A lógica do consumo

logica_consumo2Baseado na maior pesquisa de neuromarketing já realizada, A lógica do consumo releva verdades surpreendentes sobre o que atrai a atenção dos consumidores no momento de decisão de uma compra, pois conhecer a cabeça do consumidor é um desafio para todos que trabalham com marcas e produtos.

Martin Lindstrom, um investigador de primeira e um dos mais respeitados gurus do marketing mundial, escreveu o livro “A lógica do consumo - Verdades e mentiras sobre porque compramos”. O livro nasceu de um grande investimento em pesquisas durante três anos.

As pesquisas revelaram que não somos atraídos na compra de um produto só porque existe uma mulher linda e sensual no comercial. A sensualidade de uma mulher na propaganda acaba camuflando o conhecimento sobre o produto que está sendo divulgado.

A nossa mente é estimulada quando alguém compra algum produto. É o que o autor chama de neurónios-espelho. A alegria de ver alguém com algum produto faz com que queiramos fazer parte daquele seleto grupo. Um vídeo colocado no Youtube, mostrando o contentamento de uma pessoa abrindo sua caixa do Wii, é um exemplo que deve ter estimulado milhões de pessoas no Mundo.

As mensagens subliminares estão sempre presentes na publicidade e a pesquisa comprovou que elas são efetivas quando utilizadas dentro de um contexto que faça sentido.

As religiões, os rituais e a superstição são grandes influenciadores no momento da decisão de uma compra. Muitas vezes compramos algo por imaginar que aquilo vai trazer algum benefício espiritual.

O livro traz ainda um apanhado de mitos que são quebrados com a utilização de testes realizados no cérebro dos consumidores. É o que estão chamando Neuromarketing. Vale à pena a leitura.

Design de Navegação Web

design_navegacao_webTerminei de ler o livro “Design de Navegação Web – Otimizando a experiência do usuário” escrito por James Kalbach e publicado pela O’Reilly. A publicação foi lançada recentemente em Português e faz parte de uma coleção de vários livros muito interessantes sobre Internet e tecnologia.

O “Design de Navegação Web” é dividido em alguns capítulos teóricos e outros com muitos exemplos de boas práticas de navegação web.

O capítulo 2 “Entendendo a Navegação” mostra como os usuários realizam a busca por informação de uma maneira geral. O legal é perceber que tudo isso é embasado na metáfora do comportamento das pessoas no mundo físico.

A busca por informação muitas vezes está relacionada ao contexto e necessidades dos usuários. Algumas vezes você sabe exatamente o que quer, mas em outros momentos você tem apenas uma ideia geral daquilo que deseja encontrar.

O livro também apresenta os importantes mecanismos de navegação como migalhas de pão, nuvens de tags, barras de navegação, menus, entre outras possibilidades. Dessa forma é possível entender todos os mitos discutidos ainda hoje quando se começa a projetar um site.

Alguns capítulos que não podem passar em branco.

Rotulando a navegação: Dar bons nomes aos bois é uma importante tarefa que quando bem realizada também facilita a navegação.

Arquitetura: A arquitetura de informação precisa ser pensada de forma estratégica, e que tenha um roteiro para que os usuários possam encontrar aquilo que desejam.

Layout: O layout não tem um papel apenas decorativo, precisa ser persuasivo.

O mais interessante desse livro foi perceber que existem numerosos mecanismos de navegação para que possamos resolver nossos problemas de interface. Não existe uma receita mágica, e sim muito bom senso e testes com quem irá utilizar o sistema de navegação.

O livro possui uma linguagem simples e direta e é recomendado para quem de alguma forma está envolvido em um projeto online.

Não me faça pensar novamente

naofacapensarSteve Krug escreveu a primeira versão em 2000, em 2006 tive a oportunidade ler o “Não faça pensar – Uma abordagem de bom senso à usabilidade na web”, o mais didático e bem escrito de tudo que já vi sobre usabilidade. O único problema é o que a maioria dos sites citados já não estavam mais no ar.

Em 2005, Steve escreveu a segunda versão, atualizando a maioria dos exemplos citados com novos sites, além de acrescentar 3 novos capítulos. Cheguei a ler o início do livro para ver essas diferenças. Krug continua tratando a usabilidade de maneira bem simples, fazendo com que até os mais leigos possam entender.

Tive a ideia de fazer esse post falando sobre os 3 novos capítulos, já que não tenho tempo suficiente de lê-lo novamente. Quem ainda não leu, não perca a oportunidade e compre um livro que vai ajudar você projetar e desenvolver sites que sejam mais úteis aos usuários.

Usabilidade como fator comum

O autor cita um exemplo de frustração ao entrar em um site e não conseguir encontrar nenhuma informação que fale sobre a greve de uma empresa aérea. A Greve é algo de mais quente que está acontecendo com a empresa no momento, e as pessoas que estão com passagens compradas precisam saber o que fazer.

Os usuários possuem um reservatório de boa vontade que pode se esgotar rapidamente. Cada vez que entramos em um site, começamos com uma reserva de boa vontade, ela vai se esgotando conforme a experiência negativa. Isso faz com que tenhamos a vontade ir rapidamente para o concorrente. Ganha quem se preocupa com os usuários verdadeiramente.

Outra coisa que faz diminuir a boa vontade é esconder informações dos usuários. O mais comum é esconder o número do telefone, evitando com que os usuários liguem na empresa. Ajudar o público-alvo com a formatação e diagramação das informações é um fator que facilita e muito a vida. Exemplo: Separar de 4 em 4 dígitos um número de cartão de crédito ou um código de bônus de celular, entre outros exemplos.

Solicitar informações que a empresa não precisa é outro fator negativo. O usuário não é nenhum idiota e ele se pergunta por que está inserindo determinados dados em um formulário.

O livro oferece uma lista de coisas que aumentam a boa vontade do usuário, que prefiro falar em outros posts. Saber o que a maioria das pessoas querem fazer no seu site e deixá-las a vontade, dizer-me o que quero saber, entre outros.

Acessibilidade, Cascading Style Sheets e você

Steve comenta a respeito de um estudo realizado com 16 usuários deficientes visuais sobre o comportamento de navegação e uso dos leitores de telas.

O CSS e o HTML precisam de uma formatação lógica e bem estruturada para que os usuários com algum tipo de deficiência consiga ter acesso aos conteúdos disponíveis para as pessoais normais.

Acho que isso já evoluiu bastante desde 2005. Krug até pensa em retirar esse capítulo do livro na terceira versão vai será escrita em 2010.

Os projetistas e desenvolvedores possuem alguns medos em relação a acessibilidade. A acessibilidade pode gerar mais trabalho, tendo que adaptar um cronograma impossível ao projeto é uma delas.

As Cascading Style Sheets são agora bem suportadas pela maioria dos navegadores. Veja algumas vantagens.

Controle infinitamente maior sobre a formação;
Flexibilidade;
Consistência entre navegadores;
Serializar seu conteúdo;
Permitir que seu texto mude de tamanho.

Socorro! Meu chefe quer eu _______________.

O último capítulo do livro também trata de um assunto importante. Como justificar para o seu chefe, cliente e gerente de marketing que uma introdução em Flash não tem o menor sentido para o projeto que está sendo feito?

O especialista apresenta dois modelos de e-mail para você enviar para o pessoal responsável pelo projeto, fazendo uma defesa de porque solicitar dados demais é perigoso para a empresa, por exemplo.

Enfim, recomendo a leitura, pois com esse livro você consegue obter muito conhecimento no que diz respeito à usabilidade.

Entenda melhor a revolução dos blogs

blog_revolucaoEntender os benefícios causados com a criação de blogs é o desafio de quem trabalha com comunicação na internet e deseja compartilhar informação através de um canal facilitador.

O número de blogs vem crescendo a cada dia, particularmente no Brasil. As discussões têm aumentado bastante sobre os benefícios dessa plataforma. Não sei se isso se tornou uma modinha devido à facilidade de fazer um, já que qualquer pessoa consegue personalizar as ferramentas de administração de conteúdo. O certo é que várias empresas já fizeram o seu e estão estreitando o relacionamento com seus clientes.

Entender melhor sobre blogs é o que propõem o autor Hugh Hewitt, que escreveu o primeiro livro sobre o assunto. O autor que é um influente colunista nos Estados Unidos, explica como o vasto conteúdo em blogs vem transformando a comunicação, a política, as empresas e o comportamento das pessoas na busca por informações.

Hugh também fala que o blogueiro precisa ser insistente para fazer com que pessoas comecem acreditar naquilo que ele está escrevendo. A falta de foco no conteúdo é outro problema que muitos blogueiros possuem. É preciso escrever sobre um tema que você conheça e goste de falar, para que os posts saiam naturalmente e tenham originalidade.

Ele dá dicas de como escolher os blogueiros e acha fundamental a atenção aos conteúdos disponibilizados. Uma informação sem confiança pode fazer com que o blogueiro saia de cena facilmente. Principalmente quando o blog é de uma empresa e precisa mostrar toda a sua credibilidade através do seu relacionamento com o cliente.

A Empresa na Velocidade do Pensamento

Comprei esse livro na 26ª Feira do Livro que aconteceu em Brasília, entre os dias 31 de agosto e 9 de setembro, no Pátio Brasil Shopping. Depois de muito andar e procurar, acabei levando o livro escrito por Bill Gates, que fala sobre a velocidade do pensamento nas empresas com um sistema nervoso digital.

Bill procurou deixar claro, em quase 450 páginas, a importância das empresas se preocuparem com a organização dos fluxos de informações no meio digital. Se nos anos 80 a qualidade ficou em destaque, e nos anos 90 a questão foi a reengenharia, os anos 2000 vão se destacar pela velocidade de informações que circulam na rede.

A velocidade das transações e o acesso as informações mudará o estilo de vida das pessoas, e como isso estará organizado, mostrará se a empresa está no rumo certo. O empresário fala também do processo de digitalização na Microsoft e cita o sucesso obtido em empresas como General Motors, Johnson & Johnson, Coca-Cola e Bradesco.

O livro mostra a importância do investimento em tecnologias nas empresas, para que os processos sejam mais claros e rápidos, e assim as informações cheguem aonde devem chegar. Com informações armazenadas em sistemas inteligentes, empresas conseguem oferecer melhores condições apontadas pelos próprios clientes.

O grande segredo do livro está em entender o modo como as pessoas reúnem, administram e usam a informação. Apesar da tradução estranha em alguns momentos, gostei do livro.

Ergonomia e Usabilidade – Conhecimentos, Métodos e Aplicações

Walter Cybis, Adriana Holtz Betiol e Richard Faust escreveram um livro sobre ergonomia, aplicações de um teste de usabilidade e boas práticas de um sistema ergonômico de fácil uso. O livro também fala de boas recomendações no desenho de formulários.

Os autores falam sobre o desafio de produzir interfaces ergonômicas e que facilitam a percepção, o raciocínio, a memorização e a tomada de decisão do usuário, seja para o trabalho ou para o divertimento.

Existe a dificuldade de implementar um sistema de usabilidade, pois tem um custo um pouco elevado para algumas empresas, mas é necessário que essas empresas percebam o quanto vale a pena investir em usabilidade, pois dessa forma terá um retorno financeiro com isso, principalmente em comércio eletrônico.

Os autores falam também da importância do contexto da interação móvel, pois é importante entender como o usuário se comporta durante o uso da internet através de um celular. O desktop é usado em uma mesa de forma confortável, enquanto um celular você usa na rua, no carro, dentro do ônibus e etc.

A Globo.com acabou de lançar uma versão mobile do seu portal e você pode perceber as diferenças do desenho da interface para o uso em celulares, em especial para quem tem o iPhone. O processo de navegação é bem diferente do site normal.

A TV digital mostra outra possibilidade da interação humano-computador, pois também é importante perceber as diferenças do contexto de uso, já que temos outro comportamento diante da TV. Normalmente o telespectador assiste à TV sentado em uma poltrona ou sofá em uma postura passiva, deixando-se levar pela programação e interagindo com o controle remoto.

O mais proveitoso do livro foi perceber que devemos realizar diferentes testes de usabilidade em interfaces para desktop, mobile e TV digital.

As Leis da Simplicidade

As Leis da Simplicidade é uma excelente leitura para quem tem interesse pela vida, pelos negócios, por tecnologia e por design. John Maeda é um premiado designer gráfico e cientista do MIT, e propõe uma série de estudos para subtrair o óbvio e acrescentar o significativo, ou seja, tornar as coisas mais simples.

O livro não se trata de uma auto-ajuda e pode até assustar quem tem algum receio com esse tipo de leitura. O Autor relata casos de sucesso do Google e da Apple e tenta mostrar o porquê esses empresas conseguem tanto sucesso com os seus produtos.

Tornar o complexo simples é um desafio para todos que projetam alguma coisa, seja o planejamento de sua vida ou criação de interfaces que tenham alguma relação com o público.

A primeira lei da simplicidade de Maeda é REDUZIR. E o reduzir não é necessariamente benéfico adicionar funções tecnológicas só porque podemos fazer isso, mas as funções devem estar organizadas de maneira coerente e fazer com que as pessoas não se distraiam com funções desnecessárias.

As 10 leis da simplicidade

1 Reduzir - A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é por meio de uma redução conscienciosa.
2 Organizar - A organização faz com que um sistema de muitos pareça de poucos. 3 Tempo - Economia de tempo transmite simplicidade.
4 Aprender - O conhecimento torna tudo mais simples.
5 Diferenças - Simplicidade e complexidade necessitam uma da outra.
6 Contexto - O que reside na periferia da simplicidade é definitivamente não periférico.
7 Emoção - Mais emoções é melhor que menos.
8 Confiança - Na simplicidade nós confiamos.
9 Fracasso - Algumas coisas nunca podem ser simples.
10 A única - A simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar o significativo.

As três soluções propostas por Maeda:

1 Distanciamento - Mais parece menos simplesmente afastando-se para bem longe.
2 Abertura - Abertura significa simplicidade.
3 Energia - Use menos, ganhe mais.

A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal

16409.jpg[bb]Tenho lido alguns livros sobre gerenciamento e produtividade pessoal. Já estou usando a mais de dois meses O Remember The Milk, ótima ferramenta sobre gerenciamento de tarefas e usando a metodologia do livro “A Arte de Fazer Acontecer”. Ao fazer a resenha do livro, o Christian Barbosa fez um comentário perguntando se eu tinha interesse em aprofundar os conhecimentos na área e se queria ler o livro escrito por ele, “A Tríade do Tempo – A Evolução da Produtividade Pessoal”.

Uma semana depois do comentário feito no blog, recebi o livro em minha casa gentilmente enviado pelo próprio autor. Christian Barbosa escreveu esse livro por necessidade própria devido ao alto nível de stress que se encontrava em sua vida.

Christian Barbosa é um jovem empreendedor, bacharel em Ciências da Computação, sócio da PopCom Blue Eagle, empresa de tecnologia especializada no desenvolvimento de portais corporativos e soluções de produtividade pessoal, que fundou aos 14 anos de idade. Foi um dos mais jovens profissionais certificados pela Microsoft do mundo. Christian atua hoje como palestrante e consultor nas áreas de desenvolvimento de aplicativos para internet e produtividade pessoal.

A Tríade do Tempo

Devido a necessidade geral de novas profissões na era do conhecimento, é cada vez mais necessário procurar novas formas de administração do tempo e gerenciamento pessoal. Tenho certeza que muitas pessoas reclamam que o dia tem apenas 24 horas. Temos que aprender a fazer nossas tarefas no tempo que temos disponível e ter tempo necessário para aproveitar mais o nosso tempo com a família.

O Autor faz uma análise dos atuais modelos de administração do tempo com o objetivo de identificar as principais virtudes e deficiências nas metologias praticadas. Ele propõe uma nova metodologia baseado no estudo feito em uma pesquisa com mais de 3 mil pessoas e experiêcia própria.

O livro não tem a proposta de trazer dicas ou fórmulas mágicas para o sucesso da produtividade pessoal, mas sim de um processo para se consiga chegar a um resultado satisfatório. De nada adianta você terminar de ler qualquer livro e não procurar colocar em prática. A metodologia é bem adaptável a pessoas que usam agenda de papel e pessoas que usam algum sistema.

Além do livro, o jovem empreendedor desenvolveu uma ferramenta on-line que acompanha a medologia do livro. Tive a oportuniade de testar o software e achei bem interessante, pois ele funciona com a agenda de compromissos e tarefas de forma compartilhada. Confesso que não estou usando a ferramenta porque já estou bastante adaptado ao Remember. Mas estou usando a metodologia adaptando ao que já vinha fazendo com a metodoogia do GTD.

Gosto da fórmula de planejamento semanal, mensal e anual. Tenho algum conhecimento em planejamento e acho bastante necessáro, pois estou sempre envolvido em projetos grandes que necessitam de um bom planajamento para que possa sair tudo como foi pensando.

Para seguir a uma boa metologia é necessário identificar através de um gráfico o que consome mais o nosso tempo e saber o que é importante para a nossa vida pessoal ou profissional. Não deixe de conhecer essa metodologia em 275 páginas.

A arte de transformar uma boa idéia em negócio

arte_comeco.jpg[bb]Terminei de ler hoje os 11 capítulos e 237 páginas do livro “A Arte do Começo” escrito por de Guy Kawasaki, um dos maiores responsáveis pelo sucesso que a Apple tem hoje. O Guy deixou a Apple há algum tempo para abrir sua própria empresa de capital de risco no Vale do Silício.

O autor tem o propósito de falar sobre suas experiências como empreendedor de forma clara e ensina as melhores maneiras de colocar uma boa idéia em prática, fazendo com o que essa idéia se torne um sucesso no mercado. O livro possui uma linguagem simples e direta.

O livro trata de dicas muito interessantes para o desafio de começar um negócio, posicionar uma empresa, apresentar idéias para investidores, elaborar um plano de negócios, recrutar as melhores pessoas e montar uma ótima apresentação.

Acho importante frisar que devemos fazer um filtro dessa leitura, já que o livro trata diretamente do mercado nos Estados Unidos. Aqui no Brasil temos uma postura bem diferente em relação a investimentos.

Guy trata da importância de se montar uma boa apresentação usando apenas 10 slides, 20 minutos e fontes de tamanho 30. Temos que colocarmos algo que seja mais relevante e objetivo para fazermos uma apresentação que não cause sono nas pessoas que estão assistindo.

Para conhecer melhor sobre o autor dessa publicação, separe 40 minutos do seu tempo e veja uma palestra bem-humorada do Guy Kawasaki. Veja como ele tem o dom da palavra em público. Sabe convencer pessoas.

A Arte de Fazer Acontecer – Um guia sobre produtividade pessoal

artefazer_acontecer1.jpg[bb][bb] Terminei de ler o livro sobre a tão comentada metodologia Getting things done (GTD) que fala sobre métodos de organização pessoal. A versão em português do livro traz o título de “A Arte de Fazer Acontecer – Uma fórmula anti-stress para estabelecer prioridades e entregar soluções no prazo”. Acho que muitos profissionais tentam descobrir o segredo para ser mais produtivo e ficar com mais tempo livre e aproveitar a vida fazendo outras coisas que não seja estar trabalhando.

O livro nos mostra uma metodologia de organização pessoal para que possamos colocar nossas tarefas em dia de forma bastante simples e eficaz. O Autor fala da importância de registrarmos todas as nossas tarefas em um sistema eficiente e que seja facilmente adaptável a nossa necessidade. Eu já vinha fazendo isso alguns meses usando o Google Calendar para registro de tarefas e compromissos. Após a leitura de vários posts no blog do Walmar resolvi testar e usar o Remember The Milk, uma ferramenta muito interessante para organização de tarefas. O Remember é bem parecido com um e-mail possuindo também uma caixa de entrada de tarefas. Dessa forma vou registrando tarefas na caixa de entrada para depois coletá-las e encaminhá-las a pasta correta. As tarefas também podem ser enviadas do g-mail diretamente para a caixa de entrada do Remember.

Allen apresenta as cinco macro-etapas para a organização do fluxo de trabalho. Coletar, processar, organizar, revisar e executar.

David Allen fala da importância da organização de nossas tarefas para que possamos estabelecer prioridades e consigamos dessa forma aumentar nossa produtividade e comemorar resultados imediatos. É importante não termos nossos projetos e tarefas tudo armazenado em nossa mente, porque dessa forma nossa cabeça fica muito ocupada sempre pensando no que você tem para fazer. Por isso é importante termos tudo isso registrado em um sistema confiável.

De nada adianta criamos listas de tarefas se não houver uma revisão semanal dessas tarefas. Eu tenho feito a revisão diariamente. David Allen cita algumas listas na qual irei falar de cada uma.

Lista de Tarefas

Próximas ações – Lista sobre as ações imediatas que precisam ser realizadas para que possamos concluir listas de projetos. Tenho usado essa lista para registrar o que precisa ser feito de imediato.

Projetos – Lista referente aos projetos que precisam de mais de uma ação. Nessa lista são registrados os projetos com o planejamento referente às próximas ações. Dentro dessa lista faço todo o registro para execução total do projeto.

Algum dia/talvez – Tenho usado essa lista para registrar o que poderá ser feito algum dia. Essa lista é mais para projetos que você pretende fazer em algum momento do ano ou idéias que venham a sua cabeça. Funciona como uma espécie de metas. Filmes que gostaria de assistir, cursos que gostaria de fazer, livros que tenho pra ler e etc.

Em espera – É nessa lista que ficam as tarefas que estão sendo realizadas por outras pessoas na qual estou aguardando algum retorno. Aqui mantenho e controlo o que outras pessoas estão fazendo. Dessa forma fico sempre revisando e cobrando o que não está na minha mão.