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Como construir aplicativos de sucesso para o Android

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A plataforma Android tem crescido consideravelmente nos últimos anos e o número de aplicativos já é bastante significativo. Muitas pessoas estão saindo do iPhone e migrando para sistema operacional da Google.

Se a demanda cresce, aplicativos são criados e a qualidade é importante para que mais pessoas passem a fazer parte dessa experiência.

Há algumas semanas atrás li a biblioteca de design da Apple e ontem comecei a estudar as boas práticas de criação de apps para o Android e me deparei com o vídeo abaixo. A equipe de ux, responsável pelo projeto, apresenta recomendações de como construir um aplicativo de sucesso.

Eles começam a palestra apresentando como o time de experiência do usuário é formado. São pesquisadores, designers visuais, designers de interação, prototipadores e documentadores técnicos. Eles são responsáveis por deixar o produto redondo antes de chegar nas mãos dos desenvolvedores. Isso é o mundo dos sonhos para quem está acostumado com a realidade da maioria das agências que mal conseguem tempo de fazer entrevistas com clientes para conhecer os objetivos de um projeto.

Os pesquisadores são responsáveis por trazer os comportamentos dos usuários para o restante da equipe. Eles mostraram que não ficam parados e fizeram uma pequena pesquisa no evento para exemplificar como os resultados são aplicados.

Todo trabalho de visual design é dividido em partes. Tem os responsáveis pela criação de tipografias, iconografias, direção de arte e animação. E os designers de interação, mais conhecidos como arquitetos de informação em agências, cuidam em como a interação entre telas vai funcionar. Como o conteúdo será organizado e como as informações serão classificadas. Claro que o trabalho é compartilhado o tempo todo.

O time usa o próprio evento, Google I/O 2012, para fazer uma metáfora de como um aplicativo pode se transformar em um grande produto.

O que é o aplicativo

Eles dizem que é importante pensar em coisas fundamentais antes de sair desenhando um app. Qual é o propósito? Como o propósito será alcançado? Quais são as coisas mais importantes para o público-alvo do app?

O time usa a metáfora de um aeroporto para mostrar como devemos detalhar um propósito. O processo é similar em todos os aeroportos do mundo. As pessoas chegam, fazem checkin, deixam suas bagagens, lancham e esperam a chamada para o início do vôo.

E nos aplicativos as coisas não são diferentes. O desafio é transportar os processos do mundo real para o digital.

Mão na massa

A equipe de pesquisadores fez uma pesquisa para descobrir o que as pessoas fazem antes, durante e depois do evento. Com esse trabalho, foi possível levantar dados importantes para concepção do app sobre o Google I/O 2012.

Em seguida, o time define as funcionalidades chaves para o comprimento dos objetivos e só depois começam a se preocupar como a interação vai acontecer. Esse é o momento que eles apresentam os stencils disponíveis para concepção dos wireframes.

Achei muito interessante quando eles falaram sobre a preocupação que devemos ter no momento que traduzir o que acontece no mundo real para o digital. É importante manter o espírito e usar o poder da tecnologia de forma eficiente, flexível e sem esquecer que a tela é pequena.

Eles fecham a apresentação falando de alguns cuidados no momento de pensar a interação entre tablets e celulares devido a diferença de tamanho de tela. Nessa hora o segredo é focar nos detalhes em busca de uma experiência perfeita. Acho que escrevi demais, agora é minha vez de colocar a mão na massa.

Projete para as pessoas

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Timothy Prestero aprendeu a dura lição sobre a importância de fazer design útil para as pessoas. Muitas vezes vejo designers pensando em produtos apenas com o objetivo de ganhar prêmios. Esquecem que para fazer algo que vai mudar o mundo é necessário tirar o bumbum da cadeira e ir atrás do que as pessoas precisam. Observar a fundo.

Prestero conta os fracassos em um projeto de criação de incubadoras para bebês recém-nascidos. Ele fala se queremos que as pessoas confiem em um dispositivo, ele precisa passar confiança.

Timothy também trata da importância de fazer um produto que seja facilmente fabricado pelos parceiros. Não adianta pensar em um projeto que você não vai conseguir executar.

A palestra é finalizada com Timothy falando que precisamos fazer um produto simples para que ele seja usado. Se queremos realmente fazer algo que vai mudar o mundo, temos que pensar na fabricação e distribuição. Temos que prestar atenção em como as pessoas irão usar o dispositivo. Essas lições servem para qualquer tipo de design que você esteja fazendo. Pense nisso antes de iniciar o seu próximo projeto e não tenha medo de errar.

Chega de desenhar sites

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Não fique assustado com o título do post porque não estou abandonando a carreira de arquiteto de informação para ir vender queijo na praia. Estou apenas aproveitando o último dia do ano para fazer um desabafo profissional.

Confesso que estou cansado de ter que projetar sites para a resolução 1024 e que use navegação tradicional. O mercado digital está bem maduro e oferece diversas oportunidades de atuação. Podemos fazer interfaces para celulares, tablets, tvs e consoles de games.

Em 2013, irei me aventurar em trabalhos que fujam do tradicional. Ainda não tenho certeza do que irei fazer para ter oportunidades nessa nova empreitada, mas o certo é que não ficarei parado.

Enquanto clientes reais não demandam jobs diferentes, irei estudar bastante as possibilidades e colocarei em prática em projetos pessoais. Melhorar a interface dos guias de programação das tvs a cabo pode ser um ótimo começo. Também existe a oportunidade de criar diversos aplicativos para o Windows 8 e Xbox, por exemplo. O negócio é tirar o conhecimento da cabeça, assim darei um novo rumo à minha carreira profissional.

Feliz 2013 e que no próximo ano você também consiga alcançar os seus objetivos.

A história do Windows 8

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Jensen Harris, Diretor de Experiência do Usuário da Microsoft, apresentou no UX Week deste ano a história de criação do Windows 8.

Harris começa a apresentação mostrando como grandes marcas conseguiram fazer produtos que mudaram paradigmas. O que ele define quando algo é familiar ou moderno.

O Yahoo era um dos sites mais acessados do mundo quando o Google resolveu criar uma interface de busca limpa e objetiva. O mercado de celulares vivia um momento onde todos tinham telas pequenas, teclados grandes e design feio. Até que a Apple criou o iPhone, o que deu início a era moderna dos smartphones.

O Windows 8 foi criado com uma visão moderna, pois ele tinha a mesma interface desde a sua primeira versão. A Microsoft percebeu que era hora de mudar porque o software foi feito em uma época onde as pessoas usavam basicamente os programas que não dependiam de internet para funcionar. Abrir o navegador de internet é a primeira coisa que um usuário faz ao ligar o computador.

Conheça os 5 princípios que guiaram o desenvolvimento do Windows 8.

1. Faça mais com menos
2. Autenticamente digital
3. Cuidado com cada detalhe
4. Rápido e fluido
5. Unificação da experiência

1. Faça mais com menos

Jensen usa o próprio Windows para mostrar como algumas coisas podem ser eficientes quando pensadas por designers. Tem o exemplo da famosa tela azul que tem um monte informação desnecessária apenas para dizer que um erro aconteceu. Outro exemplo é a mensagem que avisa quando a bateria do computador está fraca. A ideia é retirar o que é desnecessário e passar a informação sem enrolar.

2. Autenticamente digital

O Windows foi pensado com características digitais porque praticamente é usado com aplicativos que funcionam com o uso da internet.

3. Cuidado com cada detalhe

Harris fala da importância de cuidar dos detalhes do produto. O sistema precisa ter alma para fazer diferença no mercado. No caso do Windows, foram criadas tipografias específicas.

4. Rápido e fluido

Três aspectos foram tratados com carinho para que as pessoas tenham o sentimento que o sistema é rápido e fluido. Velocidade e responsividade, animações suavizadas e linguagem touch.

5. Unificação da experiência

A ideia é que o Windows 8 funcione para diversão e produtividade. Funciona com touch, teclado, mouse e variados tamanhos de telas. Não importa onde você esteja usando desde que perceba que está em um mesmo sistema e com uma linguagem unificada.

A influência do Windows 8 no design digital

domingo, 11 de novembro de 2012

A Microsoft finalmente resolveu voltar a brigar com a Apple e criou uma interface de usuário bem diferente do que estamos acostumados quando o assunto é sistema operacional.

O Windows 8 foi lançado recentemente e tem o foco em fontes mais bonitas e menos gráficos que cause dispersão ao usuário. O novo design foi criado sobre os princípios do design gráfico suíço. Esse estilo foi construído a 60 anos atrás para enfatizar a legibilidade, objetividade e limpeza.

Esse novo estilo de interface começou a ser usado no Windows Phone, XBox e agora faz parte do Windows 8. O que vai de encontro ao conceito de Mobile First, onde produtos são pensados primeiramente para aparelhos móveis com a ideia de serem mais focados.

A empresa sabe que nenhuma transição é tão simples, por isso o Windows 8 também tem o modelo de navegação tradicional. Imagino que as pessoas que usam o sistema irão se acostumar rapidamente e logo migrarão totalmente.

A Microsoft mudou a abordagem de multi tarefa e a ideia agora é que os usuários fiquem mais focados naquilo que estão fazendo. É cedo para afirmar se dará certo ou não, mas o fato é que o conceito tem uma visão de futuro por olhar para: foco no conteúdo, interfaces bonitas e amigáveis e uma busca que funcione na velocidade da luz.