da seguinte forma:

1. Qual é o objetivo da página existir?
Quais são as metas esperadas pelo cliente e usuário. Após pensar nisso é hora de listar o que a página deve ter para que as pessoas consigam alcançar seus objetivos.

2. O que precisa ter para a pessoa continuar a experiência?
Só agora é o momento de pensar em tudo que precisa ter para o usuário continuar navegando pelo site. É tal navegação cruzada que não necessariamente precisa estar no sidebar. São conteúdos relacionados, compartilhamento e etc.

3. O que podemos eliminar?
Esse é o momento de fazer um exame de consciência e ver o que pode ser retirado sem prejudicar o objetivo. Retirar os excessos.

Depois da estrutura definida, os três profissionais começam a fazer os primeiros rabiscos das telas. Então o redator escreve o conteúdo final para que o arquiteto possa documentar o wireframe com a realidade que será levada para frente até o produto entrar no ar.

Sei o quanto é difícil trabalhar dessa forma, mas é fundamental que isso aconteça para que você não perca tempo na frente. Deixo aqui minha recomendação e fique a vontade para dar sua opinião sobre o assunto. Em breve compartilho o resultado do projeto que estou usando o modelo de trabalho citado acima.

Como nasce um website

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O vídeo abaixo mostra um pouco do processo de criação de um website. Temos rabiscoframes, cenários, personas e layout.