Não tenho dúvidas que muitos profissionais ainda trabalham no modelo tradicional de desenvolvimento de sites e aplicativos. Nunca entendi porque um projeto começa pela página inicial se o objetivo final de um usuário está em alguma página muito importante para realizar uma tarefa.
Se pararmos para pensar um pouco, a capa de uma revista ou jornal tem a finalidade de retratar o que leitor vai encontrar no miolo. É como pensar que a capa será feita antes de todas as matérias que vão compor a publicação.
Confesso que mesmo acreditando em um processo de desenvolvimento diferente, poucas vezes consegui colocar em prática um método de trabalho mais inteligente. E pra isso acontecer você precisa ter a companhia de um estrategista de conteúdo ao lado. E pode ficar melhor quando você tem dois.
A metodologia utilizada que estamos todos cansados de ver e que não funciona
O arquiteto de informação recebe o escopo, organiza as informações e desenha as principais interfaces. E sempre começa pela home no puro achômetro do conteúdo que vai existir.
O designer recebe todos os wireframes e desenha a linha visual do site.
O conteudista tem que se virar para transformar lorem ipsum em conteúdo de verdade.
Vimos que o principal do projeto foi feito somente no ciclo final de concepção. Os usuários não entram em um site em busca simplesmente de uma boa usabilidade ou design gráfico bonito. O conteúdo tem que vir antes de tudo.
A metodologia que estou colocando em prática no momento e recomendo
O arquiteto de informação, o redator e um designer definem as páginas que vão gerar valor para a marca e o usuário. O novo trio de criação senta e pensa da seguinte forma:
1. Qual é o objetivo da página existir?
Quais são as metas esperadas pelo cliente e usuário. Após pensar nisso é hora de listar o que a página deve ter para que as pessoas consigam alcançar seus objetivos.
2. O que precisa ter para a pessoa continuar a experiência?
Só agora é o momento de pensar em tudo que precisa ter para o usuário continuar navegando pelo site. É tal navegação cruzada que não necessariamente precisa estar no sidebar. São conteúdos relacionados, compartilhamento e etc.
3. O que podemos eliminar?
Esse é o momento de fazer um exame de consciência e ver o que pode ser retirado sem prejudicar o objetivo. Retirar os excessos.
Depois da estrutura definida, os três profissionais começam a fazer os primeiros rabiscos das telas. Então o redator escreve o conteúdo final para que o arquiteto possa documentar o wireframe com a realidade que será levada para frente até o produto entrar no ar.
Sei o quanto é difícil trabalhar dessa forma, mas é fundamental que isso aconteça para que você não perca tempo na frente. Deixo aqui minha recomendação e fique a vontade para dar sua opinião sobre o assunto. Em breve compartilho o resultado do projeto que estou usando o modelo de trabalho citado acima.