Venho mais uma vez usar o meu blog para levantar um tema para discussão que me parece interessante. Não quero indicar erros e nem formas corretas de interpretar os wireframes, mas sim tentar trocar experiências nos processos de trabalho do wireframe ao layout.
Os wireframes são feitos em baixa, média ou alta fidelidade. Isso serve para mostrar o quanto o layout deve ser fiel ao que foi feito no wireframe. Particularmente gosto de fazer os wireframes com média fidelidade, assim à pessoa responsável em fazer o layout terá muito mais liberdade na hora da criação do layout.
Fiz um post sobre a nova dupla de criação que fala sobre como se daria o processo de criação de um wireframe. Acho que os wireframes devem ser feitos por um arquiteto e um designer pensando em soluções mais eficazes para um projeto interativo. Normalmente construímos as idéias usando lápis e papel fazendo protótipos de baixa fidelidade. Os famosos rabiscoframes. Como não podemos fazer entregas para os nossos clientes de forma desorganizada, passamos essas idéias para documentos formais que vão servir de consulta para toda equipe que irá participar do projeto.
O designer precisa saber interpretar o wireframe e não apenas colorir caixinhas cinza, porque o wireframe tem a função de informar o que terá na interface e como o usuário se comportará na navegação pelo site. Ainda existem muitos designers que trabalham com internet que nunca utilizaram um wireframe e quando vão participar de algum projeto que existe o documento, sentem alguma dificuldade na interpretação, não sabendo o que deverá ter mais peso na página e como se comportará os menus internos e títulos das páginas.
A edição número 43 da revista Webdesign trouxe uma matéria bem interessante sobre tecnologia web com o seguinte título Wireframe: uma ferramenta eficaz para a construção de um site. Renata Zilse fala na edição da revista que uma das vantagens de usar o wireframe é que podemos fazer várias experimentações. Wireframes são como esboços: fundamentais no processo de criação e desenvolvimento de um projeto de internet.
Nem sempre o problema de interpretação é ocorrido na hora de fazer o design, mas principalmente na apresentação desse documento para um cliente que nunca viu o que é um wireframe. Alguns clientes não conseguem ver a diferença entre um wireframe e um layout. Costumo mostrar ao cliente que o wireframe tem a função de demarcar todo o conteúdo que terá no site e como se comportará a navegação do usuário. Dessa forma fica muito fácil fazer os testes de usabilidade para possíveis mudanças. É muito mais interessante ver como o conteúdo se comportará no wireframe antes de se definir qualquer linha visual.
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Fala pa!
Legal vc falar desse assunto, no local onde trabalho as pessoas confunde muito isso, inclusive os programadores que nunca tiveram contato com um wireframe.
Depois de criar o wireframe de um sistema interno da casa usado o Axure, eu gerei um protótipo não funcional e fiz uma apresentação simples, alguns programadores chegaram a pensar que as telas do protótipo seria usado por eles na programação.
O wireframe não é só usado pelo designer, e sim por todos envolvidos no projeto, aqui o wireframe tem ajudado bastante os Analista de Requisitos a amadurecer as funcionalidades dos sistemas.
Abraço!
Pois é, a mal interpretação do wireframe, seja ela feita por um cliente ou por um envolvido direto no projeto acarreta uma série de ações que podem levar o projeto a outro rumo.
A interpretação do wireframe em empresas pequenas e não voltadas diretamente para criação de novas peças é ainda mais complicada. Onde trabalho, uma fábrica de software, por exemplo, tem horas que o wireframe chega a atrapalhar, pois as pessoas não entendem que aquele documento é uma base para discussões e que está fortemente ligado aos usuários futuros e conseguentemente a lucros e a produtividade depois de lançado o aplicativo/software/sistema. Os caras simplesmente acham que é perca de tempo(rsrs).
Rogério, sempre é bom trazer assuntos conhecidos como estes a tona, uma vez que o profissional da área sofre constante evolução e passa por experiencias novas a cada dia, logo as ideias e pensamentos pode mudarem de hora pra outra xD
Acho bem legal você ter tocado neste assunto Rogério, porque temos problemas dos dois lados: arquitetos querendo fazer arte em wireframe e designers com dificuldades em interpretá-los. A formação de duplas criativas (ou até mesmo trios e quartetos) no início do projeto é fundamental para minimizar desentendimentos e frustrações. Viva o rabiscoframe! rs
[...] http://www.rogeriopa.com/blog/ai-e-usabilidade/problemas-de-interpretacao-do-wireframe [...]