
A plataforma Android tem crescido consideravelmente nos últimos anos e o número de aplicativos já é bastante significativo. Muitas pessoas estão saindo do iPhone e migrando para sistema operacional da Google.
Se a demanda cresce, aplicativos são criados e a qualidade é importante para que mais pessoas passem a fazer parte dessa experiência.
Há algumas semanas atrás li a biblioteca de design da Apple e ontem comecei a estudar as boas práticas de criação de apps para o Android e me deparei com o vídeo abaixo. A equipe de ux, responsável pelo projeto, apresenta recomendações de como construir um aplicativo de sucesso.
Eles começam a palestra apresentando como o time de experiência do usuário é formado. São pesquisadores, designers visuais, designers de interação, prototipadores e documentadores técnicos. Eles são responsáveis por deixar o produto redondo antes de chegar nas mãos dos desenvolvedores. Isso é o mundo dos sonhos para quem está acostumado com a realidade da maioria das agências que mal conseguem tempo de fazer entrevistas com clientes para conhecer os objetivos de um projeto.
Os pesquisadores são responsáveis por trazer os comportamentos dos usuários para o restante da equipe. Eles mostraram que não ficam parados e fizeram uma pequena pesquisa no evento para exemplificar como os resultados são aplicados.
Todo trabalho de visual design é dividido em partes. Tem os responsáveis pela criação de tipografias, iconografias, direção de arte e animação. E os designers de interação, mais conhecidos como arquitetos de informação em agências, cuidam em como a interação entre telas vai funcionar. Como o conteúdo será organizado e como as informações serão classificadas. Claro que o trabalho é compartilhado o tempo todo.
O time usa o próprio evento, Google I/O 2012, para fazer uma metáfora de como um aplicativo pode se transformar em um grande produto.
O que é o aplicativo
Eles dizem que é importante pensar em coisas fundamentais antes de sair desenhando um app. Qual é o propósito? Como o propósito será alcançado? Quais são as coisas mais importantes para o público-alvo do app?
O time usa a metáfora de um aeroporto para mostrar como devemos detalhar um propósito. O processo é similar em todos os aeroportos do mundo. As pessoas chegam, fazem checkin, deixam suas bagagens, lancham e esperam a chamada para o início do vôo.

E nos aplicativos as coisas não são diferentes. O desafio é transportar os processos do mundo real para o digital.

Mão na massa
A equipe de pesquisadores fez uma pesquisa para descobrir o que as pessoas fazem antes, durante e depois do evento. Com esse trabalho, foi possível levantar dados importantes para concepção do app sobre o Google I/O 2012.
Em seguida, o time define as funcionalidades chaves para o comprimento dos objetivos e só depois começam a se preocupar como a interação vai acontecer. Esse é o momento que eles apresentam os stencils disponíveis para concepção dos wireframes.
Achei muito interessante quando eles falaram sobre a preocupação que devemos ter no momento que traduzir o que acontece no mundo real para o digital. É importante manter o espírito e usar o poder da tecnologia de forma eficiente, flexível e sem esquecer que a tela é pequena.
Eles fecham a apresentação falando de alguns cuidados no momento de pensar a interação entre tablets e celulares devido a diferença de tamanho de tela. Nessa hora o segredo é focar nos detalhes em busca de uma experiência perfeita. Acho que escrevi demais, agora é minha vez de colocar a mão na massa.
Não fique assustado com o título do post porque não estou abandonando a carreira de arquiteto de informação para ir vender queijo na praia. Estou apenas aproveitando o último dia do ano para fazer um desabafo profissional.




