Rastreando o olhar do consumidor

A edição do Jornal Nacional de ontem (23/11), exibiu uma matéria falando sobre as técnicas e pesquisas realizadas no rastreamento do olhar do consumidor (usuário).

A mesma técnica, que chamamos de eyetracking, e utilizamos para mapear o caminho que os olhos dos usuários fazem durante a navegação em um site, está sendo utilizada por pesquisadores para entender o comportamento do consumidor dentro de um supermercado, por exemplo.

Ainda não temos esse poderoso óculos aqui no laboratório de usabilidade da Talk, mas confesso que gostaria de ter acesso a esse tipo de pesquisa. É bastante complexo trabalhar com a interpretação desses dados.

Veja um post que fiz sobre Eyetracking aqui.

Veja a matéria realizada pelo Jornal Nacional.

O futuro da arquitetura de informação

Em uma série de entrevistas feitas com os arquitetos de informação no meu blog, de diferentes experiências, rendeu um material interessante para a realização de uma conversa bem legal com o Daniel Souza, que trabalha com planejamento de experiência do usuário na Talk Interactive.

Arquitetura da Informação no Brasil e no Mundo

O fato é que o mercado de AI está na moda e têm muitas pessoas interessadas em entrar na área. Isso gera uma grande quantidade de arquitetos e pouca arquitetura de informação. Significa que ainda temos profissionais com pouco conhecimento e a falta de um pensamento mais centrado no usuário e nas necessidades de negócio dos clientes.

De acordo com um estudo realizado pelo Guilhermo Reis em 2008 , a fase de pesquisa ainda é pouco realizada. Os profissionais estão em sua maioria preocupados com documentação, fazendo wireframes, sitemaps, fluxos de navegação e entregáveis que tem como objetivo orientar a programação e o design das interfaces.

A fase de documentação deve estar toda embasada na etapa de descobrimento e entendimento das necessidades de comunicação digital dos clientes. Devemos extrair o máximo das empresas para que não tenha nenhum ruído durante a concepção dos projetos.

O trabalho do arquiteto precisa ser mais estratégico e o wireframe é apenas uma entrega formal dentro do processo do design centrado no usuário. Não pode ser considerado como um texto em uma estátua que é tomado como verdade e não pode ser evoluído. O arquiteto imagina o que poderia ser ideal e o designer o ajuda com as possíveis evoluções. O trabalho do arquiteto precisa estar cada vez mais próximo do designer, e as soluções precisam ser pensadas em conjunto e evoluídas com todos que estão participando do projeto.

Um projeto interativo deve estar em constante evolução, pois não se trata de um panfleto que você joga na rua e depois percebe que poderia ser melhor. Temos a oportunidade de fazer isso na arquitetura. Por isso que existe a famosa versão beta nas ferramentas do Google. Os projetos não podem ser lançados e abandonados logo em seguida. Eles precisam de evoluções frequentes e de redesenhos de acordo com a necessidade do momento.

Os arquitetos de informação têm um papel importante na equipe de concepção de um projeto e em algumas empresas já trabalham de forma bastante integrada com a equipe de planejamento.

Para entender melhor a atuação e os conhecimentos desses profissionais, foi feito um estudo apresentado no IA summit in Miami 2008 sobre os perfis em arquitetura de informação. A criação e segmentação dos perfis foram identificados em experiências pessoais, entrevistas, discussões sobre AI em blogs e listas de específicas, entre outros estudos.

Facilitador
Facilita e conduz as discussões sobre o projeto, ajudando a entender o problema em busca de uma solução. Tem sempre o cuidado de balancear os interesses da equipe de projetos com os interesses dos usuários. O papel do facilitador é o de ajudar as pessoas que estão envolvidas no trabalho, dando o material necessário para que o projeto seja desenvolvido da melhor forma.

Expert
Analisa a situação e tenta chegar em uma solução eficiente com suporte aos objetivos da empresa e dos usuários. É o profissional que domina toda a parte de documentação e sempre está com uma solução de arquitetura de informação pronta na cabeça. É bastante objetivo em suas soluções.

Designer
Pensa sempre no futuro da solução, analisando os objetivos e pensamentos estratégicos do cliente. Possui a característica de pensar fora da caixa e é especialista em redesign de projetos.

Advogado
Avalia com frequência os resultados do projeto. Mantém sempre a equipe focada nas necessidades dos usuários. Quando não existe possibilidade de mudar o produto ou a estratégia, ele defini os objetivos de métricas e testes com usuários para ver se os prognósticos estão corretos.

O cenário do mercado atualmente

No início existia pouca preocupação com a usabilidade e a internet era voltada para as pessoas que tinham um conhecimento mais avançado em tecnologia, portanto, não existia muita dificuldade em utilizar esses sistemas.

A comunicação digital e a verba para esse tipo de mídia tem crescido bastante a cada ano. Em ano de crise, empresas estão buscando alternativas mais baratas e eficientes. Com o crescente aumento no número de venda de computadores, as oportunidades estão aí para as empresas aproveitarem e terem algum retorno investindo menos dinheiro, comparando-se com as mídias tradicionais.

A revista Veja (Edição de 26 de novembro de 2008) fez uma matéria falando sobre as novas profissões, sendo arquitetura de informação é uma delas. Fico preocupado quando começam a falar demais sem mostrar a verdadeira realidade. As pessoas se atraem facilmente por altos salários e na maioria das vezes nem sabem qual a capacitação que o profissional precisa ter para conseguir sucesso profissional.

A lista de arquitetura possui uma infinidade de pessoas interessadas no assunto e até os clientes começaram a perceber a importância da disciplina, pois sentem falta de uma boa usabilidade quando os problemas começam a aparecer. Os clientes não precisam entender de taxonomia, fluxos de navegação, sitemaps e wireframes, mas precisam perceber que esses documentos servem para mostrar o que foi pensado de forma estratégica e que tudo isso vai trazer algum tipo de retorno.

O mercado evoluiu bastante nos últimos anos, se os clientes estão exigentes, os usuários estão ainda mais. Eles perceberam que alguns sites são difíceis de usar e pedem projetos mais objetivos.

Além das agências de publicidade interativas, temos profissionais espalhados em agências de conteúdo, dentro do cliente, empresas de usabilidade, fábricas de software e até produtoras de games.

Luciana Cattony, arquiteta de informação da Gerdau e editora do blog Planta Baixa, fez uma pesquisa informal na lista de AI no Brasil perguntando quem trabalhava no cliente. Empresas com atuação global já possuem esses profissionais pelos corredores (como por exemplo, Gerdau e Petrobrás), portais (globo.com, UOL, RBS, etc), empresas online (curriculum.com, etc), editoras (Dental Press International), provedores web (Locaweb), bancos (Itaú, Santander, etc), empresas governamentais, empresas de tecnologia e também em algumas Universidades (UFMG, Unoeste, etc).

Delinear o futuro da arquitetura de informação

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Já vivemos a época do design, onde tudo era resolvido com uma linda animação pisca-pisca feito na última versão do Flash. Hoje estamos na era do conteúdo e a arquitetura precisa se adaptar a essas mudanças.

Em um Workshop realizado na Talk durante a útlima semana, tivemos várias discussões sobre novas formas de trabalhar. Esse gráfico acima criado pelo Henrique Brito resumiu tudo que foi discutido em uma semana de conversas sobre esse novo mercado.

Precisamos mudar o tempo que gastamos em execução para que a experiência do usuário seja feita da melhor forma possível. É preciso ter uma estratégia de conteúdo que seja pensada juntamente com arquitetura, design e desenvolvimento. Muito mais estratégia e menos execução.

Todo mundo já deve ter ouvido falar no termo Web 2.0, e ele começou ser empregado quando a internet deixou de ser estática e começou a se tornar participativa. Hoje temos blogs, wikis, redes sociais, portais corporativos e intranets, onde os participantes possam contribuir e construir conteúdos relevantes. Um dia desses percebi que leio mais blogs que portais de notícias como globo.com, UOL, Terra e etc.

Tenho visto algumas discussões e até mesmo preocupações em posicionar o arquiteto de informação dentro de uma equipe. Alguns acham estranho quando esse profissional faz parte da área de criação ou planejamento. O arquiteto de informação do futuro, ou melhor do presente, precisa ter uma cabeça mais voltada para o planejamento de uma estratégia de conteúdo e fazer com que suas documentações e análises se tornem mais úteis aos clientes e usuários. Precisa ser um questionador e propor aos clientes soluções criativas e não produtos.

Peter Morville, um dos autores mais renomados em AI, fez uma apresentação no IA Summit 2008, falando sobre o desafio do arquiteto de informação com a Web 2.0 e como fica o trabalho desse profissional nesses novos ambientes (arquitetura de informação 3.0).

A arquitetura de informação contempla, na opinião de Morville, a habilidade de criar uma camada de estrutura para o conteúdo e a classificação criada pelos usuários. Ou seja, deixar o usuário criar conteúdo e classificações, e depois organizar isso e otimizar as formas de apresentação e de busca. Além do planejamento estratégico de comunicação, é preciso pensar em uma estratégia de conteúdo que será evoluída de acordo com o período e necessidades dos usuários.

Entrevista com Daniel Malva, arquiteto de informação da Baião de Dois

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Daniel Malva, arquiteto de informação da Baião de Dois, empresa focada em projetos de comunicação interativa. Jornalista formado na Universidade de Brasília - UNB, concluiu o MBA Executivo da Escola Superior de Propaganda e Marketing-ESPM. Mestrado em Design de Interação (Telecom, Internet, Mídia TV), na Universidade de Westminster (Inglaterra/Londres).

Atualmente cursa o Mestrado em Arquitetura de Informação na Universidade de Brasília.

Trabalha com planejamento e desenvolvimento de produtos para mídias interativas, definindo o posicionamento mais adequado para o target/objetivos e visando uma adequação mais eficiente (retorno) das ferramentas de comunicação para as empresas.

O que é Arquitetura de Informação pra você?

Imagine o seguinte Rogério: uma empresa decide investir altíssimo em campanhas publicitárias para promover sua linha de produtos. No entanto, pouco importaria esse investimento, se no momento da compra o produto não estivesse acessível no ponto de venda.

O pensamento contrário também é válido: não importa uma excelente distribuição se sua promoção e divulgação não forem eficazes.

O pior cenário, no entanto, é aquele em que temos uma excelente campanha de divulgação, uma logística de distribuição diferenciada, mas um produto de má qualidade.

Não há estratégia de marketing que sustente um produto inadequado e de difícil consumo.

Enquanto no “mundo real” essa cadeia de distribuição é representada por distribuidores e varejistas, na internet quem assume seu papel é a Arquitetura de Informação. E é a AI que tem essa função de distribuir a informação em um site, seja ele um portal ou um mini-site.

E, aqui a analogia com os canais de distribuição é perfeita: não adianta a informação ser de excelente qualidade se estiver mal distribuída pela interface. De que vale uma boa informação se ela não é encontrada pelo usuário? Pior ainda será se ela estiver bem distribuída, acessível, mas for um conteúdo mal elaborado e de má qualidade.

Assim como comentou nosso querido Maeda, estamos falando de Contexto e Organização. Lógico que falar dessas leis (apenas 2 entre as dez listadas por ele em seu “Leis da Simplicidade”) pode parecer exageradamente dedutivo. De qualquer forma, eu realmente acho que AI é isso: organizar e contextualizar informações para atingir determinados objetivos.

Quando falamos que nossa função é tornar as informações rapidamente acessíveis estamos assumindo um papel fundamental no planejamento estratégico de um site. O que fazemos, na prática, é tentar organizar informações para que elas sejam rapidamente encontradas. E como tudo cujo resultado final visa à simplicidade, a AI é um disciplina extremamente complexa.

Entregar um produto simples e prático demanda um enorme esforço de pesquisa, planejamento e usabilidade.

Como Arquitetura de Informação entrou na sua vida e como foi o início nesse trabalho?

Meio sem querer. Ainda era estudante de jornalismo na UnB, quando percebi que meu futuro não estava em redações de jornais. Comecei, então, a buscar alternativas. Entre idas e vindas, conheci o pessoal da Agencia Click onde comecei minha carreira.

Foi uma passagem fundamental para minha formação. Me arrisco a dizer que a Click foi a primeira grande escola de Arquitetura de Informação do mercado de Brasília. Em uma época de “nascimento” da disciplina tive a sorte de trabalhar com 3 figuras que considero as mais importantes do mercado local: Marcelo Ottoni (nosso guru – praticamente definiu todos os processos e metodologias de trabalho que utilizo até hoje), Pedro Borges (o mais criativo – uma solução inesperada para qualquer que fosse o desafio) e Leo Sarmento (o mais business oriented – sim, iremos atingir todos os objetivos estratégicos definidos no planejamento).

Tive o privilégio de trabalhar ao lado desses caras e, claro, aprender muito com todos eles. Daí pra frente foi trabalhar, trabalhar e, claro, me especializar cada vez mais.

Em um determinado momento decidi que era preciso buscar novas referências e me aprofundar mais nos estudos. Para isso, decidi cursar um mestrado em Design de Interação em Londres. Feito isso também conclui um MBA para adquiri uma visão de negócios mais apurada. Lá dentro foi fácil perceber que os trabalhos de arquiteto e planejamento estratégico se confundem em muitos momentos. Por isso, sempre defendo que o arquiteto deve, sim, participar de todas as reuniões de planejamento e vice-versa. No fim das contas, a arquitetura nada mais é do que uma tentativa de tangibilizar os objetivos estratégicos definidos pela equipe de planejamento. Por isso a sinergia entre essas duas áreas é fundamental.

E as maiores dificuldades no trabalho diário?

Um dos maiores problemas do mercado de AI está na própria formação de seus profissionais. Durante muito tempo (e ainda é fácil identificar isso) os trabalhos de arquitetura eram feitos apenas no “bom senso” e no “achismo” de seus realizadores. Não havia muito planejamento, estudo, testes e, principalmente, não havia uma argumentação consistente para justificar as interfaces propostas.

O reflexo disso era uma desvalorização acentuada dos arquitetos de informação. Tivemos que batalhar muito, estabelecer processos e metodologias para minimizar essas impressões e começar a dar um ar mais profissional ao nosso trabalho;

Há ainda uma questão ainda mais conceitual. A natureza dos trabalhos de AI do mercado de Brasília acabou moldando muito mais arquitetos de sistema do que arquitetos de informação em sua essência. Eu, por exemplo, passei pelo menos 2 anos da minha carreira recebendo matrizes de escopo ao invés de briefings criativos.

Esse é o maior obstáculo para desenvolver trabalhos criativos e que despertem curiosidades, experiências interessantes.

Quais ferramentas você recomenda para a entrega dos projetos?

Ainda acredito muito no bom e velho PPT para apresentação de Macro-arquiteturas. Para a micro, a interação é fundamental, o que torna os protótipos do Axure praticamente insuperáveis. Conhecer bem essas duas ferramentas é fundamental para entregar projetos cada vez mais profissionais. Além disso, o SmartDraw pode ser bem interessante no desenvolvimento de workflows e sitemaps.

Como você vê o mercado atual e como ele deverá evoluir?

Minha expectativa é que a próxima geração de gestores (muitos deles heavy-users de internet hoje em dia) saiba do potencial e do retorno que o investimento em internet pode oferecer as suas empresas.

As vezes, paro para imaginar como seriam nossas reuniões com clientes daqui a 10 anos. Otimista que sou, sempre vislumbro tomadores de decisão muito mais conscientes do papel da internet para suas empresas.

Não há como evitar. A tendência é a convergência de todos os canais para as mídias digitais. Quando isso realmente ocorrer, teremos muito mais espaço para desenvolver nosso trabalho.

No entanto, para isso ocorrer não são somente os clientes que devem se adaptar. É fundamental que e a nova geração de arquitetos se especialize, pesquise, teste, erre e acerte.

Precisamos profissionalizar cada vez mais nossa área. E, nesse momento de consolidação da profissão temos que formalizar nossa formação com a realização de cursos e especializações.

E o futuro de um profissional especializado em Arquitetura de Informação?

Se especializem. Cursos como MBA podem dar uma visão de negócio fundamental a nossa área de atuação.

Além, disso, tente abstrair um pouco e fuja dos padrões de interação tela x teclado x mouse. Viaje muito e, sempre que possível, passeie e leia um bom livro. Tente entender, por exemplo, como funciona a “navegação” em cardápios, shoppings centers, parques, livros, enfim, em todo e qualquer ambiente essencialmente interativo.

Ah… leia e releia Jakob Nielsen. Feito isso, faça exatamente o contrário do que ele diz.

Onde busca referências criativas para o seu trabalho?

Além de benchmarks tradicionais como FWA e eventuais sites e ações em destaque, acho muito interessante buscar referencias “open-minded”. O próprio Maeda é uma delas. Outras referências bacanas são Brenda Laurel, a revista Wired, o site Boxes and Arrows, além de inúmeros outros.

Fontes inesgotáveis de referências são nossos parceiros designers. “Cole” nesses caras. A noção estética e perspectiva deles do que realmente funciona ou não na web é fundamental para que possamos fazer trabalhos cada vez melhores.

Gostaria de deixar uma dica para quem está iniciando na área?

Ousadia. Chega de fazer sites burocráticos. O que precisamos é de experiências positivas e marcantes na internet. Sim, em algum momento precisamos entregar a informação o mais rápido possível, mas em determinadas situações precisamos “prender” o usuário na interface, fazê-lo experimentar a marca.

Aprenda o fundamental: leis de usabilidade, de diagramação, modelos mentais, taxonomia, etc. O mais importante, no entanto, está em criar seu próprio estilo de trabalho, se destacar pela sua criatividade e jogo de cintura para resolver desafios.

Resumindo: aprenda a teoria, mas a prática é você quem faz.

Problemas de interação com aparelho de DVD

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O uso do controle remoto se tornou tão comum que as empresas estão centrando todas as funções neles. Eu tenho o hábito de ficar mudando de canal, e acredito que muitas pessoas também possuem essa mania.

Se o controle remoto da minha TV estragar ou mesmo ficar com as pilhas fracas eu consigo utilizá-la, pois as principais funções existem no aparelho. Mudar de canal e controlar o volume são as funções que mais utilizo no meu televisor, principalmente quando minha esposa começa a tarefa diária de colocar o Gabriel, meu filho, para dormir.

Ao tentar ver o único filme que aluguei no final de semana, Muito além dos limites, me deparei com um problema que considero grave. O aparelho de DVD que comprei em dezembro está com o controle remoto estragado.

Como ainda não sou fluente em inglês, não consigo assistir filmes sem legenda. Tentei colocar a legenda, mas infelizmente isso é impossível sem que o controle remoto esteja funcionado. Acho que a empresa que fabricou o aparelho deveria pensar nos variados contextos de uso.

Está certo que os aparelhos precisam ser simples, mas deve ser considerado o uso sem que o usuário tenha o controle remoto em mãos. É preciso pensar em várias possibilidades para que o consumidor se sinta realizado ao comprar o produto.

Revolução no portal Terra

logo_terraÉ verdade que o portal não foi ao ar no momento exato que deveria, conforme mostrado na campanha de revolução do Terra.

Confesso que nunca vi um site subir na data, e principalmente na hora marcada. Isso é muito difícil, pois quando se trata de grandes instituições vários problemas podem acontecer de última hora. É preciso muito planejamento para que se possa diminuir em muito a porcentagem de erros.

Realmente houve uma grande revolução comparando-se a antiga home. Não gostava da versão anterior, pois achava bastante blocado e o formato não permitia uma clareza na busca e leitura de conteúdos.

Como sempre um novo site gera muita expectativa e o impacto inicial tem sempre opiniões diversas. Alguns gostam, outros não. Acho que as pessoas às vezes sentem medo das mudanças, principalmente quando são radicais.

O certo é que o Terra teve coragem de seguir a tendência dos layouts pelados. Eu gosto, pois a nova arquitetura de informação permite maior interatividade, ao possibilitar a visualização de vídeos, fotos e notícias.

A solução dada ao Terra Shopping também foi outra atitude de coragem. Sei que empresas precisam de espaços publicitários para gerar receita, entretanto é mais importante privilegiar o conteúdo. Os anúncios ficam meio escondidos, mostrando apenas as imagens reduzidas e aparecem de forma detalhada quando o usuário passa o mouse em cima. Isso torna a navegação muito mais fácil e agradável.

O Terra Brasil ficou semelhante ao Terra Espanha, que por sinal achei mais resolvido, pois possui uma diagramação mais organizada e destaques variados.

A página inicial ainda está com algumas fotos estouradas, mas tenho certeza que vão resolver isso logo. Outro problema que vejo é que todas as páginas internas ainda estão bem longe nesse novo padrão. Através disso o usuário é bastante impactado, parecendo que saiu do portal ao clicar nos destaques.

Usuários satisfeitos com o comércio eletrônico

Estudo realizado pela ForeSee indica que usuários estão mais satisfeitos com o comércio eletrônico do que com as compras físicas. Comprar online tem sido mais gratificante, já que o consumidor consegue fazer todo o processo de compra no conforto da sua casa, trabalho ou até mesmo do celular.

Segundo o estudo, a média de satisfação dos internautas com e-commerce ficou em 90 pontos de 100 possíveis. Já o comércio tradicional, ficou com 72 pontos.

Amazon.com e Netflix, com 84 pontos de satisfação, foram as que ficaram melhores posicionadas. Walmart, HP.com e Apple estão dentre as que melhoraram suas notas.

A pesquisa mostra a importância do investimento em usabilidade. O usuário fica satisfeito com o site e acaba voltando em 65% das vezes. A compra online tem caído cada vez mais nas graças dos consumidores, pois tem sido uma maratona comprar nas lojas tradicionais.

Profissão blogueiro

Em março de 2009 esse blog completa dois anos que está em atividade. Confesso que não é tão simples manter um blog atualizado, e ter motivação para escrever é algo bem difícil. Hoje são 112 milhões de blogs no mundo, mais de dois milhões em língua portuguesa.

Tem aumentado a cada ano a quantidade de usuários de internet, e já existem mais de 43 milhões de pessoas com acesso à internet no Brasil, incluindo residências, empresas, lan houses e telecentros.

O Jornal da Globo fez uma reportagem falando sobre a profissão de blogueiro. A matéria fala o que blogueiro precisa fazer para conseguir ganhar dinheiro e viver daquilo que mais gosta de fazer.

O Henrique Pereira, autor do blog Revolução e Etc, está escrevendo uma série de posts dando boas dicas para quem pretende montar um blog.

A Empresa na Velocidade do Pensamento

Comprei esse livro na 26ª Feira do Livro que aconteceu em Brasília, entre os dias 31 de agosto e 9 de setembro, no Pátio Brasil Shopping. Depois de muito andar e procurar, acabei levando o livro escrito por Bill Gates, que fala sobre a velocidade do pensamento nas empresas com um sistema nervoso digital.

Bill procurou deixar claro, em quase 450 páginas, a importância das empresas se preocuparem com a organização dos fluxos de informações no meio digital. Se nos anos 80 a qualidade ficou em destaque, e nos anos 90 a questão foi a reengenharia, os anos 2000 vão se destacar pela velocidade de informações que circulam na rede.

A velocidade das transações e o acesso as informações mudará o estilo de vida das pessoas, e como isso estará organizado, mostrará se a empresa está no rumo certo. O empresário fala também do processo de digitalização na Microsoft e cita o sucesso obtido em empresas como General Motors, Johnson & Johnson, Coca-Cola e Bradesco.

O livro mostra a importância do investimento em tecnologias nas empresas, para que os processos sejam mais claros e rápidos, e assim as informações cheguem aonde devem chegar. Com informações armazenadas em sistemas inteligentes, empresas conseguem oferecer melhores condições apontadas pelos próprios clientes.

O grande segredo do livro está em entender o modo como as pessoas reúnem, administram e usam a informação. Apesar da tradução estranha em alguns momentos, gostei do livro.

A briga dos navegadores

Aproveitando o momento de lançamento do Chrome, navegador do Google, o Discovery Channel fez um vídeo sobre a briga dos navegadores.

Apesar de ter 42 minutos vale muito à pena conhecer como tudo iniciou e ver grandes brigas do mundo coorporativo da tecnologia. O episódio conta um pouco da história da briga inicial entre o Netscape e a Microsoft, com Internet Explorer.

Muito barulho pelo Google Chrome

Foi lançado ontem (02/09/2008) o novo navegador do Google, o Chrome tem o propósito de tornar a navegação muito mais fácil e pretende concorrer diretamente com a gigante Microsoft, que acaba de lançar uma versão beta do Internet Explorer 8.0. Inclusive o G1 fez uma matéria falando sobre as novidades do IE.

O mais interessante desse lançamento foi o barulho causado no Twitter antes mesmo de estar disponível para download. Os nerds estavam muito ansiosos para testar e ver o que ele tem de melhor.

Ainda não tive tempo de testar, mas vi um vídeo feito pelos próprios desenvolvedores que participaram do projeto. O Chrome tem muitas funcionalidades interessantes e tem o objetivo de ser um navegador que não chame tanto a atenção, assim como a página principal do Google. O Chrome foi desenvolvido nas novas necessidades de navegação por páginas na internet, pois o Google acredita que os browsers não evoluíram junto com a web. Ele pretende ter muito mais estabilidade, velocidade e segurança que outros browsers. Isso é o propósito da empresa.

O browser apresenta um conceito de navegação por abas, e o mais interessante é que essas abas funcionam de forma independentes. Se uma travar, as outras que estão abertas não fecharão. Tentaram ao máximo fazer um navegador o mais limpo possível e procuraram aproveitar cada pixel da interface.

Depois farei outro post falando sobre minhas impressões.

Link para o vídeo