Mais modernidade para o site da Fazenda

Mal acabou a primeira versão do programa “A Fazenda”, a Record lançou a segunda versão dois meses antes do início do BBB 10, apresentado pela Rede Globo.

Quando o site da primeira temporada de “A Fazenda” foi lançado, fiz um post aqui no blog falando de alguns problemas de usabilidade, fazendo um comparativo com o site do programa “No Limite”.

No dia da estréia da segunda temporada aconteceu uma integração muito bacana entre a TV e a Internet. Conforme o Britto Júnior anunciava os participantes, o topo era alterado, acrescentando o participante anunciado segundos antes já com sua página interna com galeria de fotos e biografia, isso tudo sincronizado a TV.

Por isso não poderia deixar de falar da nova versão do site. Usar os fazendeiros como elementos principais de navegação é um grande acerto. Assim os usuários podem navegar clicando no participante ou escolhendo a forma que deseja consumidor o conteúdo de fotos, vídeos ou notícias. Dentro da página do participante você tem acesso as informações que estão relacionadas, deste modo o usuário navega da forma que achar mais confortável.

A interface de votação está bem resolvida. Não senti nenhuma dificuldade no uso, mas tem uma coisa que me incomoda. Deveriam pensar em uma forma de destacar mais a chamada nos dias de votação pela Internet. Talvez criar um destaque diferenciado para o quiosque de destaques principais. Outra vantagem, é que a interface de votação está presente na tela, sem a necessidade do uso de um popup, o que atrapalha a tarefa de votação para quem usa algum tipo de bloqueador.

A página que fala sobre o programa deveria ter um conteúdo explicando melhor todas as regras do Reality Show. Eu que não consigo acompanhar, simplesmente não entendo muito bem como funciona.

Gostaria de deixar o espaço para a equipe que trabalha com a Carla Martins, arquiteta de informação da Record, comentar mais sobre o projeto. O espaço está aberto a todos. Fiquem a vontade.

afazenda_segunda1

Observações de uso do novo Orkut

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Depois de alguns anos fazendo muito sucesso no Brasil, o Orkut resolveu fazer algumas mudanças em sua arquitetura de informação. As pessoas nunca deixaram de utilizar o site por problemas de usabilidade ou design visual.

Quando comecei a usar o orkut, por volta de 2004, tentei perceber qual era a real utilidade da ferramenta. O brasileiro por ser bastante social e hospitaleiro tem a necessidade de sempre de estar em contatos com outras pessoas.

O Orkut se mostrou extremamente útil, principalmente pra mim. Na época começava a estudar usabilidade e também e observei a oportunidade de encontrar pessoas que conheci na infância e que nunca mais tive contato.

Quando um bar novo é lançado, somente um grupo seleto de pessoas começa a freqüentar, logo em seguida o povão passa a ter acesso e a fazer parte dessa galera. Conforme o bar vai sendo freqüentado pelo povão, o seleto grupo de pessoas sente necessidade de ir para outro bar. É o mesmo que acontece com as redes sociais. Por isso o Facebook ganhou muito espaço no Brasil nos últimos anos.

Acho que a ideia do Orkut foi reformular o seu bar para que possa atrair os antigos adeptos e seja capaz de fidelizar os atuais usuários.

Muito já se falou sobre o lançamento do novo Orkut, mas o que mais importa na minha opinião, é o julgamento de quem usa de verdade. Essa semana fiz um pequeno teste de usabilidade com a minha esposa que não trabalha com Internet e usa o Orkut completamente.

Palavras da minha esposa

Achei muito legal a forma de buscar os amigos e comunidades sem sair da tela principal;

Acho uma bagunça essa infinidade de atualizações. Deveria ser mais separado. Tive essa mesma percepção quando fiz a minha conta no Facebook;

O Orkut agora tem uma ferramenta que substitui o uso do Twitter. É uma boa opção para quem não entendeu ou usa o Twitter;

Achei muito legal ver as fotos das últimas pessoas que entraram no meu perfil. Antes apresentava só o nome e você tinha que entrar para ver quem era a pessoa;

A ferramenta de recados tem boas opções de edição de texto.

Algumas coisas me surpreenderam. Ela entendeu e até achou bacana o modelo de paginação que o Twitter já utiliza e o Orkut trouxe para a sua navegação.

Gostaria de ouvir mais opiniões e percepções de uso da nova versão do Orkut. Aproveite e use os comentários. Não deixem de participar.

A página inicial ideal

Em mais uma discussão super produtiva com o Daniel Souza, Planejador de experiências do usuário na Talk, falamos sobre como deve ser o comportamento de uma home ideal.

Toda vez que começo projetar um novo site, existem uma série de discussões e uma grande preocupação em definir o que terá na página inicial, para logo em seguida pensar em todo o restante. A verdade é que o conteúdo que está além dessa página deve receber um tratamento especial. A home precisa fazer com que o usuário sinta-se motivado a descobrir novos conteúdos existentes no site. Funciona como uma página inicial de um livro, revista ou jornal.

O livro “Design de Navegação – Otimizando a experiência do usuário” há um capítulo onde o autor explica que é muito importante pensar nas principais páginas de conteúdo antes de projetar a página inicial, pois o foco está mesmo nessas páginas internas. Nem sempre o usuário entra em um site a partir da primeira página, sendo que muitas vezes ele pode vir de um mecanismo de busca como Google ou Bing, lançado recentemente pela Microsoft.

Analisando alguns sites que consideramos bem resolvidos, percebemos que existe uma simplicidade e um objetivo muito claro na conversão de um cadastro ou mesmo de uma venda, dependo da empresa.

Esses sites possuem uma divisão muita clara na página inicial.

Como devemos fazer isso

O objetivo é fazer com a que ação que você quer que as pessoas tomem seja realizada. A página inicial precisa fazer com que os usuários conheçam, sejam persuadidos e sintam-se seguros em suas decisões.

O site para baixar a última versão do Firefox é um bom exemplo de tudo aquilo que falei acima. A página apresenta imediatamente a opção para baixar a nova versão, acompanhada de uma vitrine listando os benefícios que a ferramenta proporciona aos usuários. É possível ver também um tour com algumas vantagens do Browser.

home_mozilla_firefox

Faça um exercício e tente perceber a estratégia por trás de alguns sites bacanas que você acessa durante o seu dia.

Vou listar alguns que acho bem resolvidos.

Remember the milk
TweetDeck
Skype

Mas esses sites não são simples demais?

Alguns clientes não entenderiam ou aprovariam uma interface que pode ser considerada simples, e isso é fácil de entender. Normalmente os donos de projetos web têm que negociar entre as diversas unidades de negócio de uma empresa o que é mais importante *para o usuário* na web, e essa é uma tarefa ingrata que acaba influenciando no resultado.

E esse portfólio de produtos/serviços da empresa disputam espaço de tela e atenção das pessoas. É o mesmo problema que eu enfrentava quando trabalha com impressos. Normalmente os clientes queriam colocar todas as informações possíveis em um cartão de visitas.

Cabe a nós, que projetamos sites, fazer com que a página inicial transmita o objetivo que o cliente deseja atingir. É um trabalho de evangelização dos nossos clientes.

Estratégia de arquitetura de informação do R7

Entrevistei Carla Martins, líder da equipe de Arquiteta de Informação da Rede Record e uma das profissionais envolvidas na criação do novo portal de notícias da Record, R7.

Como sempre que é lançado um projeto de alta repercussão todo o mercado manifesta sua opinião. No caso do R7 muitas pessoas falaram que foi realizada uma cópia do G1.

Você poderia falar um pouco sobre a estratégia adotada na arquitetura de informação do projeto?

Olá, Rogério. Antes de mais nada, gostaria de agradecer todas as mensagens que recebi via e-mail, twitter, gtalk e MSN de colegas nossos de profissão.

A segunda-feira após o lançamento da primeira fase do R7 foi recheada de conversas muito ricas. O feedback de profissionais competentes e envolvidos foi impagável! Acabei conversando e encontrando, até, novos talentos! Acredita?

Percebi que a falta de qualidade de nossa lista de discussão, que já foi tão rica e que hoje chega a ser uma local lamentável , acaba sendo compensada por conversas paralelas (por meio de outras ferramentas) riquíssimas!

Ainda bem que alguém teve a sapiência de enviar um tópico uma vez, com a proposta de trocarmos nossos MSNs, quando começou-se a perceber o decréscimo da qualidade das discussões, lembra?

Bom, mas vamos lá. Fui a primeira profissional de desenvolvimento a ser contratada para o R7. Cheguei antes do Diretor de Criação e até do Gerente de Projetos. Esse fato é só um detalhe, mas demonstra a importância que o diretor deposita na nossa área e foi um dos motivos que me fez aceitar a proposta da Rede Record. A AI veio para fazer parte da concepção de tudo, da estratégia, e isso é uma evolução e tanto! Cheguei no começo de junho e o site tinha que ser lançado dia 27 de setembro, por conta do aniversário de 56 anos da emissora. A data não poderia ser negociada e o prazo era extremamente curto.

Ao chegar, o Diretor de Jornalismo já tinha preparado, com seu board, um documento enorme, com mais de 150 slides, cheio de referências, principalmente de sites internacionais, com seus pontos fortes e fracos. A partir daí, estudei o documento e passei a realizar reuniões diárias com eles, cada uma com duração de horas e mais horas, objetivando chegarmos a um escopo para a primeira fase do projeto, que deveria ser desenvolvido em tempo recorde.

Em paralelo a isso, fui elaborando um mapa do site e um fluxograma. Após tudo decidido e o sitemap inicial aprovado, passamos para a concorrência com as empresas terceiras, das quais sairia a escolhida para realizar os testes de usabilidade. Nesse meio tempo, contratei as duas primeiras AI da equipe, que ainda vai crescer bastante. Realizamos Card Sorting com 32 usuários e, com os resultados, alteramos o sitemap para a sua versão final, reduzindo as cinco grandes áreas do portal para quatro, bem como reagrupando algumas seções e mudando outras de lugar. A partir daí, partimos para a elaboração dos wireframes, que era apresentado e aprovado por pacotes.

Utilizamos a função de compartilhar arquivo do Axure, para que pudéssemos trabalhar ao mesmo tempo nos wireframes. Paralelamente a isso, participava de reuniões frequentes para a escolha do fornecedor do CMS, que teria que customizar a ferramenta para as nossas necessidades. Ao mesmo tempo em que o layout era feito sempre respeitando a AI, à base de muita conversa e parceria entre os DAs e a nossa equipe, e que orientávamos a equipe de desenvolvimento como um todo, ajudávamos a empresa contratada para fornecer o CMS com os requisitos e regras de negócios.

Acessibilidade e SEO também foram pontos bastante priorizados. Depois vieram os testes de Análise de Tarefas, que fizemos internamente mesmo, por conta do prazo, que corria. Fora isso, o background dos jornalistas e a experiência com a audiência que eles trouxeram foi de grande ajuda!

Para pensarmos o portal, levamos em consideração que o site precisava ser fácil de navegar, fácil de carregar, fácil de ser encontrado pelos mecanismos de busca, rápido, intuitivo e, do ponto de vista da redação, com níveis de customização e liberdade aceitáveis.

Além disso, precisava orientar a todo momento onde o usuário está (porque o portal é grande, mas será muito maior) e ter muito espaço para apelo visual, pois um dos objetivos é falar de maneira especial com a camada mais popular da sociedade, em termos de linguagem, ferramentas e tal. Muitos infográficos, sobre assuntos do dia-a-dia, muita foto, glossários, agendas e páginas especiais de serviços são alguns exemplos.

O site ainda terá outras fases de implementação e possui, em seu guarda-chuva, muitos outros sites e portais. Por isso, teve que ser desenvolvido de uma maneira a comportar atualizações e constante mudança de manchetes e forma de apresentá-las, outra característica marcante do R7: atualização minuto a minuto (por isso a contratação de tantos jornalistas).

A Globo.com talvez tenha criado uma tendência de estrutura e navegação em sites de notícias. Como foi o pensamento de mudança nesse sentido?

Não fizemos o portal pensando no que iríamos mudar, simplesmente para dizer que mudamos e que somos “diferentes”. A mudança no cenário da internet vem com o tempo, com as atualizações do site, as demais fases, o tipo de conteúdo, a integração entre TV e internet. Quem pensou que veria um menu no centro da página girando, com um fundo roxo e bolinhas amarelas piscando, sinceramente, subestimou demais a palavra inovação que foi utilizada na campanha de lançamento.

Só um profissional incompetente e inconsequente faria diversos testes de usabilidade, com modelos mais tradicionais e outros totalmente inovadores, avaliasse os resultados, notasse que o modelo tradicional foi muito mais aceito e considerado confortável para os usuários navegarem e optasse pelo “inovador”. Fizemos testes e são eles que devemos seguir, afinal, opiniões não têm embasamento científico. Inovar para ninguém usar não era o caminho e nem o nosso objetivo, vale ressaltar.

Realmente li muita gente, usuários comuns que não trabalham com internet, falando que acharam o site parecido com o da Globo, alguns falaram sobre iG e muitos falaram do G1. Mas eles são usuários comuns. Viram uma home branca, com cores dividindo as seções e menu vertical e não passaram disso em suas análises. Não viram as páginas internas, as homes de seções, a parte de vídeo, a home da Rede Record. O portal não é só a home, que foi pensada levando em consideração dezenas de fatores e a vontade dos usuários testados, acima de tudo. Agora, os profissionais de internet que disseram ser o R7 uma “cópia descarada” do G1 é que me assustam.

Para quem não sabe, os portais de notícias que existem hoje também são baseados em referências, convenções e tendências. Esses dias, postei algumas dicas sobre isso (link: http://www.carlamartins.com/blog/2009/09/10-dicas-para-melhorar-a-usabilidade-de-ambientes-digitais/). Analisando o texto (originalmente em inglês), nota-se que as convenções estão aí, e fizemos sim uso delas. para mim, isso é um ponto positivo e não negativo.

Se lembrou algum outro site, é porque esse mesmo site também utilizou as convenções. Entre essas dicas posso citar: Tamanho da caixa de busca, Espaços brancos melhoram a compreensão, Design clean. Isso não foi descoberta de nenhum portal brasileiro, isso já vêm sendo utilizado há tempos e tem livros e livros, artigos e artigos que tratam do tema. Então, não foi nenhum site que ditou o layout do R7 e, sim, as boas práticas, as convenções, nossos testes, nosso background e todos os estudos que realizamos.

Sendo o Design uma ferramenta dentro da Arquitetura de Informação, porque não procuram inovar nessa questão? Talvez fazer um projeto mais minimalista?

Acho que essa resposta já foi discutida acima. Pensemos que um portal desse tanmanho precisa ser atualizado via sistema de administração, os itens de menu, no R7, também são dinâmicos, ou seja, podem ser criados ou excluídos do menu, dependendo da permissão do usuário. Esse é apenas um fator que foi determinante, por exemplo, para termos decidido planejar um menu vertical. Um site como esse não deve ser pensado apenas para ficar bonito e ser fácil de navegar para os usuários, ele deve, também, ser “atualizável” de maneira satisfatória e eficiente. E disso dependem muitas decisões tomadas na fase de AI. E no meio de tudo isso, falar apenas de inovação e ineditismo é a provar de que a grande maioria dos críticos entende muito pouco de um projeto como esse.

Houve alguma pesquisa de mercado antes da criação do portal? Utilizaram alguma outra metodologia de um projeto centrado no usuário?

Sim, houve pesquisa de mercado. Sobre testes, fizemos Card Sorting, Análise de Tarefas e, agora, estamos iniciando outra rodada de Análise de Tarefas. O próximo passo será estudo de Eye Tracking. Além disso, analisaremos e estudaremos constantemente as métricas do site.

Vocês utilizaram o WordPress como gerenciador de conteúdo? Como foi o treinamento dos jornalistas que atualizam o site?

Não, apenas para os blogs. O treinamento dos jornalistas para a utilização do CMS foi intenso, levou várias semanas e foi apresentado em módulos, para cada equipe em separado, já que cada seção tem suas particularidades. Acompanhei os treinamentos, tirei algumas dúvidas dos jornalistas sobre as possibilidades do sistema e, como não tivemos prazo suficiente para elaborar a AI do CMS, acabei estudando o CMS, percebendo alguns itens que tinham pouca usabilidade e solicitando correções. Devido ao prazo, nem todas puderam ser realizadas antes da estreia, mas já estão em andamento.

O que podemos esperar em termos de evolução do portal. Teremos uma grid fechada para cada programa?

Não posso dar muitos detalhes sobre isso. O que posso adiantar é que estamos estudando e elaborando a AI de alguns sites especiais e que, brevemente, todos os sites de programas serão refeitos. O trabalho está só começando, a equipe vai ter que aumentar muito e, até agora, estou muito realizada e satisfeita de ter topado o desafio e, principalmente, de saber que minha equipe também está feliz da vida. Aproveito o espaço para agradecer imensamente a Karin Althuon e a Renata Azevedo, pelo envolvimento, competência e amizade! Uma equipe unida só podia dar nisso. :)

Nos próximos posts do meu site, vou falar um pouco sobre detalhes da AI do site e postarei fotos dos bastidores e do lançamento do R7. Sobre métricas, posso dizer que os acessos estão ultrapassando, de longe, minhas expectativas. Sucesso total!

Obrigada pela oportunidade, mais uma vez! Sucesso!

Beijos!

home_r7

Evolução da página inicial

O poder de transformação da internet acontece de forma rápida, e mudar é preciso sempre que o cliente necessita alcançar um novo objetivo. Tenho percebido que nos últimos projetos no qual participei, houve necessidade de pensar em mais de uma versão para a página inicial do site, pois a estratégia do cliente só seria alcançada em algumas etapas.

Isso até poderia parecer ser estranho se fosse falado para o cliente há alguns anos atrás, mesmo porque se acreditava muito menos no meio interativo. Alguns sites passam necessariamente por mudanças na página inicial devido ao foco de momento. Ao entrar no site do BBB10, você pode perceber que a página inicial está direcionada ao esclarecimento das dúvidas de como as pessoas podem se inscrever. Quando o programa começar, o foco será notícias sobre os participantes, fotos e vídeos.

Recentemente o Google também fez algumas mudanças em sua página inicial, com o objetivo de melhorar ainda mais a experiência de busca do usuário. Aumentaram sutilmente o campo de texto e o tamanho dos botões. Isso mostra que uma simples modificação torna a navegação e a estratégia muito mais efetiva.

busca_google

Globo X Record na internet

A briga pela liderança da audiência entre Rede Globo e Record tem um sido notícia nos últimos dias na imprensa.

A Record lançou não muito recente o programa A Fazenda, mais um reality show, em busca de pontos de audiência frente a concorrente. A Globo até que tentou com um programa bem sem graça apresentado pelo Paulinho Vilhena.

Logo em seguida lançaram uma nova edição do No Limite, onde os participantes precisam comer peixes vivos, olhos de cabra e pintos ainda vivos. Enquanto o programa da Record paga um milhão de reais para quem já possui algum tipo de fama, a Globo desenbolsa apenas 500 mil para quem precisa se superar e comer qualquer tipo de porcaria em uma ilha.

Fiz uma análise bem simples nos dois sites para identificar alguns problemas de usabilidade e conteúdo. A tarefa é procurar uma galeria de fotos de um participante específico em ambos os sites.

A Fazenda
Procurar fotos da Mirella, aquela namorada do Latino.

home_afazenda

No menu a esquerda existe um link de fotos e a possibilidade de navegação pelo participante diretamente. Ao clicar em fotos, abre uma página com uma listagem de galerias organizadas por data sem nenhuma possibilidade de filtrar pelo participante.

Como não tenho o hábito de utilizar o botão “Página anterior” do browser, tive dificuldade de voltar a home para poder clicar no destaque da Mirella, já que chamam a página inicial de “A Fazenda”.

Cliquei na foto da Mirella em participantes e aterrisei em uma página com informações, opção de navegação pelo participante e novamente um link para as fotos de todos os fazendeiros, como são chamados.

Resultado: O site é fraco em informação e possui uma navegação bem confusa. Não existe possibilidade de ver um conteúdo específico como fotos e vídeos, por exemplo.

No Limite
Procurar fotos da Isabel do grupo Taiba

home_nolimite

É semelhante ao site da fazenda, existe uma navegação pelas fotos dos participantes e uma opção no menu a esquerda com o rótulo “fotos”.

Ao clicar em fotos, consigo visualizar uma listagem de galerias com paginação onde tem a data, a foto e uma descrição da galeria. Essa página não possui nenhum filtro por participante também.

A navegação por participante é tratada como uma navegação global no topo do site, isso facilita o clique diretamente na foto da Isabel, onde tenho um resumo de descrição dela, últimas notícias relacionadas, e a possibilidade de ver todas as fotos também.

Resultado: O site da globo utiliza o padrão da última versão do BBB e facilita o encontro de informações devido aos cruzamentos de conteúdos relacionados. A navegação pelo participante está presente o tempo todo.

Redação de arquitetura

proibido_lorem_ipsumAcho que uma das maiores dificuldades dos arquitetos de informação ao criar uma interface é não ter idéia ou tentar adivinhar ou inferir qual será o conteúdo de um site. Será texto, vídeo, animação, gráfico ou um simples áudio que solucionará todo o problema?

Jogar simplesmente um lorem ipsum em uma página não resolve o problema de uma interface se não houver uma estratégia de conteúdo por trás de tudo isso.

O mercado precisa parar de pensar que o texto de internet tem que ser simplesmente mais curto que outras mídias devido ao desconforto de leitura que acontece em monitores. O texto precisa simples, objetivo, informativo e que sirva de roteiro para as tarefas que o usuário pode realizar em um website.

Em tempos de repensar o formato e novas metodologias de trabalho, já passou da hora de termos uma etapa de redação de arquitetura melhor pensada. Não estou falando de o redator ter que adaptar o conteúdo que foi desenhado no wireframe, mas que esse profissional e o arquiteto sentem juntos e façam todo o conteúdo para que a interface seja adaptada ao conteúdo, e não o contrário.

Em uma conversa com o Daniel Souza, planejador de experiência do usuário na Talk, existem algumas empresas, claro que na gringa, que já usam a prática de escrever todo o conteúdo no Axure antes de começar a pensar na interface.

Acontece que não existe uma etapa específica, onde o arquiteto pensa nessa estratégia antes de começar a desenhar o wireframe. Isso tudo é feito na hora de pensar em cada tela.

O arquiteto precisa estar bem preparado para começar ajudar o pessoal de conteúdo pensar nessas estratégias. Deve haver uma preocupação maior com esse trabalho, afinal o conteúdo é e sempre será o rei.

Esse assunto vai render mais discussões e novos posts. Aguardem e colaborem comentando.

A preocupação do governo com a Internet

internet_governoO Ministério da Educação usou um espaço de mídia na Globo.com para divulgar o seu novo portal. Fico feliz que o Governo esteja cada vez mais preocupado em oferecer um serviço de qualidade para a população.

O pessoal responsável pela criação e desenvolvimento do portal do MEC está usando o CMS do Joomla, que ainda pouco conheço. Acho que a tecnologia pouco importa quando se tem vontade de fazer um trabalho bem feito.

Recentemente a TV1.com conquistou a conta digital da Presidência da República. Isso mostra que teremos uma melhor visibilidade on-line com os novos sites que serão feitos. Uma discussão no Flickr mostrou falta de conhecimento de algumas pessoas, achando que 11 milhões é muito para fazer um site. Afinal tem uma galera cobrando 500 reais no classificado de domingo. Acabei de ver um anúncio desse no Correio Braziliense.

Tenho orgulho de ter participado da concepção de um projeto que foi pioneiro e que teve o propósito de revolucionar a comunicação digital nos Ministérios. O Ministério da Cultura ganhou um portal totalmente novo, e hoje é considerado um dos maiores cases usando o CMS do WordPress.

Antes o site era estático e tinha uma atualização pouco relevante, não proporcionando participação das pessoas. Internet é um ambiente interativo. Não é um jornal que você lê e não pode comentar sobre a matéria.

Concordo que grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro possuem muitas oportunidades no mercado de trabalho de Internet, mas não podemos esquecer do potencial de Brasília, com todos os sites governamentais. Alguns Ministérios já possuem equipes capacitadas fazendo um bom trabalho, além das agências que estão concorrendo às licitações disponíveis.

Outro site que ganhou cara nova foi o portal do cidadão do GDF. O restante do site ainda está sendo reformulado. O projeto está sendo foi feito pela Talk Interactive. Ainda estou conhecendo sobre o portal e como foi pensando o conceito de organização dos serviços. O certo é que o trabalho ainda está bem no começo. O portal tem muitos sites internos que ainda serão feitos pela agência.

É interessante que os participantes desses projetos comentem, colaborando com mais informações sobre os desafios.

A hierarquia informacional em bulas de medicamento

consulte_bulaLi um artigo muito interessante falando sobre a estruturação das informações que são representadas em bulas de medicamento. Confesso que sempre tive dificuldade ao tentar ler uma bula, que segundo a ANVISA é obrigatório para que o consumidor/usuário tenha total consciência daquilo que está usando. A única regulamentação da ANVISA é sobre o tamanho mínimo de 1,55mm. Aspectos como legibilidade, clareza das informações e apresentação gráfica são desconsideradas, apesar da relevância.

A bula de medicamento é um documento de consulta pública, imprescindível no uso de medicamentos, pois fornece informações específicas sobre sua composição química, precauções/advertências/cuidados, formas de ministrar e até mesmo como preparar um medicamento.

As estruturações dos textos possuem algumas funções. O texto pode agir sobre as emoções (Texto narrativo), agir sobre o comportamento (Texto diretivo) e agir sobre os conhecimentos (Texto informativo). Tendo isso em vista, é possível relacionar este modelo à estrutura da bula de medicamento: o texto se refere ao conteúdo da bula, cujo autor é o fabricante do medicamento que estrutura o texto da bula, com a função de agir sobre o comportamento e conhecimento do leitor (paciente), classificando-se como um texto diretivo informativo.

A bula possui uma estrutura de organização da informação em identificação do medicamento, informações ao paciente e informações técnicas aos profissionais de saúde. Essas estruturas são utilizadas na maioria dos casos, mas para você encontrar alguma informação, necessitaria uma ferramenta de busca no papel, e claro que ainda não estamos em Minority Report.

O ideal seria que a hierarquia gráfica informacional tivesse recursos gráficos utilizados na forma tipográfica do conteúdo textual que atribuem grau de importância à informação através da diferenciação e relação entre seus componentes, como por exemplo: negrito, caixa alta, caixa baixa, espaço, cor, linhas, gráficos, ícones, etc. Estes recursos constituem um dos fatores gráficos mais relevantes na representação de informação textual, e no caso da bula são essenciais, considerando que seu conteúdo é constituído por diversos tipos de informações de níveis hierárquicos e públicos distintos.

bula_medicamento

Novo Globoesporte.com

logo_globoesporte.jpgFoi ao ar o novo site do Globoesporte.com. O portal está dentro do padrão atodado pela Globo.com em todos os seus portais. Acho que vai acontecer a mesma coisa que aconteceu nos outros projetos. A primeira vista o pessoal terá um grande impacto, mas com um tempo se acostumaração com o novo layout.

Pensei que fossem dar mais destaques para os escudos dos times no site, a página perdeu um pouco da identificação interna para cada Clube. Há apenas uma mudança na cor da logo de acordo com cada equipe ou esporte em destaque.

Gostei da nova organização das editorias. Ficou muito mais fácil encontrar sites específicos dentro de futebol, por exemplo. O site posui a funcionalidade de notícias que já foram lidas usando o texto com uma cor diferenciada, que já vinha sendo utilizada no G1. O pessoal da Globo.com criou um passeio virtual apresentando as novidades do site.

O novo site tem muito mais interatividade e participação dos usuários. A página do Campeonato Brasileiro terá várias novidades antes, durante e depois de cada partida.

Você pode exportar a tabela de jogos do seu time para o Google Calendar, mas infelizmente ainda não está funcionando.

Parabéns a toda equipe que participou do projeto de redesenho do site.