Navegação cruzada

Em uma mais uma conversa filosófica com o Daniel Souza, planejador de experiências do usuário na Talk, rendeu um podcast bem informal sobre navegação cruzada. Assim como já falei aqui sobre o mito da barra de rolagem, também resolvi levantar a bola a respeito de outra questão que incomoda muitos designers e arquitetos na hora de desenhar uma interface.

O papo durou 11 minutos e como já falei, foi bem informal. Uma conversa livre e sem regras. O áudio não está perfeito, pois foi apenas o primeiro para testar.

Como não encontrei muita informação sobre o assunto, peço que use a área de comentários abaixo para poder contribuir.

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Entrevista de Marissa Mayer no Digg

Veja uma entrevista muito bacana com Marissa Mayer, vice-presidente de Busca e Experiência do usuário na Google. Ela trabalha na empresa desde 99 e foi a primeira engenheira mulher a ser contratada. Participou da criação de produtos como Google News, Gmail e Orkut.

Profissões digitais: designer de interação

O site Olhar Digital fez uma matéria bem interessante mostrando como é o trabalho de um designer de interação.

A designer brasileira Juliana Ferreira faz parte da equipe de desenvolvimento da Nokia e ensina os principais focos de produção da profissão.

Confira a matéria completa.

Mais modernidade para o site da Fazenda

Mal acabou a primeira versão do programa “A Fazenda”, a Record lançou a segunda versão dois meses antes do início do BBB 10, apresentado pela Rede Globo.

Quando o site da primeira temporada de “A Fazenda” foi lançado, fiz um post aqui no blog falando de alguns problemas de usabilidade, fazendo um comparativo com o site do programa “No Limite”.

No dia da estréia da segunda temporada aconteceu uma integração muito bacana entre a TV e a Internet. Conforme o Britto Júnior anunciava os participantes, o topo era alterado, acrescentando o participante anunciado segundos antes já com sua página interna com galeria de fotos e biografia, isso tudo sincronizado a TV.

Por isso não poderia deixar de falar da nova versão do site. Usar os fazendeiros como elementos principais de navegação é um grande acerto. Assim os usuários podem navegar clicando no participante ou escolhendo a forma que deseja consumidor o conteúdo de fotos, vídeos ou notícias. Dentro da página do participante você tem acesso as informações que estão relacionadas, deste modo o usuário navega da forma que achar mais confortável.

A interface de votação está bem resolvida. Não senti nenhuma dificuldade no uso, mas tem uma coisa que me incomoda. Deveriam pensar em uma forma de destacar mais a chamada nos dias de votação pela Internet. Talvez criar um destaque diferenciado para o quiosque de destaques principais. Outra vantagem, é que a interface de votação está presente na tela, sem a necessidade do uso de um popup, o que atrapalha a tarefa de votação para quem usa algum tipo de bloqueador.

A página que fala sobre o programa deveria ter um conteúdo explicando melhor todas as regras do Reality Show. Eu que não consigo acompanhar, simplesmente não entendo muito bem como funciona.

Gostaria de deixar o espaço para a equipe que trabalha com a Carla Martins, arquiteta de informação da Record, comentar mais sobre o projeto. O espaço está aberto a todos. Fiquem a vontade.

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Rastreando o olhar do consumidor

A edição do Jornal Nacional de ontem (23/11), exibiu uma matéria falando sobre as técnicas e pesquisas realizadas no rastreamento do olhar do consumidor (usuário).

A mesma técnica, que chamamos de eyetracking, e utilizamos para mapear o caminho que os olhos dos usuários fazem durante a navegação em um site, está sendo utilizada por pesquisadores para entender o comportamento do consumidor dentro de um supermercado, por exemplo.

Ainda não temos esse poderoso óculos aqui no laboratório de usabilidade da Talk, mas confesso que gostaria de ter acesso a esse tipo de pesquisa. É bastante complexo trabalhar com a interpretação desses dados.

Veja um post que fiz sobre Eyetracking aqui.

Veja a matéria realizada pelo Jornal Nacional.

Arquitetura de informação em embalagens

O problema que as pessoas alérgicas têm para entender o que está escrito nas embalagens está com os dias contatos. Uma decisão da justiça promete tornar essas informações mais fáceis de serem consumidas.

A ideia é que as informações mais importantes em relação aos derivados dos produtos sejam destacas e os rótulos menos técnicos possíveis. É o velho problema de usar o rótulo que seja entendido somente por quem fabrica o produto.

Será que teremos arquitetos de informação trabalhando em conjunto com o design de embalagens?

Globo X Record na internet

A briga pela liderança da audiência entre Rede Globo e Record tem um sido notícia nos últimos dias na imprensa.

A Record lançou não muito recente o programa A Fazenda, mais um reality show, em busca de pontos de audiência frente a concorrente. A Globo até que tentou com um programa bem sem graça apresentado pelo Paulinho Vilhena.

Logo em seguida lançaram uma nova edição do No Limite, onde os participantes precisam comer peixes vivos, olhos de cabra e pintos ainda vivos. Enquanto o programa da Record paga um milhão de reais para quem já possui algum tipo de fama, a Globo desenbolsa apenas 500 mil para quem precisa se superar e comer qualquer tipo de porcaria em uma ilha.

Fiz uma análise bem simples nos dois sites para identificar alguns problemas de usabilidade e conteúdo. A tarefa é procurar uma galeria de fotos de um participante específico em ambos os sites.

A Fazenda
Procurar fotos da Mirella, aquela namorada do Latino.

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No menu a esquerda existe um link de fotos e a possibilidade de navegação pelo participante diretamente. Ao clicar em fotos, abre uma página com uma listagem de galerias organizadas por data sem nenhuma possibilidade de filtrar pelo participante.

Como não tenho o hábito de utilizar o botão “Página anterior” do browser, tive dificuldade de voltar a home para poder clicar no destaque da Mirella, já que chamam a página inicial de “A Fazenda”.

Cliquei na foto da Mirella em participantes e aterrisei em uma página com informações, opção de navegação pelo participante e novamente um link para as fotos de todos os fazendeiros, como são chamados.

Resultado: O site é fraco em informação e possui uma navegação bem confusa. Não existe possibilidade de ver um conteúdo específico como fotos e vídeos, por exemplo.

No Limite
Procurar fotos da Isabel do grupo Taiba

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É semelhante ao site da fazenda, existe uma navegação pelas fotos dos participantes e uma opção no menu a esquerda com o rótulo “fotos”.

Ao clicar em fotos, consigo visualizar uma listagem de galerias com paginação onde tem a data, a foto e uma descrição da galeria. Essa página não possui nenhum filtro por participante também.

A navegação por participante é tratada como uma navegação global no topo do site, isso facilita o clique diretamente na foto da Isabel, onde tenho um resumo de descrição dela, últimas notícias relacionadas, e a possibilidade de ver todas as fotos também.

Resultado: O site da globo utiliza o padrão da última versão do BBB e facilita o encontro de informações devido aos cruzamentos de conteúdos relacionados. A navegação pelo participante está presente o tempo todo.

O futuro da arquitetura de informação

Em uma série de entrevistas feitas com os arquitetos de informação no meu blog, de diferentes experiências, rendeu um material interessante para a realização de uma conversa bem legal com o Daniel Souza, que trabalha com planejamento de experiência do usuário na Talk Interactive.

Arquitetura da Informação no Brasil e no Mundo

O fato é que o mercado de AI está na moda e têm muitas pessoas interessadas em entrar na área. Isso gera uma grande quantidade de arquitetos e pouca arquitetura de informação. Significa que ainda temos profissionais com pouco conhecimento e a falta de um pensamento mais centrado no usuário e nas necessidades de negócio dos clientes.

De acordo com um estudo realizado pelo Guilhermo Reis em 2008 , a fase de pesquisa ainda é pouco realizada. Os profissionais estão em sua maioria preocupados com documentação, fazendo wireframes, sitemaps, fluxos de navegação e entregáveis que tem como objetivo orientar a programação e o design das interfaces.

A fase de documentação deve estar toda embasada na etapa de descobrimento e entendimento das necessidades de comunicação digital dos clientes. Devemos extrair o máximo das empresas para que não tenha nenhum ruído durante a concepção dos projetos.

O trabalho do arquiteto precisa ser mais estratégico e o wireframe é apenas uma entrega formal dentro do processo do design centrado no usuário. Não pode ser considerado como um texto em uma estátua que é tomado como verdade e não pode ser evoluído. O arquiteto imagina o que poderia ser ideal e o designer o ajuda com as possíveis evoluções. O trabalho do arquiteto precisa estar cada vez mais próximo do designer, e as soluções precisam ser pensadas em conjunto e evoluídas com todos que estão participando do projeto.

Um projeto interativo deve estar em constante evolução, pois não se trata de um panfleto que você joga na rua e depois percebe que poderia ser melhor. Temos a oportunidade de fazer isso na arquitetura. Por isso que existe a famosa versão beta nas ferramentas do Google. Os projetos não podem ser lançados e abandonados logo em seguida. Eles precisam de evoluções frequentes e de redesenhos de acordo com a necessidade do momento.

Os arquitetos de informação têm um papel importante na equipe de concepção de um projeto e em algumas empresas já trabalham de forma bastante integrada com a equipe de planejamento.

Para entender melhor a atuação e os conhecimentos desses profissionais, foi feito um estudo apresentado no IA summit in Miami 2008 sobre os perfis em arquitetura de informação. A criação e segmentação dos perfis foram identificados em experiências pessoais, entrevistas, discussões sobre AI em blogs e listas de específicas, entre outros estudos.

Facilitador
Facilita e conduz as discussões sobre o projeto, ajudando a entender o problema em busca de uma solução. Tem sempre o cuidado de balancear os interesses da equipe de projetos com os interesses dos usuários. O papel do facilitador é o de ajudar as pessoas que estão envolvidas no trabalho, dando o material necessário para que o projeto seja desenvolvido da melhor forma.

Expert
Analisa a situação e tenta chegar em uma solução eficiente com suporte aos objetivos da empresa e dos usuários. É o profissional que domina toda a parte de documentação e sempre está com uma solução de arquitetura de informação pronta na cabeça. É bastante objetivo em suas soluções.

Designer
Pensa sempre no futuro da solução, analisando os objetivos e pensamentos estratégicos do cliente. Possui a característica de pensar fora da caixa e é especialista em redesign de projetos.

Advogado
Avalia com frequência os resultados do projeto. Mantém sempre a equipe focada nas necessidades dos usuários. Quando não existe possibilidade de mudar o produto ou a estratégia, ele defini os objetivos de métricas e testes com usuários para ver se os prognósticos estão corretos.

O cenário do mercado atualmente

No início existia pouca preocupação com a usabilidade e a internet era voltada para as pessoas que tinham um conhecimento mais avançado em tecnologia, portanto, não existia muita dificuldade em utilizar esses sistemas.

A comunicação digital e a verba para esse tipo de mídia tem crescido bastante a cada ano. Em ano de crise, empresas estão buscando alternativas mais baratas e eficientes. Com o crescente aumento no número de venda de computadores, as oportunidades estão aí para as empresas aproveitarem e terem algum retorno investindo menos dinheiro, comparando-se com as mídias tradicionais.

A revista Veja (Edição de 26 de novembro de 2008) fez uma matéria falando sobre as novas profissões, sendo arquitetura de informação é uma delas. Fico preocupado quando começam a falar demais sem mostrar a verdadeira realidade. As pessoas se atraem facilmente por altos salários e na maioria das vezes nem sabem qual a capacitação que o profissional precisa ter para conseguir sucesso profissional.

A lista de arquitetura possui uma infinidade de pessoas interessadas no assunto e até os clientes começaram a perceber a importância da disciplina, pois sentem falta de uma boa usabilidade quando os problemas começam a aparecer. Os clientes não precisam entender de taxonomia, fluxos de navegação, sitemaps e wireframes, mas precisam perceber que esses documentos servem para mostrar o que foi pensado de forma estratégica e que tudo isso vai trazer algum tipo de retorno.

O mercado evoluiu bastante nos últimos anos, se os clientes estão exigentes, os usuários estão ainda mais. Eles perceberam que alguns sites são difíceis de usar e pedem projetos mais objetivos.

Além das agências de publicidade interativas, temos profissionais espalhados em agências de conteúdo, dentro do cliente, empresas de usabilidade, fábricas de software e até produtoras de games.

Luciana Cattony, arquiteta de informação da Gerdau e editora do blog Planta Baixa, fez uma pesquisa informal na lista de AI no Brasil perguntando quem trabalhava no cliente. Empresas com atuação global já possuem esses profissionais pelos corredores (como por exemplo, Gerdau e Petrobrás), portais (globo.com, UOL, RBS, etc), empresas online (curriculum.com, etc), editoras (Dental Press International), provedores web (Locaweb), bancos (Itaú, Santander, etc), empresas governamentais, empresas de tecnologia e também em algumas Universidades (UFMG, Unoeste, etc).

Delinear o futuro da arquitetura de informação

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Já vivemos a época do design, onde tudo era resolvido com uma linda animação pisca-pisca feito na última versão do Flash. Hoje estamos na era do conteúdo e a arquitetura precisa se adaptar a essas mudanças.

Em um Workshop realizado na Talk durante a útlima semana, tivemos várias discussões sobre novas formas de trabalhar. Esse gráfico acima criado pelo Henrique Brito resumiu tudo que foi discutido em uma semana de conversas sobre esse novo mercado.

Precisamos mudar o tempo que gastamos em execução para que a experiência do usuário seja feita da melhor forma possível. É preciso ter uma estratégia de conteúdo que seja pensada juntamente com arquitetura, design e desenvolvimento. Muito mais estratégia e menos execução.

Todo mundo já deve ter ouvido falar no termo Web 2.0, e ele começou ser empregado quando a internet deixou de ser estática e começou a se tornar participativa. Hoje temos blogs, wikis, redes sociais, portais corporativos e intranets, onde os participantes possam contribuir e construir conteúdos relevantes. Um dia desses percebi que leio mais blogs que portais de notícias como globo.com, UOL, Terra e etc.

Tenho visto algumas discussões e até mesmo preocupações em posicionar o arquiteto de informação dentro de uma equipe. Alguns acham estranho quando esse profissional faz parte da área de criação ou planejamento. O arquiteto de informação do futuro, ou melhor do presente, precisa ter uma cabeça mais voltada para o planejamento de uma estratégia de conteúdo e fazer com que suas documentações e análises se tornem mais úteis aos clientes e usuários. Precisa ser um questionador e propor aos clientes soluções criativas e não produtos.

Peter Morville, um dos autores mais renomados em AI, fez uma apresentação no IA Summit 2008, falando sobre o desafio do arquiteto de informação com a Web 2.0 e como fica o trabalho desse profissional nesses novos ambientes (arquitetura de informação 3.0).

A arquitetura de informação contempla, na opinião de Morville, a habilidade de criar uma camada de estrutura para o conteúdo e a classificação criada pelos usuários. Ou seja, deixar o usuário criar conteúdo e classificações, e depois organizar isso e otimizar as formas de apresentação e de busca. Além do planejamento estratégico de comunicação, é preciso pensar em uma estratégia de conteúdo que será evoluída de acordo com o período e necessidades dos usuários.

A grande e a pequena arquitetura de informação

elementos_experiencia_usuarioO Jumpcast entrevistou o consultor de design de interfaces e especialista em usabilidade, Gil Barros. A entrevista foi concedida ao Luli Radfahrer. O Jumpcast trata de temas como usabilidade e arquitetura, marketing digital, mídia online, e-commerce, search marketing, mobile marketing, métricas e gestão de projetos.

Gil falou que o nome arquitetura de informação, que ele definiu como grande AI, é um termo generalista e serve para definir a área, assim como o Webdesign foi empregado por muito tempo para definir o profissional que trabalhava com Internet.

Dentro dessa grande AI temos outras etapas e uma delas é a própria arquitetura de informação, disse o especialista. Ele comentou também que não existe arquitetura de informação sem usabilidade, e a usabilidade é uma característica do produto. O produto tem sempre usabilidade, seja ela boa ou ruim.

Gil explicou a diferença entre a arquitetura de informação, design de navegação e design de informação, e essas tarefas podem ser exercidas por um mesmo profissional. Tudo depende do contexto da empresa no qual o arquiteto está inserido.

A arquitetura de informação é o trabalho de categorizar e organizar as informações de uma maneira que faça sentido para o usuário, enquanto o design de navegação é como o usuário irá navegar por esses ambientes. O design de informação é a etapa onde o profissional se preocupa em apresentar a informação de uma forma simples, compreensível e agradável.

A entrevista foi finalizada com o Gil falando os elementos de experiência do usuário criados pelo Garret, cujo documento tem o objetivo de definir os termos e a relação de cada uma dessas áreas em um projeto.

O importante é que o profissional estude o comportamento dos usuários baseado em pesquisa. É difícil imaginar como usuário se comporta sem que você não faça parte do público para qual o projeto se destina. Sem pesquisa os projetos são feitos no chute e a porcentagem de acerto diminui bastante.

Eyetracking: mapeando a direção dos olhares pelas interfaces

Fui convidado pela revista Webdesign para participar de uma matéria sobre eyetracking que saiu agora no mês de maio.

Para quem não sabe, eyetracking é o estudo responsável para perceber o comportamento de leitura dos usuários pelas interfaces. É apropriado para entender as pessoas e criar produtos adequados, eficientes e usáveis.

A matéria fala sobre a aplicação da técnica e seus objetivos. Claro que tudo depende de acesso aos usuários e equipamentos necessários para a realização da metodologia.

A entrevista conta com a participação do Eduardo Loureiro, coordenador de experiência do usuário da Mapa Digital, Joana Andrade, coordenadora de projetos de pesquisa e design centrados no usuário da Fhios Brasil, Fabrício Teixeira, arquiteto de informação da AgênciaClick, Luiz Agner, autor do livro Ergodesign e Arquitetura de Informação e Marcedes Sanchez, especialista em usabilidade.

A matéria é encerrada com uma boa lista de dicas de leitura sobre eyetracking para quem deseja se aprofundar no assunto. Gostaria de agradecer a revista Webdesign por ter me convidado para participar da matéria.

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