Profissões digitais: designer de interação

O site Olhar Digital fez uma matéria bem interessante mostrando como é o trabalho de um designer de interação.

A designer brasileira Juliana Ferreira faz parte da equipe de desenvolvimento da Nokia e ensina os principais focos de produção da profissão.

Confira a matéria completa.

Arquitetos de informação estão entre os profissionais mais disputados pelas agências digitais.

O IDG Now entrevistou o Cesar Paz, Presidente da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi).

Cesar comentou sobre as vagas mais disputadas pelo mercado interativo. Procuram-se profissionais de motion design, diretores de arte, gerente de projetos e arquitetos de informação.

Ouça o podcast na página do IDG Now.

O futuro da arquitetura de informação

Em uma série de entrevistas feitas com os arquitetos de informação no meu blog, de diferentes experiências, rendeu um material interessante para a realização de uma conversa bem legal com o Daniel Souza, que trabalha com planejamento de experiência do usuário na Talk Interactive.

Arquitetura da Informação no Brasil e no Mundo

O fato é que o mercado de AI está na moda e têm muitas pessoas interessadas em entrar na área. Isso gera uma grande quantidade de arquitetos e pouca arquitetura de informação. Significa que ainda temos profissionais com pouco conhecimento e a falta de um pensamento mais centrado no usuário e nas necessidades de negócio dos clientes.

De acordo com um estudo realizado pelo Guilhermo Reis em 2008 , a fase de pesquisa ainda é pouco realizada. Os profissionais estão em sua maioria preocupados com documentação, fazendo wireframes, sitemaps, fluxos de navegação e entregáveis que tem como objetivo orientar a programação e o design das interfaces.

A fase de documentação deve estar toda embasada na etapa de descobrimento e entendimento das necessidades de comunicação digital dos clientes. Devemos extrair o máximo das empresas para que não tenha nenhum ruído durante a concepção dos projetos.

O trabalho do arquiteto precisa ser mais estratégico e o wireframe é apenas uma entrega formal dentro do processo do design centrado no usuário. Não pode ser considerado como um texto em uma estátua que é tomado como verdade e não pode ser evoluído. O arquiteto imagina o que poderia ser ideal e o designer o ajuda com as possíveis evoluções. O trabalho do arquiteto precisa estar cada vez mais próximo do designer, e as soluções precisam ser pensadas em conjunto e evoluídas com todos que estão participando do projeto.

Um projeto interativo deve estar em constante evolução, pois não se trata de um panfleto que você joga na rua e depois percebe que poderia ser melhor. Temos a oportunidade de fazer isso na arquitetura. Por isso que existe a famosa versão beta nas ferramentas do Google. Os projetos não podem ser lançados e abandonados logo em seguida. Eles precisam de evoluções frequentes e de redesenhos de acordo com a necessidade do momento.

Os arquitetos de informação têm um papel importante na equipe de concepção de um projeto e em algumas empresas já trabalham de forma bastante integrada com a equipe de planejamento.

Para entender melhor a atuação e os conhecimentos desses profissionais, foi feito um estudo apresentado no IA summit in Miami 2008 sobre os perfis em arquitetura de informação. A criação e segmentação dos perfis foram identificados em experiências pessoais, entrevistas, discussões sobre AI em blogs e listas de específicas, entre outros estudos.

Facilitador
Facilita e conduz as discussões sobre o projeto, ajudando a entender o problema em busca de uma solução. Tem sempre o cuidado de balancear os interesses da equipe de projetos com os interesses dos usuários. O papel do facilitador é o de ajudar as pessoas que estão envolvidas no trabalho, dando o material necessário para que o projeto seja desenvolvido da melhor forma.

Expert
Analisa a situação e tenta chegar em uma solução eficiente com suporte aos objetivos da empresa e dos usuários. É o profissional que domina toda a parte de documentação e sempre está com uma solução de arquitetura de informação pronta na cabeça. É bastante objetivo em suas soluções.

Designer
Pensa sempre no futuro da solução, analisando os objetivos e pensamentos estratégicos do cliente. Possui a característica de pensar fora da caixa e é especialista em redesign de projetos.

Advogado
Avalia com frequência os resultados do projeto. Mantém sempre a equipe focada nas necessidades dos usuários. Quando não existe possibilidade de mudar o produto ou a estratégia, ele defini os objetivos de métricas e testes com usuários para ver se os prognósticos estão corretos.

O cenário do mercado atualmente

No início existia pouca preocupação com a usabilidade e a internet era voltada para as pessoas que tinham um conhecimento mais avançado em tecnologia, portanto, não existia muita dificuldade em utilizar esses sistemas.

A comunicação digital e a verba para esse tipo de mídia tem crescido bastante a cada ano. Em ano de crise, empresas estão buscando alternativas mais baratas e eficientes. Com o crescente aumento no número de venda de computadores, as oportunidades estão aí para as empresas aproveitarem e terem algum retorno investindo menos dinheiro, comparando-se com as mídias tradicionais.

A revista Veja (Edição de 26 de novembro de 2008) fez uma matéria falando sobre as novas profissões, sendo arquitetura de informação é uma delas. Fico preocupado quando começam a falar demais sem mostrar a verdadeira realidade. As pessoas se atraem facilmente por altos salários e na maioria das vezes nem sabem qual a capacitação que o profissional precisa ter para conseguir sucesso profissional.

A lista de arquitetura possui uma infinidade de pessoas interessadas no assunto e até os clientes começaram a perceber a importância da disciplina, pois sentem falta de uma boa usabilidade quando os problemas começam a aparecer. Os clientes não precisam entender de taxonomia, fluxos de navegação, sitemaps e wireframes, mas precisam perceber que esses documentos servem para mostrar o que foi pensado de forma estratégica e que tudo isso vai trazer algum tipo de retorno.

O mercado evoluiu bastante nos últimos anos, se os clientes estão exigentes, os usuários estão ainda mais. Eles perceberam que alguns sites são difíceis de usar e pedem projetos mais objetivos.

Além das agências de publicidade interativas, temos profissionais espalhados em agências de conteúdo, dentro do cliente, empresas de usabilidade, fábricas de software e até produtoras de games.

Luciana Cattony, arquiteta de informação da Gerdau e editora do blog Planta Baixa, fez uma pesquisa informal na lista de AI no Brasil perguntando quem trabalhava no cliente. Empresas com atuação global já possuem esses profissionais pelos corredores (como por exemplo, Gerdau e Petrobrás), portais (globo.com, UOL, RBS, etc), empresas online (curriculum.com, etc), editoras (Dental Press International), provedores web (Locaweb), bancos (Itaú, Santander, etc), empresas governamentais, empresas de tecnologia e também em algumas Universidades (UFMG, Unoeste, etc).

Delinear o futuro da arquitetura de informação

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Já vivemos a época do design, onde tudo era resolvido com uma linda animação pisca-pisca feito na última versão do Flash. Hoje estamos na era do conteúdo e a arquitetura precisa se adaptar a essas mudanças.

Em um Workshop realizado na Talk durante a útlima semana, tivemos várias discussões sobre novas formas de trabalhar. Esse gráfico acima criado pelo Henrique Brito resumiu tudo que foi discutido em uma semana de conversas sobre esse novo mercado.

Precisamos mudar o tempo que gastamos em execução para que a experiência do usuário seja feita da melhor forma possível. É preciso ter uma estratégia de conteúdo que seja pensada juntamente com arquitetura, design e desenvolvimento. Muito mais estratégia e menos execução.

Todo mundo já deve ter ouvido falar no termo Web 2.0, e ele começou ser empregado quando a internet deixou de ser estática e começou a se tornar participativa. Hoje temos blogs, wikis, redes sociais, portais corporativos e intranets, onde os participantes possam contribuir e construir conteúdos relevantes. Um dia desses percebi que leio mais blogs que portais de notícias como globo.com, UOL, Terra e etc.

Tenho visto algumas discussões e até mesmo preocupações em posicionar o arquiteto de informação dentro de uma equipe. Alguns acham estranho quando esse profissional faz parte da área de criação ou planejamento. O arquiteto de informação do futuro, ou melhor do presente, precisa ter uma cabeça mais voltada para o planejamento de uma estratégia de conteúdo e fazer com que suas documentações e análises se tornem mais úteis aos clientes e usuários. Precisa ser um questionador e propor aos clientes soluções criativas e não produtos.

Peter Morville, um dos autores mais renomados em AI, fez uma apresentação no IA Summit 2008, falando sobre o desafio do arquiteto de informação com a Web 2.0 e como fica o trabalho desse profissional nesses novos ambientes (arquitetura de informação 3.0).

A arquitetura de informação contempla, na opinião de Morville, a habilidade de criar uma camada de estrutura para o conteúdo e a classificação criada pelos usuários. Ou seja, deixar o usuário criar conteúdo e classificações, e depois organizar isso e otimizar as formas de apresentação e de busca. Além do planejamento estratégico de comunicação, é preciso pensar em uma estratégia de conteúdo que será evoluída de acordo com o período e necessidades dos usuários.

Oportunidade para arquiteto de informação na Talk

O escritório da Talk Comunicação Interativa em São Paulo, localizado no Itaim, está com uma vaga para arquiteto de informação pleno. O profissional deve ter experiência mínima de 2 a 3 anos trabalhando somente com arquitetura de informação.

A empresa acaba de concluir o laboratório de usabilidade que fica localizado em Brasília e possui o foco em relacionamento digital e projetos com alto grau em experiência do usuário.

Desejável prática na ferramenta de prototipação Axure e no pacote Office. Esse profissional irá trabalhar em conjunto com um coordenador de projetos, redator de conteúdo e um designer.

Enviar currículo/portfólio para o e-mail: rogeriopa10@gmail.com

O amadorismo no ensino digital

O 12º episódio do 6º Aprendiz Universitário, liderado pelo então fodão Roberto Justus mostrou que ainda temos muito amadorismo em relação ao ensino da comunicação digital nas universidades.

Os participantes tinham que fazer o milagre da multiplicação, tentando lucrar de maneira bem criativa com uma verba de 5 mil reais. O trabalho foi dividido em 3 duplas que tinham que usar seus conhecimentos empreendedores.

Uma das duplas teve a “excelente” ideia de vender sites com preços de R$ 150,00 cada. Fico feliz que tenham perdido. Isso mostra que o amadorismo não tem espaço nem para o dono e presidente da agência que mais fatura com mídia no Brasil. Por isso que as pessoas leigas ficam assustadas quando uma agência ganha uma concorrência de uma verba de 11 milhões pra criar um dos sites mais importantes do governo brasileiro. Isso é tratar site como banana ou pastel.

banana

O Roberto Justus e o Walter Longo também mostraram sua falta de conhecimento digital elogiando o participante Rodrigo Carraresi, “que se diz especialista em web”, que deve ter estudado em Harvard e provavelmente fala 388 idiomas.

Claro que as pessoas precisam estudar e buscar especializações pra utilizarem esse conhecimento em prol de suas profissões. Mas o mercado tem mostrado que os melhores profissionais são feitos com a prática.

A minha preocupação é que as faculdades não estão preparando bons alunos para o mercado de trabalho. O problema estar em o aluno se preocupar em aprender a técnica. Esquecem que a universidade tem o papel de fazer o aluno aprender a pensar e pesquisar, sem falar que qualquer faculdade está virando universidade, mesmo sem ter nenhum projeto de pesquisa.

O Luli fez uma apresentação muito bacana para os alunos de comunicação da ECA/USP, onde fala sobre os segredos do ensino da universidade.

Leiam também o descontraído artigo “Se vendêssemos pizzas como produzimos sites (10 anos depois)”

TalkShow - Jornalismo on-line

Para quem ainda não sabe, a Talk Interactive, agência da qual estou fazendo parte criou um programa chamado TalkShow. O TalkShow é um podcast gravado ao vivo a partir de uma conversa entre um convidado e as pessoas interessadas no mesmo assunto no twitter.

O último podcast teve a participação da Dra. Elizabeth Saad Corrêa, professora titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP e da UNIABERJE, além de consultora de empresas na área de planejamento e implementação de comunicação digital.

Em uma conversa bem humorada, a especialista falou sobre o ensino da comunicação no Brasil e as deficiências que algumas universidades enfrentam ao tentar preparar alunos que possam trabalhar com comunicação digital.

Eu também acho que as instituições de ensino ainda não se atentaram para as mudanças na forma de se disseminar as informações. Ouça o TalkShow e saiba o que mais aconteceu.

Motivos do meu sumiço

inglesQuem assina o RSS desse blog ou passa aqui de vez quando para ver o que tem novo deve ter percebido que diminuiu a freqüência de posts no mês de abril.

Como havia prometido no último post do ano passado, quero escrever mais agora em 2009.

A vida é feita de escolhas e prioridades, por isso estou postando em menor freqüência. Isso se deve ao fato de eu ter mudado de agência e ainda estar me adaptando aos novos trabalhos e horários. Também intensifiquei os meus estudos no inglês. Inclusive estou me matriculando em um curso ainda esse mês.

É imprescindível ao profissional de internet que quer se manter atualizado saber ler inglês com fluência. A maioria absoluta do material relevante e atualizado sobre nossa área está nessa língua. Não é tão fácil saber reconhecer uma coisa que você precisa melhorar. A fluência da leitura em inglês é um ponto fraco que tenho e estou correndo atrás. Preciso aprender já.

Estou com muita coisa pra falar e espero voltar logo com a freqüência normal de posts. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer todos que estão lendo esse blog.

Despedida da TV1

tv1_banco_brasil Depois de 1 ano e 7 meses de trabalho e muitas sextas animadas com Paixão de Cheetos, chegou a hora de me despedir dessa temporada como TVúnico.

Gostaria de agradecer inicialmente ao Senhor Sarmento por ter acreditado no meu trabalho e me dado uma oportunidade nessa empresa que vem crescendo cada vez mais em Brasília. A esperança é que cresça muito mais nos próximos anos. Isso é bom para o mercado e faz com que os profissionais tenham mais oportunidades e possam crescer sem ter a necessidade de mudar para São Paulo ou outro grande centro.

Agradeço também ao grande mestre Flaviano Guerra. Esse cara é muito importante para o sucesso da equipe e sabe diferenciar como ninguém o lado pessoal do profissional. Um cara tão Caxias que cobra do time como um Muricy Ramalho, técnico do São Paulo. Já sinto falta das nossas conversas sobre futebol e fórmula 1. Pena que o Ribeiro fala que Fórmula 1 não é esporte, mas tudo bem.

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Não posso deixar de esquecer de algumas pessoas que foram importantes para que eu pudesse realizar o meu trabalho. Denise, sabe tudo sobre o cliente e consegue ter na cabeça todos os números das demandas. Rodrigo Ribeiro, o grande mentor criativo da agência e muita visão de negócios, além de fazer lindos roteiros para os nossos amados designers. Douglas Menezes, Renata Aspin, Bandeirão, Eduardo Cunha, o povinho da Brasil Telecom e os milhões que chegaram à empresa nesse período.

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Vou sentir falta também do Bandeirão que é uma grande figura. Inclusive esse blog terá em breve um post dedicado a esse cara que tem menos malícia que o que meu filho, com 1 e 7 meses. A vida não será a mesma, com que vou ficar brigando pra decidir onde vamos almoçar (Eduardo Cunha).

Como não gosto de guardar segredo e esse blog tem o objetivo de falar sobre minhas aventuras na vida profissional. Para quem ainda não sabe, estou indo trabalhar na Talk Interactive, que também fica aqui no Brasília Shopping. Lá vou tentar colocar em prática os estudos alucinados que tenho feito em usabilidade e experiência do usuário. Vou ter a oportunidade de trabalhar e fazer algo que seja útil para grande população do Distrito Federal, entre outros projetos.

Como corre um grande risco de eu não comparecer em minha própria despedida devido aos problemas de distância e transporte, fiquem a vontade para se reunirem onde quiserem e encherem a cara em minha homenagem. Estou comprando um veículo brevemente e prometo que irei participar de despedidas e comemorações sem sentido.

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Como quem sempre decide o local de almoço é o Eduardo Cunha ou Luiz, vou dar algumas sugestões que cabem no meu bolso. Poizé na 305 Norte, Burger King, MC da Torre ou o saboroso Careca. Briguem a vontade. Outra coisa que não posso esquecer. Quero deixar claro que não vou servir café para ninguém, esqueçam.

Quem quiser saber o que estarei fazendo no futuro, acompanhe esse blog que de vez em quando escrevo coisas legais. Quem ainda não sabe o que é arquitetura de informação, recomendo a leitura de quase todos os posts. Tem também o meu Twitter, Delicious, Flickr, Gmail e etc. Um grande abraço e sucesso a todos do time.

Entrevista com Fabrício Teixeira, arquiteto de informação da AgênciaClick

fabricioFabricio Teixeira é arquiteto de informação, mas acha que isso tem cura. Formado em Publicidade e Propaganda pela Cásper Líbero e pós-graduando em Mídias Interativas pelo Senac, trabalha na AgênciaClick há alguns anos atendendo clientes como Fiat, Sadia, ESPN, Citibank e Petrobras, entre outros. Escreve no arquiteturadeinformacao.com sobre AI e no blogdofabricio sobre coisas legais. Fabricio não costuma falar mais que o necessário e acha cafona escrever sobre si mesmo em terceira pessoa.

O que é Arquitetura de Informação pra você?

Depende para quem eu vou explicar. Para minha mãe eu digo que eu faço com os sites aquilo que eu deveria fazer com o meu guarda-roupa: organizá-lo com frequência, seguindo uma ordem lógica, de forma que qualquer pessoa rapidamente entenda por que ele está organizado daquela forma e consiga encontrar com facilidade a meia azul de bolinhas brancas que está procurando. E na web caminha bem por aí. Só que as bolinhas não são brancas.

Como Arquitetura de Informação entrou na sua vida e como foi o início nesse trabalho?

Quando eu descobri que meu transtorno obsessivo por organizar coisas e minha nerdice sem-fim já tinham virado profissão em algum lugar do mundo. Então eu conheci a Juliana Constantino e ela oficializou isso tudo.

E as maiores dificuldades no trabalho diário?

Acho que o mais complicado é convencer o cliente a realizar os tais testes de usabilidade e entender que o Arquiteto de Informação não é uma entidade sobrenatural que consegue prever o comportamento das pessoas. E para isso haja demonstração de ROI e de Data Intelligence. No mais, lembrar alguns designers que suas tias-avós são míopes e tranquilizar o cliente de que o site dele não vai para o ar em tons de cinza.

Quais ferramentas você recomenda para a entrega dos projetos?

Hoje utilizo o Axure para quase tudo, mas mais por comodidade que por dependência. Não gosto de me prender a uma ferramenta específica para fazer o trabalho. Quando não há uma entrega formal de AI costumo rabiscar em um caderno qualquer.

Como você vê o mercado atual e como ele deverá evoluir?

Não sou muito entusiasta de reflexões filosóficas sobre o mercado de AI. O mercado é esse job que eu tenho que entregar hoje, e vai muito bem, obrigado. Devemos continuar trabalhando bastante, entregando com qualidade, produzindo conhecimento e elevando o nível da área como um todo.

E o futuro de um profissional especializado em Arquitetura de Informação?

Essa palavra “especializado” é complicada. Dentro de uma agência interativa, cada vez mais o profissional precisa se “desespecializar” em AI e tomar conhecimento do projeto como um todo. Acredito muito no potencial do arquiteto como gestor das informações do projeto e como ponto de referência para as áreas técnicas e criativas.

Mas se a pergunta foi sobre emprego e salários, então o bom arquiteto pode ficar tranquilo por algum tempo.

Onde busca referências criativas para o seu trabalho?

Sou do tipo que chega mais cedo no trabalho para ficar 2 horas passeando pelo Google Reader e lendo de tudo. E o que eu menos leio são feeds de AI. As referências estão espalhadas por aí, na logística da fila do supermercado e no critério de ordenação dos livros da estante do seu avô. Basta vestir esses óculos de AI e não se esquecer de usá-lo também nos fins de semana.

Gostaria de deixar uma dica para quem está iniciando na área?

Leia muito e tenha menos opiniões formadas.
Aproveito para parabenizá-lo pela iniciativa, Rogério. Vamos divulgar nosso trabalho. Isso é sempre bom.

O perfil estratégico e questionador do arquiteto de informação

questionarIris Coldibelli, arquiteta de informação na Sun MRM Worldwide, deu uma entrevista muito bacana para o site JUMPCAST, programas de carreira digital. Ela falou sobre o envolvimento do arquiteto de informação com as outras áreas da agência. A importância da integração desses profissionais com a criação e o planejamento e o relacionamento entre os arquitetos e designers, principalmente.

Mostrou a importância da arquitetura de informação para as empresas e como fazer com que os clientes entendam o que realmente precisam. No Brasil temos uma cultura um pouco diferente de outros grandes mercados como Estados Unidos e Londres, disse Iris. O cliente precisa ver primeiro para entender que as metodologias vão embasar melhor suas necessidades.

Coldibelli explicou como funciona um Card Sorting e falou sobre a aplicação da metodologia em um dos projetos realizados em sua agência. Comentou também que envolvimento dos arquitetos com o departamento de métricas deve ser realizado antes e depois do projeto ser lançado. Mencionou que na agência onde trabalha faz isso ainda na fase de documentação dos wireframes. Dessa forma fica muito mais fácil atingir um objetivo determinado na estratégia.

Segundo Iris, os departamentos necessários para um bom trabalho do arquiteto devem estar bem próximos. Muitas vezes o projeto pode não sair tão redondo só porque uma equipe de tecnologia é terceirizada, por exemplo. Isso acontece porque a equipe contratada não viu de perto o pensamento estratégico, e coisas simples como o funcionamento de um cadastro e recebimento de e-mail perde o sentido.

Ao final da entrevista Iris deu algumas dicas para quem está inicialmente e para que já trabalha na área. O AI tem que ter um perfil estratégico, analítico, inovador e questionador, disse Iris. Esse profissional precisa deixar de desenhar as famosas caixinhas e tem que se questionar sobre tudo que envolve o projeto que está fazendo. Isso que diferencia um bom profissional dos demais, completou.