Card Sorting na prática

cardsortingCard Sorting é uma técnica de um projeto centrado no usuário e tem como objetivo principal descobrir como as pessoas organizam as informações dentro de um site. São criados cartões das principais áreas do site, e logo em seguida são selecionados alguns usuários para que possam organizá-los segundo o seu modelo mental.

É interessante utilizar essa técnica em redesenho de sites, quando o conteúdo está muito bagunçado. O papel do arquiteto é descobrir quando há necessidade de colocar em pratica qualquer metodologia de design centrado no usuário.

Já conhecia a metodologia e participei de uma rodada como usuário em um curso de arquitetura de informação realizado em São Paulo, na JumpEducation. Ainda não tinha tido a oportunidade de fazer com algum cliente. Os prazos apertados e a vontade do cliente de ver o resultado final do layout acabam prejudicando esse processo.

Cenário

Estamos reestruturando alguns portais de conteúdo e serviços de um grande cliente da Talk e definimos uma estratégia de trabalho que envolve o levantamento de conteúdo, Card Sorting, análise dos resultados e uma proposta final com a nova categorização.

Definimos um portal como projeto piloto para iniciar todo esse processo de trabalho. Claro que escolhemos o site que possui o conteúdo mais extenso. O trabalho gerou muito aprendizado e servirá de base para os outros.

Como foi realizado

Com a ajuda da Gabi e do Pedro, arquitetos de informação aqui na Talk, realizamos o exercício com 13 pessoas, dividindo esses usuários em 5 grupos, já que se tratava de 101 cartões.

Realizamos o Card Sorting aberto. Deixamos os usuários definirem as categorias criadas. Dessa forma conseguimos analisar melhor os resultados e validar se o modo de organização estava funcionando efetivamente.

Análise dos dados

Utilizamos o software xSort para coletar os resultados. É possível fazer o Card Sorting no próprio aplicativo. Lá você insere as respostas dadas pelos usuários e no final é possível gerar um Diagrama de Afinidades. Você consegue perceber a relação dos conteúdos organizados. Esse aplicativo foi desenvolvido por um português chamado Gustavo Pimenta.

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A experiência do arquiteto de informação é fundamental

O arquiteto tem um papel fundamental nessa etapa. É hora de entender e interpretar o que os usuários querem dizer em relação às semelhanças entre as categorias propostas.

Aprendizado

Nem sempre os usuários criam uma categoria serviços. Eles já possuem o hábito de procurarem serviços que são direcionados aos seus perfis.

A falta de clareza em alguns conteúdos faz com que os usuários não saibam aonde encaixar algumas áreas. Esse é um problema que pode acontecer em seu site dependendo da forma que o conteúdo está escrito. O não entendimento da área por conta de um título mal escrito traz desinteresse por parte do usuário.

As dúvidas que surgiram quando utilizamos o método de Card Sorting fizeram com que entendêssemos muito melhor cada área do site. Com essa forma de organização o projeto parece menor do que realmente é, então visualizamos individualmente cada conteúdo.

O processo está em fase de aprovação e surpreendeu positivamente o cliente. Serviu para o cliente entender que as informações devem ser organizadas de acordo com que faz lógica para os usuários. Queria agradecer a todos que participaram. Sintam-se feliz, pois vocês já fazem parte do processo de reestruturação do site.

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Navegação cruzada

Em uma mais uma conversa filosófica com o Daniel Souza, planejador de experiências do usuário na Talk, rendeu um podcast bem informal sobre navegação cruzada. Assim como já falei aqui sobre o mito da barra de rolagem, também resolvi levantar a bola a respeito de outra questão que incomoda muitos designers e arquitetos na hora de desenhar uma interface.

O papo durou 11 minutos e como já falei, foi bem informal. Uma conversa livre e sem regras. O áudio não está perfeito, pois foi apenas o primeiro para testar.

Como não encontrei muita informação sobre o assunto, peço que use a área de comentários abaixo para poder contribuir.

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Usabilidade em tempos de colaboração

revista_webdesignA primeira edição da Revista Webdesign de 2010 traz o tema usabilidade como reportagem de capa. Fico muito feliz quando vejo a imprensa especializada tratando de um assunto tão importante para o mercado de internet.

A matéria aponta alguns importantes pontos que devem ser observados na hora de pensar em um projeto interativo. A revista ouviu algumas personalidades do mercado como Felipe Memória, karine Drumond, Gustavo Gawryszewsky, Sérgio Carvalho, entre outros.

Temas discutidos na reportagem.

A evolução dos conceitos tradicionais.
Usabilidade no universo das metodologias ágeis.
Em busca da experiência perfeita.
Redes sociais como fontes de pesquisa.
O cliente insiste em algo errado. O que fazer?
Os cuidados no redesenho de interfaces.
Convenções de navegação vc. novas funcionalidades.

Vale a pena a leitura. Compre a revista ou pegue emprestada comigo aqui no escritório da Talk em Brasília. Abraços e até a próxima.

Usabilidade no Twitter

twitter_pictureAs pessoas passam algumas horas por dia realizando tarefas nas famigeradas redes sociais, seja adicionando uma mensagem, vídeo ou imagem para atualizar a foto de perfil.

A foto do perfil é o que nos identifica dentro dessas comunidades. Hoje fui atualizar minha foto no Twitter e vi um problema de usabilidade, que faz diferença comparando-se com o Orkut, Facebook e Gmail, por exemplo.

Vi o Daniel Souza tendo o mesmo problema quando estava atualizando sua foto.

O Twitter não apresenta nenhuma mensagem de feedback quando você pede para localizar a imagem no computador. Assim, você fica esperando o resultado até que resolve clicar em save para ver a atualização.

Gmail

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O Gmail mostra uma mensagem que o upload está em processo, e logo em seguida é possível fazer uma edição no tamanho da imagem.

Com esse modelo, o usuário sabe o que está acontecendo e aguarda o upload ser realizado até o final. Não deixe o usuário advinhar qual será o próximo passo de uma interação.

Orkut

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O Orkut possui um comportamento semelhante ao Gmail. Também apresenta um feedback e a opção para cortar a imagem.

Facebook

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O Facebook é ainda mais intuitivo com uma mensagem em português.

Faça o teste você mesmo e veja quais são as diferenças, sem deixar de passar por aqui depois para fazer um comentário.

Nova home da Rede Globo

A Globo esperou os primeiros dias de 2010 para mostrar sua nova cara ao mercado. Na última quinta-feira foi a vez do site de Entretenimento, e hoje (12/01/2010) entrou no ar o novo site da Rede Globo, onde traz todo o conteúdo produzido pela emissora.

Os dois sites possuem praticamente a mesma diagramação e ainda procuraram manter o estilo “brancão” que deu início a uma revolução na internet brasileira. Gosto desse padrão, pois se parece muito com um formato de uma revista impressa. Talvez tenha sido a referência utilizada pela equipe.

O layout possui um respiro bem maior em relação ao site atual da globo.com. Me agrada bastante o comportamento do menu funcionando em over. Você consegue manter a página muito mais compacta, só que exige uma taxonomia bem definida. É uma tendência que vem sendo usada muito bem pelos gringos.

A aplicação de cantos arredondados nas imagens deixa o design do site muito mais leve. Como será que resolveram esse problema? Criaram algum script que faz isso automaticamente no CSS?

O novo site apresenta duas possibilidades de organização dos programas. No menu é possível ver os programas organizados por temas, e no rodapé é possível ver os mesmos programas organizados em ordem alfabética. Duas possibilidades para um público tão variado como o da Globo.

Como o vídeo é um dos carros chefes da emissora, a nova home possui um lugar fixo com um vídeo de destaque do momento. Isso mostra o quanto é importante esse tipo de mídia na internet.

Acho que vão seguir a mesma tendência nos sites da globo.com, G1, esportes e vídeos, mas no momento no não vejo necessidade de repetir o item de vídeos, já que está presente também no primeiro menu.

Parabéns a Globo pelo lançamento. Usem esse espaço para comentarem sobre o que acharam dessa nova mudança no site.

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Entrevista de Marissa Mayer no Digg

Veja uma entrevista muito bacana com Marissa Mayer, vice-presidente de Busca e Experiência do usuário na Google. Ela trabalha na empresa desde 99 e foi a primeira engenheira mulher a ser contratada. Participou da criação de produtos como Google News, Gmail e Orkut.

Versionamento no Axure

Quando fui interface na Agência Click, em 2006, tive a oportunidade de conhecer o SVN. Essa técnica permite que várias pessoas possam trabalhar de forma conjunta em um mesmo projeto.

A Gabi, arquiteta de informação na Talk, mostrou que existe a possibilidade de fazer isso no Axure. Essa possibilidade nos ajudou bastante e mostrou que pode ser muito útil para o time que está trabalhando no projeto.

Trabalhamos em conjunto nesse projeto específico e percebi que isso pode nos ajudar de algumas formas. Exemplo: O Redator pode fazer a redação de arquitetura no próprio Axure conforme as telas vão ficando prontas. Isso ajuda bastante em trabalhos que temos que aplicar uma metodologia ágil com vários arquitetos, redatores, designers e desenvolvedores.

Como funciona

Veja os passos para criar uma arquivo versionado no Axure.

Primeiro passo: Abra o RP que vai ser versionado e clique no menu “Share” > “Create Shared Project from Current file…”

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Segundo passo: Escolha o nome do projeto. Este será usado por todos os usuários na rede. Escolha um nome fácil para identificar o arquivo.

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Terceiro passo: Escolha o local onde o arquivo será compartilhado. É onde a versão será atualizada por todos os usuários que utilizarão o arquivo, e assim, onde todos buscarão as atualizações. Sugiro que seja compartilhado em um servidor que todos possam buscar a informação a qualquer hora. Se for compartilhado no computador de um usuário, este deverá estar logado para que o versionamento funcione.

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A pasta não deve ser mexida por ninguém, e ficará assim:

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Quarto passo: Escolha o local onde ficará a sua versão do arquivo. É com ele que você vai trabalhar, pois ele buscará e mandará atualizações para o arquivo compartilhado que você salvou anteriormente.

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O arquivo que o usuário irá abrir para trabalhar será esse RP com o ícone diferente:

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Veja agora os passos para você criar um versionamento local (caso não tenha sido você que criou o arquivo compartilhado)

Primeiro passo: Clique no menu “Share” > “Get and Open Shared Project…”

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Segundo passo: Informe o local onde está o arquivo compartilhado. É a versão atualizada por todos os usuário que utilizam o arquivo.

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A pasta não deve ser mexida por ninguém, e estará assim:

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Terceiro passo: Escolha o local onde ficará a sua versão do arquivo. É com ele que você vai trabalhar, pois ele buscará e mandará atualizações para o arquivo compartilhado que você salvou anteriormente.

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Entenda como utilizar o arquivo compartilhado

Para fazer alterações você precisa clicar em Checkout. Significa que você está reservando aquela página no servidor para fazer alterações. Dessa forma apenas você poderá mexer.

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Quando terminar de fazer as alterações, clique em Checkin. Significa que você está devolvendo a página atualizada para que outros usuários possam atualizar seus arquivos e mexer se necessário.

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Profissões digitais: designer de interação

O site Olhar Digital fez uma matéria bem interessante mostrando como é o trabalho de um designer de interação.

A designer brasileira Juliana Ferreira faz parte da equipe de desenvolvimento da Nokia e ensina os principais focos de produção da profissão.

Confira a matéria completa.

Mais modernidade para o site da Fazenda

Mal acabou a primeira versão do programa “A Fazenda”, a Record lançou a segunda versão dois meses antes do início do BBB 10, apresentado pela Rede Globo.

Quando o site da primeira temporada de “A Fazenda” foi lançado, fiz um post aqui no blog falando de alguns problemas de usabilidade, fazendo um comparativo com o site do programa “No Limite”.

No dia da estréia da segunda temporada aconteceu uma integração muito bacana entre a TV e a Internet. Conforme o Britto Júnior anunciava os participantes, o topo era alterado, acrescentando o participante anunciado segundos antes já com sua página interna com galeria de fotos e biografia, isso tudo sincronizado a TV.

Por isso não poderia deixar de falar da nova versão do site. Usar os fazendeiros como elementos principais de navegação é um grande acerto. Assim os usuários podem navegar clicando no participante ou escolhendo a forma que deseja consumidor o conteúdo de fotos, vídeos ou notícias. Dentro da página do participante você tem acesso as informações que estão relacionadas, deste modo o usuário navega da forma que achar mais confortável.

A interface de votação está bem resolvida. Não senti nenhuma dificuldade no uso, mas tem uma coisa que me incomoda. Deveriam pensar em uma forma de destacar mais a chamada nos dias de votação pela Internet. Talvez criar um destaque diferenciado para o quiosque de destaques principais. Outra vantagem, é que a interface de votação está presente na tela, sem a necessidade do uso de um popup, o que atrapalha a tarefa de votação para quem usa algum tipo de bloqueador.

A página que fala sobre o programa deveria ter um conteúdo explicando melhor todas as regras do Reality Show. Eu que não consigo acompanhar, simplesmente não entendo muito bem como funciona.

Gostaria de deixar o espaço para a equipe que trabalha com a Carla Martins, arquiteta de informação da Record, comentar mais sobre o projeto. O espaço está aberto a todos. Fiquem a vontade.

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Rastreando o olhar do consumidor

A edição do Jornal Nacional de ontem (23/11), exibiu uma matéria falando sobre as técnicas e pesquisas realizadas no rastreamento do olhar do consumidor (usuário).

A mesma técnica, que chamamos de eyetracking, e utilizamos para mapear o caminho que os olhos dos usuários fazem durante a navegação em um site, está sendo utilizada por pesquisadores para entender o comportamento do consumidor dentro de um supermercado, por exemplo.

Ainda não temos esse poderoso óculos aqui no laboratório de usabilidade da Talk, mas confesso que gostaria de ter acesso a esse tipo de pesquisa. É bastante complexo trabalhar com a interpretação desses dados.

Veja um post que fiz sobre Eyetracking aqui.

Veja a matéria realizada pelo Jornal Nacional.